quinta-feira, 30 de julho de 2009

Inimigos Públicos



Ontem fui ao cinema com minha esposa e acabei assistindo um dos filmes mais esperados (pelo menos, para mim) sobre a vida de um famoso Gângster chamado John Dillinger, interpretado por Johnny Depp, e como aconteceu seu fim fatal.
Pra falar a verdade, gostei muito do filme por causa do enredo e dos atores que estavam no elenco. Nomes como Christian Bale, Johnny Depp, Stephen Dorff e outros compõem o hall e estrelas desse filme.
A história acontece na década de trinta, logo no início da crise financeira que estorou em 29. O filme tem seu início na tentativa, e posterior sucesso, de um resgate de presos, parte do bando de Dillinger. A fuga acontece, mas alguns do bando morrem no tiroteio com a polícia. Um deles inclusive executado pelo próprio grupo, pois não obedeceu algumas ordens básicas como por exemplo, chamar a atenção demais.
Daí você consegue perceber a ética tanto bandida quanto da lei, retratada pelo agente especial Melvin Purvis, interpretado por Bale.
O bacana nesses filmes, eu acho, é que desperta discussões éticas. Um exemplo clássico disso é que você passa a gostar de Dillinger e torcer para que toda tentativa de fuga dê certo. Você não consegue torcer para o FBI, apesar de saber que eles estão do nosso lado. Quando finalmente acontece o que ninguém quer, percebi ontem um certo desânimo, um suspiro no ar de desolação, querendo dizer que não era para ser assim, apesar de sempre a gente saber que, no final, em sua maior parte, o bandido se dá mal.
Quem na verdade são os inimigos públicos? Essa é a grande questão nesse filme. É claro que o bem e o mal ficam bem nítidos pelos nomes, mas os métodos são colocados em jogo. Os métodos do FBI e os métodos do bando de Dillinger são mostrados e nos fazem pensar quem, na verdade, seriam os inimigos públicos.

Um comentário:

Clerison disse...

É, não é para tanto.. já vi melhores!