quarta-feira, 29 de abril de 2009

Parece Mentira, Mas Não É!


Tenho conversado com algumas pessoas e sinto que elas estão extremamente cansadas de absolutamente tudo que diz respeito à religião. Sinto que elas estão saturadas de tanto sermão bonito, com todas as estruturas que um belo sermão requer, e não conseguem sentir uma gota de sangue e suor no preletor.
Vejamos os exemplos mais recentes: a prisão dos líderes da Igreja Renascer em Cristo com várias acusações envolvendo desvio e lavagem de dinheiro e corrupção, os deputados da bancada evangélica envolvidos no mensalão e em outros tantos escândalos, politicagem eclesiástica nos Concílios e Assembléias nas mais variadas denominações – históricas ou não – no Brasil, uma total falta de respeito ao ser humano e a intolerância quase que assassina ao cidadão que escolhe ser ou não cristão, que decide ser ateu ou não, que decide ser espírita ou não, que decide ser muçulmano ou não, que decide ser o que quer ser ou não.
Vale lembrar que aqui não estou falando de ecumenismo e nem defendendo uma visão mais liberal, mas falo de um diálogo compreensivo e civilizado entre pessoas de diferentes maneiras de pensar, crer, se vestir e de viver. Famílias estão se separando porque uma sabe “o caminho do céu” melhor que a outra. Amigos se tornam inimigos porque não conseguem olhar um no olho do outro e aceitar que as coisas mudam e o mundo gira, passando por várias estações e sofrendo as mais diversas variáveis complexas.
Sinto que as pessoas querem ver e conhecer pessoalmente aqueles homens e mulheres que fizeram coisas extraordinárias e que viveram em algum tempo no passado, mas que agora fazem uma falta muito grande. Vejo um anseio, uma fome, uma esperança que se levante pessoas corajosas ao ponto de se abdicarem de suas vidas pessoais pela causa de verem dias melhores. Chico Anysio, em um monólogo intitulado “Mundo Moderno”, ecoa a voz de bilhões dizendo: “Mundo moderno melhore, melhore muito, melhore mesmo!”.
Dá a impressão que aquelas pessoas históricas nunca existiram de fato. É tudo história de ninar. Todas são contos de alguém que, com a mesma fome de esperança, escreveram sobre personagens fantásticos que fizeram a diferença no mundo e que hoje são lembrados como lendas.
As pessoas de hoje precisam conhecer essas lendas. Mas falo de lendas vivas, lendas que, na verdade, são pessoas comuns que acordam cedo, trabalham todo santo dia, ficam cansadas de ver tanta violência, corrupção e desigualdade, dão risada à toa, falam sozinhas, choram, dormem tarde porque conversaram demais com os amigos ou namoraram além da conta, mas que conseguem também realizar atos de nobreza que são capazes de mudar o mundo, capazes de ser uma ameaça a todo e qualquer status quo frio e sem vida. Uma ameaça salvadora para toda essa humanidade carente de heróis comuns.
A vida machuca muito, eu sei! Os sonhos aqui apresentados parecem ser tolos e infantis demais. “O que as pessoas irão dizer?”, você se pergunta. “Já sou homem crescido (ou mulher crescida), preciso me pôr como tal.”. Tudo bobagem! Tudo conversa fiada que não mudou, não muda e nunca mudará a vida de ninguém; inclusive a sua.
Eu sei que tem gente que quer causar mudança, que quer revolucionar. Que quer crescer, mas nunca deixar de ser uma criança. Eu sei que tem gente que passa minutos, talvez horas, do seu dia torcendo para que o fogo da esperança, da bondade e do amor à vida nunca se apaguem.
Nunca desistirei de acreditar que eu posso fazer a diferença. Não sei como, mas quero começar. Quero tirar um sorriso do rosto daquele que a vida maltratou e não tem motivos pra rir; quero mostrar um gesto de humanidade – seja ele qual for – para aquele que passou a vida sendo desprezado pelo que é; quero despertar a criança do adulto que se mostra confiante demais para as pessoas, mas por dentro não passa de um órfão pedindo por um abraço; quero ser aquele que um dia alguém possa se lembrar como alguém que fez a vida dele, ou dela, valer a pena.
Nessas palavras ofereço uma oportunidade única para todos os que estiverem lendo. Uma oportunidade que vale tanto a vida do abandonado mendigo quanto o mais importante homem do mundo. Uma oportunidade que fará com que as histórias do passado se tornem uma constante a cada manhã, fará com que os dias melhores passem de uma música pop para uma realidade inegável. A oportunidade, então, é esta: podemos fazer a diferença nesse mundo descontrolado!
Confesso que acredito em Deus e tenho muitas razões para isso. Creio na Bíblia como um livro não só humano e não só divino, mas divino-humano. Pertenço a uma denominação evangélica histórica, mas nem por isso vou fazer disso um motivo a mais para criar verdadeiros “Jihads” em qualquer lugar que eu passe. Fazer a diferença é justamente mostrar que Deus existe não só nas palavras e nos sermões, mas na vida e na convivência com outras pessoas de outras crenças e éticas.
Um gesto, um abraço, uma palavra, uma oração, um entendimento, certa dose de paciência misturada com bom humor; tudo é válido. Mas aqui não poderia deixar de falar que, de fato, sem Deus nada disso é possível. Qual é o seu deus? Dinheiro? Carros? Coleções? Mulheres? Vícios? Compras? Roupas caríssimas? Nada disso consegue se comparar com os prazeres e com as lições eternas de um relacionamento verdadeiro com esse Deus verdadeiro. Tudo que citei acima é passageiro, tudo é gastável e descartável; mas não a vida. Tudo isso é mentira e ilusão; mas não esse Santo Nazareno que é chamado Cristo. Tudo pode ser vendido, comprado, deixado para trás; mas não podemos esquecer Aquele que não quis poupar a própria vida em favor da minha e da sua felicidade. Parece loucura ou até pareça também que eu esteja tentando lhe “evangelizar” e lhe convencer que a minha igreja é a melhor. Não! Não é isso! Até porque minha igreja não é perfeita, e nunca será. Como diz o ditado: “Onde há ferro, há ferrugem”. Só digo e testemunho de algo que aconteceu comigo. Não é história de ninar, nem lenda; é verdade!

O Último Folheto!


Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos.Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:

-Ok, papai, estou pronto.

E seu pai perguntou:

-Pronto para quê?

-Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos.

Seu pai respondeu:

-Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito.

O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:-

Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?

Seu pai respondeu:

-Filho, eu não vou sair nesse frio.

Triste, o menino perguntou:

-Pai, eu posso ir? Por favor!

Seu pai hesitou por um momento e depois disse:

-Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho.

-Obrigado, pai!'

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele sevirou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até aporta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta. Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:

-O que eu posso fazer por você, meu filho?

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:

-Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR.

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse:

-Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava nopúlpito. Quando o culto começou ele perguntou:

-Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé.

Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.

-Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando ,de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:

-Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa queestava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:

-Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi emminha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:

-Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO.

Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei aporta e atenciosamente li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno.

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente. Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...

Exceto um. Este PAI também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o Céu gritou louvores e honra ao Rei, o PAI assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo Nome.

Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo. Lembre-se: a mensagem de DEUS pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.

sábado, 25 de abril de 2009

Acho Que Já Vi Esse Filme!


O rapaz vai ao cinema com um amigo e, a certa altura, o desafia:
— Duvida eu dar um tapa na cabeça deste careca?
E o amigo, mais que depressa:
— Duvido!
O rapaz lasca um tapa no careca e diz:
— Ô Oliveira! Quanto tempo... puxa, que saudades!
E o careca:
— Que é isso, rapaz?! Eu não sou o Oliveira e não te conheço!
— Puxa, mil desculpas! É que o senhor é a cara do Oliveira.
Passados cinco minutos, o rapaz vira-se para o amigo novamente e diz:
— Duvida eu dar outro tapa na cabeça deste careca?
— Duvido!
O rapaz lasca um outro tapa no careca e diz:
— Ô Oliveira, deixa de frescura... eu sei que é você...
Aí o sujeito se enfeza, levanta-se e, com o dedo em riste, dispara:
— Escuta aqui, ô seu sujeitinho safado, se você tocar em mim novamente eu vou chamar a polícia!
— Pô, desculpa mesmo! É que o Oliveira é muito brincalhão e eu pensei que...
— Não me interessa o que você pensou! Me deixe em paz, senão vou chamar a polícia!
Então, o careca saiu e foi sentar lá na frente.
Aí o rapaz vira-se para o amigo e diz:
— Duvida eu dar outro tapa na cabeça deste careca?
— Duvido.
Ele vai lá, tasca um tremendo tapa na cabeça do coitado e diz:
— Ô Oliveira, você tá aqui! Puxa, te confundi com outro cara ali atrás e quase que eu apanho!

Se Você é Jovem Ainda, Amanhã Velho Será!

O tempo passa e a gente começa a envelhecer em várias coisas. Mesmo jovens, a gente envelhece e vai perdendo a doçura e a magia de ser criança e poder acreditar nas coisas. A gente envelhece muito depressa e não até onde isso traz soluções ou problemas!
Todos os dias me pego sonhando com antigos sonhos de infância. Hoje mesmo não queria acordar de um sonho que estava tendo. Finalmente estava na Disney com amigos, parentes e minha esposa Carol. A gente se divertia muito, dava muita risada e teve uma hora que eu estava lá no topo do castelo da Cinderela no Magic Kingdom e tive uma visão panorâmica de todo o parque da Disney e nesse momento comecei a chorar de alegria. Parece bobo isso, mas não quando acordei e senti meus olhos ainda molhados pelas lágrimas de verdade!
Sabe de uma coisa? Estou chegando a seguinte conclusão: Não vale a pena crescer e perder a infantilidade pura e sincera que a gente carrega desde de pequeno. O que acontece quando a gente cresce? Dizem que é a maturidade. Não quero e odeio esse tipo de maturidade que mata sonhos e transforma seres humanos em bichos piores que os que são. A única coisa que achei estranho nesse sonho é que a Carol era amiga de igreja da Francine do BBB9.




Tapa de Pelika!



Como já disse, gosto de receber de Deus uns tapas de vez em quando! Principalmente quando Ele nos surpreende diante de algum projeto ou idéia que a gente acaba tendo e não bota muita fé naquilo. Por essas e por outras que eu cheguei à seguinte conclusão: Não é nossa fé que move montanhas, mas Deus as move apesar da nossa fé!


Ontem nossa galera se reuniu para orar numa vigília. Confesso diante de todos que esperava um número mínimo de gente; em torno de 10 pessoas, sendo bem otimista! De repente, quando deu a hora da vigília começou a chegar gente de 10 foi pra 15 e por obra do Espírito Santo tínhamos naquele quartinho de Escola Dominical 25 pessoas reunidas para orar e buscar a face do Redentor. 25 jovens e adolescentes querendo algo de diferente em suas vidas e na vida do seu grupo. Em breve vou postar as fotos aqui! Quem não foi, perdeu um momento maravilhoso e de profundas experiências com Deus!

Depois da reunião, ainda tivemos tempo para conversar, dar risada e ter o tradicional comes e bebes porque nossa amada presidente Gi completara mas um ano de vida naquele mesmo dia!

Deus seja louvado e que venham mais tapas!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Não Deixe Para Depois...

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Não falta mais nada! Imaginem, por exemplo, um comercial concorrente!

Testamento de um Pastor


Um dia desses pensei como seria um testamento de um pastor que não tem medo de falar a verdade sobre as coisas da vida e de como temos vivido cada minuto de nossa existência. O que ele deixaria como última mensagem para aqueles que seguiram, obrigados ou não, os ensinamentos e conselhos desse servo de Deus?
Creio eu que a primeira coisa que deva ser levado em consideração aqui é que não estou falando de ministros que acabaram no ministério na base do grito ou da pressão familiar ou da pressão da igreja local. Não! Estou falando de gente que sabe o que está fazendo e sente alegria por ser quem é e por pertencer ao hall dos escolhidos a dedo por Deus para estar fazendo a obra d’Ele aqui nesse mundo.

Imaginei como ele começaria! Talvez fosse mais ou menos assim:

“Querida e amada igreja;

Estou de partida dessa para melhor, pelo menos assim creio, e gostaria de deixar uma herança para todos vocês. Uma última mensagem que acompanhasse a vida de cada um. Primeiro, quero agradecer às pessoas que apoiaram meu ministério incondicionalmente. Estavam comigo mesmo quando errei e estavam comigo quando acertei. Nunca deixaram de estar ao meu lado mesmo em meio às lutas e privações. Minha família é muito grata a vocês também. Como minha esposa, que tem um nome, diga-se de passagem, recebeu tanto carinho e compreensão! Todos diziam orar por mim, mas vocês oraram por nós! Gente assim entra no céu sem pedir licença; o próprio Cristo abre as portas e faz entrar!

Quero deixar um abraço também àqueles que me amaram condicionalmente! Gente que esteve comigo até o momento que foi conveniente. Batiam nas minhas costas e diziam como nos amava, mas na primeira oportunidade de fugir e falar que não tinha nada a ver com aquele erro humano pastoral eram as primeiras a falar e criticar o nosso ministério. Até que minha esposa tinha me falado de vocês, mas a gente que é pastor tem um lado inocente, sabe? Um lado que não consegue ver tanta maldade onde existe tanta maldade. Um lado que alguns até chamam de bobo, mas na verdade o nome disso é compaixão excessiva. Dizem que tem gente que não sabe valorizar isso, e me parece que esse grupo de gente cabe muito bem aqui.

Agora tem um grupo que está jubiloso com minha promoção celestial! Esses são os conhecidos lobos disfarçados de ovelhas. Estão tão contentes que não sei o que vieram fazer aqui no meu ofício fúnebre. Deveriam estar em um churrasco ou num salão de festas celebrando a partida desse que eles chamavam de “ridículo, menino demais, metido, arrogante, bobinho, imaturo, etc”. Bom, até entendo que estejam aqui. Não tem mais ninguém pra falar mal, não é? Mas espera chegar o novo pastor. Aí vocês vão ter material de sobra, ainda mais se for novo. Dá para montar nele e manipulá-lo do jeito que vocês quiserem que ele seja! Só peço a Deus que Ele tenha misericórdia da vida de vocês, porque não vejo diferença nenhuma entre um assassino e um de vocês. Todos tiram a vida e o prazer de viver!

Agora tem gente que é família! Esses eu não abro mão de ser amigo e companheiro. Tenho até certa queda por essa gente. Cheguei a cometer erros por não chamar a atenção deles quando deveria, e não foram poucas as vezes! Mas o amor acabou falando mais alto nessas horas. Sei lá, sabe aquele sentimento de compreensão que você sabe que é mútuo e por isso acaba cedendo apenas por que entende a razão daquela pessoa ter errado. Acho que é assim também na convivência em outros níveis de amizades. Pai com o filho, amigo de escola com amigo de escola, amigo da igreja com o amigo da igreja. A gente não quer vê-lo mal, passando por uma situação vexatória e por isso acaba tentando consertar na intimidade. Mas sempre tem aquele membro da família que apela demais. Vai e faz aquela ruína na vida, não pensou antes de fazer! Nessa hora não tem jeito; o cajado precisou ser usado! E muitas vezes, eu e meus colegas pastores não somos compreendidos e somos julgados porque usamos da disciplina e ninguém entende que pastor é gente e tem sentimento.

Quero deixar claro que tive um carinho especial por todos, mas teve uns que eu tive que engolir goela abaixo. O que quero mostrar, gente, é que pastor também é humano e sente as mesmas coisas que vocês. As mesmas! A diferença é que ele passa a vida inteira pensando em vocês para não arrebentar com a fé e com a confiança que cada um de vocês tem nele em algum nível!

Todo bom pastor pensa em suas ovelhas e é capaz de dar a sua vida, saúde e bem-estar por amor de suas ovelhas. Tem pastor que não consegue pensar em si, ele só consegue pensar nos seus irmãos. Nem a esposa é tão valorizada; que é um erro, diga-se de passagem, mas é exatamente isso que ocorre.

Que a igreja agora, a partir desse dia em diante, possa valorizar mais e mais o pastor que tem e sua esposa e filhos. São pessoas-humanas como nós. Vão ao banheiro e fazem a mesma porcaria que todo mundo faz.

Acredito que essa mensagem possa despertar a igreja para uma realidade cada vez mais presente. Jesus está voltando e só aqueles que resistirem até o final poderão vê-Lo um dia face a face, e de brinde ainda me rever!

Ah, não poderia deixar de mencionar que meu carro, minha poupança, meu seguro de vida e todos os meus bens e órgãos vão para minha esposa e ninguém tem o direito de meter o bedelho naquilo que já deixei claro que não é de sua conta!

Até mais ver;

Pastor Fulano de tal.”

Não sei! Talvez pudesse ser assim! Talvez o tom fosse mais contido ou mais provocativo. Não sei! Só sei que a igreja é exatamente como seu pastor o é! Se a igreja não evangeliza muito, é porque não vêem em seu líder um evangelizador. Se a igreja não ora, é porque seu pastor não gosta muito de orar. Se a igreja não ama, é porque ela não amor no seu pastor. Se a igreja não é igreja é porque o seu pastor não é pastor!

Tenho certeza que se os pastores acordassem e tratassem sua igreja como se deve tratar, não teríamos tantos problemas como temos hoje. A começar da doutrina. Tem pastor que não sabe doutrinar, não sabe pregar ou discorrer sobre algum tema teológico. Pode ser um discurso simples, mas soube discorrer. Conheço pastores de igrejas pequenas que dão um banho de conhecimento em muitos pastores “todo-poderosos” que tem por aí.

Parece mais simples manipular e ditatoriar determinados comportamentos a ensinar o que de fato a Bíblia ensina sobre determinado tema e deixar a pessoa responsável por suas escolhas. Parece mais simples e é, mas traz conseqüências brutais e quase que incorrigíveis de gente carente de pão e carne que se contenta com o leite azedo que está sendo oferecido em seus púlpitos e escolas dominicais.

Quando a igreja for tratada como igreja e não com empresa, teremos gente como membros e não produtos a serem manipulados e o evangelho será vida ativa e não essa porcaria que estão vendendo e comprando nos botecos eclesiásticos.

Eu digo isso porque acredito no evangelho genuíno, puro e simples. Sem muita falação e discurso e muita ação e vida transbordando alegria e salvação. Sendo assim, tenho certeza que muitas dessas cartas nunca existiram, mas se continuar assim, muitas cartas como essa serão escritas. Que Deus nos livre de nós mesmos. Amém!

Igreja: Um Hospital Para as Almas!


Talvez nesses poucos anos de ministério já posso dizer que tenho experimentado coisas que jamais pensei em experimentar. Pessoas que você confia tanto ou põe uma confiança tal e que no final das contas se mostram seres humanos falhos como qualquer outro. Mas se o problema fosse esse, posso garantir que teríamos menos igrejas e mais cristãos. O problema é mais grave do que se imagina: nós ficamos acostumados e indiferentes a essas situações. Acostumamo-nos com a injustiça e com o descaso. Alimentamo-nos todas as manhãs com o café da manhã do individualismo e tomamos o leite azedo do descaso para com o próximo.

O problema, talvez, no meu ponto de vista, é a institucionalização da igreja. Ela não mais tratada como um lugar onde se encontra paz e refrigério. Ela é quase uma empresa agora, com seus executivos e publicitários encontrando meios quase que mirabolantes de ter mais gente nos seus cultos. Não importa se aquela pessoa vai se tornar um membro da igreja, interessando-se pelos ensinos da Bíblia; isso não importa. Mesmo que importasse, quanto mais gente e número no final do ano para garantir mais um ano de salário, está bom demais! Encaro dessa maneira: se a igreja é como uma empresa, você e eu somos um produto a mais um produto na prateleira da fé.

Tudo isso e mais um pouco faz parte do cotidiano cristão atual. A vida do outro se torna mais importante e interessante quando tem algo de muito errado acontecendo com ele. Entretanto, o assunto não se desenvolve convidando as pessoas para orar ou coisa do tipo, mas sim, torna-se o assunto da semana, do mês e ai daquele que ainda não ouviu o grande “bafão” da semana.

Fiquei me perguntando nesses dias se realmente a igreja é realmente o hospital das almas perdidas e machucadas. Observei que alguns doentes não conseguem marcar consultas por conta da correria do dia a dia. E quando conseguem e expõe o seu problema, o conselheiro diz que é “falta de fé” e é considerado quase que um caso perdido. E aqueles que estão na liderança? Esses então podem pedir demissão porque não há lugar para gente “doente”.

Mas quando olho para a cruz vejo espaço suficiente para todos. Vejo um Jesus que não abre mão da companhia dos pobres de espírito e daqueles que choram porque eles são chamados de bem-aventurados. Vejo um Cristo que clama pela presença dos cansados e sobrecarregados para lhes conceder descanso e alívio.

Mas daí, voltemos a Igreja. Aquela que seria a representante desse mesmo Cristo na terra. Está aí a grande decepção de tanta gente, o cansaço de tantos líderes e o motivo de piada em tantos meios de comunicação.

A Igreja somos nós. Pessoas imperfeitas e naturalmente pecaminosas. Mas Cristo nos convoca a sermos diferentes, total e essencialmente revolucionários no sentido do comportamento humano diante de situações onde a maioria abandonaria e pularia fora do barco. Não haverá hospital na igreja enquanto não houver gente disposta a transformar-se em médicos e pacientes. Não haverá igreja como hospital de almas enquanto a própria igreja não abraçar e acreditar nessa afirmação.
Igrejas são feitas por pessoas. A transformação precisa acontecer nas pessoas, no coração de cada membro, de cada jovem, de cada adolescente, de cada adulto, de cada líder.

Estou cansado de encontrar por aí pastores e líderes super heróis. Aqueles invulneráveis que tem a fé de mover montanhas, mas não conseguem abalar um centímetro do coração angustiado do ouvinte que o atura todos os domingos nos púlpitos dos domingos.

Se a igreja hoje é um hospital para almas eu não sei afirmar, porque os corredores estão lotados, os atendimentos estão a desejar, e os médicos só atendem das nove às onze horas.

Como podemos afirmar que a igreja é o hospital sendo que um homosexual não tem lugar? Como podemos afirmar que a igreja é o hospital das almas sendo que um andante fedendo a pinga é convidado a se retirar para não atrapalhar o “culto a Deus”? Como temos coragem de afirmar que a igreja é um hospital de almas onde o principal motivo de adoração se fez homem e há tantos homens querendo ser Deus?

Quando leio minha Bíblia, que é a mesma que a sua, leitor, abre diante dos meus olhos uma realidade revolucionária para esse mundo. Vejo um Jesus abraçando prostitutas e fazendo descaso de religiosos inescrupulosos que tramam nas caladas da noite e pela manhã vestem uma túnica de uma pseudo-santidade. Vejo Cristo comendo, que era uma demonstração de intimidade ou do desejo desta, com publicanos e pecadores, os mais miseráveis da sociedade, os marginalizados e excluídos. Jesus disse que estes entrariam primeiro no reino de Deus do que aqueles que achavam que eram donos e intérpretes da Verdade. Vejo um Jesus que entende o peso e o julgo quase que mortal de uma religião fétida e injusta e convidando todos esses oprimidos a se deleitarem em sua suavidade e leveza como Redentor. Vejo um Jesus que cura não por ganância ou por fama e dinheiro, mas por amor e para confirmar que Ele é de fato o filho de Deus encarnado. Vejo um Cristo que ama andar com aqueles homens inconstantes que ele chamou para serem discípulos; ensinando-os a serem de fato homens de verdade e anunciadores dessa verdade. Vejo um Jesus da graça que não mede esforços para cumprir a vontade do Pai do céu e anunciar que o Reino de Deus chegou e que não há nada nesse mundo que nos separe desse amor eterno e imenso. Vejo um Jesus que nem na cruz, sentindo muita dor, dor física e espiritual, não abriu mão de nenhum de nós e nos amou até o fim, sabendo que na Sua ressurreição, todos estariam ali, redimidos e salvos pelo Seu precioso sangue.

E na igreja é assim, ou pelo menos deveria ser. Um lugar da manifestação da graça de Deus e não um clubinho de senhoras e senhores preocupados com a vida alheia só para ter motivo de se projetarem e dizerem a si mesmos: “como eu sou bom”. Vejo na igreja hoje um lugar para cada doutor e lixeiro, padeiro e juiz, andante e advogado. Há lugar para todos os cansados e oprimidos porque Ele é o único capaz de descarregar todas as dores e transformá-las em pedras preciosas para construirmos uma bela estrada até o céu.

O Evangelho Do Jeitinho que Deve Ser!

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"Mesmo fraco, em pedaços;

Eu prefiro te dizer;

Obrigado por estar...

Ao Teu lado me refaço;

Eu preciso ter você;

Obrigado por estar aqui!"

OBS: Letra do refrão da música "Obrigado por Estar Aqui" da banda Rosa de Saron.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

PAI NOSSO: Modelo Empresarial Gospel!



Pai nosso, que estais nos céus,


Comercializado seja o vosso Nome.


Venha a nós muito dinheiro.


Seja feita a nossa vontade:Mansões na terra e um lar no céu.

O milhão nosso de cada dia, nos dai hoje.

Perdoai as nossas dívidas,

Assim como nós as cobramos dos nossos devedores.

Não nos deixeis cair em nossas armações,
Mas livrai-nos do fiscal.

Porque este reino, e este poder,São a nossa glória para sempre.Amém.

Por Levi B. Santos [via Inteligência Espiritual]
PS: Imaginem só o Credo Apostólico!

Perdas e Ganhos!


O que fazer quando tudo parece não ter resposta? Que caminho seguir ou que rumo tomar quando você percebe que alguma coisa está errada? Há uma semana, um jovem de 21 anos de idade, com todo vigor e com uma a vida pulsante, toma umas e outras com os amigos, pega o carro, capota e morre.


Eu o conhecia e jogávamos bola por muito tempo na quadra que temos na igreja onde trabalho. No momento da notícia, recebo aquele choque natural e penso que é brincadeira, aquelas piadas que a gente faz pra quebrar o gelo na conversa. Percebo que não; não é brincadeira! Ele havia, de fato, morrido naquele acidente de carro. O mais absurdo da história é que somente ele faleceu. Dos ocupantes do carro, somente ele foi a vítima fatal desse trágico acidente. O que está acontecendo com nossos jovens? Onde estamos errando? Alguns pensam e criticam os pais. Penso que jogar mais um fardo pesado nas costas desses heróis seria um pecado mortal. Outros sugerem que a culpa está na igreja, outros jogam na sociedade, e ainda têm alguns com a cara de pau de dizer que a culpa está nas escolas. Já bastam a falta de respeito e a desvalorização que o professor recebe. Ficamos nesse joguinho ridículo de descobrir de quem é a culpa e ficamos de camarote assistido nossos filhos e filhas, jovens bonitos e cheios de sonhos, morrerem diante dos nossos olhos.


Creio que a gente mesmo poderia responder a essa pergunta se olhássemos para dentro de nós primeiro e percebêssemos que o maior culpado dessa bagunça estar acontecendo somos nós mesmos; cada um especificamente!


Não é normal pela ordem da vida que um pai sepulte seu filho ou filha! Simplesmente não é normal! Parece que esse desejo de curtir o máximo que a vida pode oferecer está ceifando nossos filhos e amigos sem a gente dar conta. Mesmo que morra dez jovens em acidentes por conta de bebedeiras e drogas, ainda assim vemos drogas rolando livremente nas festas e baladas, vemos gente menor de idade com garrafas de cerveja e Smirnoff Ice nas mãos e posando para fotos para depois postarem nos seus Orkuts, achando que são donos de si e donos de suas vidas frágeis. Às vezes até acho que fazem isso para atingirem alguém, para provocarem alguém. Não os condeno. Sinto pena. Eles não precisam disso!


Posso dizer segura e desesperadamente que, como pastor que trabalha com juventude, não sei mais o que fazer, o que pensar, o que responder. Só penso em buscar em Deus a solução para essa loucura que está fazendo pais, mães, irmãos, irmãs, parentes e amigos ficarem completamente perdidos e tomarem atitudes que, outras vezes, não precisariam ser tomadas.
Sinto no meu coração uma tristeza, uma dor de ferida aberta, sem cura ou cicatrização. Sinto meu coração secar de tanto sangue que já jorrou, sinto meus olhos arderem porque não há mais lágrimas para lubrificá-los, sinto meus nervos atrofiarem, minha voz fraca e minha cabeça explodir. O que fazer? O que fazer?


Acredito que através de uma união de forças – pais, igrejas e imprensa – podemos melhorar isso que chamamos de mundo. Estou cansado de ouvir falar em discussões sobre coisas inúteis e fúteis para minha vida. Estou cansado de resolver picuinhas criadas por pessoas sem noção do que está acontecendo. Estou cansado de ouvir pessoas falando quem é melhor que quem, comparando líderes, fazendo joguinhos com as pessoas como se fossem fantoches. Estou cansado de criar programações legais e edificantes e ouvir ainda que é perca de tempo investir nos jovens ou até mesmo de participar dessas programações. Estou cansado de gente que não está nem aí para as tragédias que estão acontecendo e que só querem saber de suas próprias vidas, vivendo no seu chiqueirinho de mentiras e de mágoas passadas e que não tem coragem de resolvê-las e encará-las de frente.


Já perdemos tanto tempo e tantas vidas que nem me meto em contar. Já sinto o peso do sangue dessas vidas caindo sobre mim. Perdemos tempo e vidas olhando para nossas próprias faltas e revoltas sem causa alguma. Interesses pessoais mais importantes que os interesses do Reino. Minha vida do jeito que eu penso que deve ser muito mais importante que minha vida do jeito que Cristo pensa que deve ser. Estou cansado de ser muito bonzinho pra quem não dá valor naquilo que Cristo dá valor; na minha e na sua vida!


Agora temos “novos heróis”. Os pastores que nunca passam por dificuldades ministeriais com juventude. Já conversei com alguns e depois da conversa me senti o pior pastor de jovens da face da Terra. Nunca tem dificuldades, nunca tem nada de errado, a turma dele é a turma, e tudo coopera para bem daqueles que freqüentam somente a turma dele. Sinto-me pequeno e totalmente inútil perto desses “gigantes pela própria natureza”. Não são humanos, não sentem dor, não compartilham nada, são grosseiros e metidos a donos da verdade eterna. Estou farto desses! Quero distância de gente assim! Não me acrescentam nada, porque neles não há nada que acrescente a alguém. Somente rancor, maledicência e chatice.


Acredito que você deva estar sentindo a mesma coisa que eu. Um cansaço, uma fatiga, um suspiro ofegante de alguém que deve ter tentado de tudo e não consegue ter forças para tentar dar o último. Minha oração é que você encontre esperança nos pequenos atos de pequenos servos do Redentor que querem fazer a diferença na vida desses jovens – vale aqui lembrar, cristãos ou não. Todos eles merecem uma segunda chance de viver uma vida digna, de crescerem, de se formarem, de casarem e de terem filhos e vê-los crescer, de ficarem prósperos, de terem histórias para contar.


Quero que você se junte a mim nesse clamor pela vida dos nossos jovens. Por uma vida mais alegre, mais feliz, recheadas de histórias engraçadas e de histórias marcantes. Quero que você ecoe comigo nesse grito desesperado por uma juventude mais digna; menos sofredora e mais alegre.


Choro pela perda desse amigo, mas choro também pelos Josés, Marias, Antônios, e tantos e tantas outras que não caberiam aqui, tantos desconhecidos que ninguém ouviu falar e que ninguém conheceu, mas são amigos de anjos, que precisam urgentemente entender de uma vez por todas que com Cristo eles têm muito mais a ganhar do que perder.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Não Julgueis para não serem Julgados!!!



Susan Boyle. Esse é o nome dessa simpática senhora que está virando sensação na internet desde que participou do "British Got Talent", o "Ídolos" lá da Inglaterra. Só esse vídeo que estou postando aqui, no YOUTUBE já tem mais de 172 mil exibições, fora que esse vídeo tem outras versões que variam de 170 a 700 mil exibições. Fica claro que essa mulher já passa dos seis milhões de espectadores virtuais.

Como você mesmo pode perceber, ela não foi muito acreditada pelos jurados e nem pelos presentes. Confesso que pensei que seria um vídeo de alguma gracinha ou pegadinha quando o recebi pelo meu email, mas quando ouvi essa mulher começou a cantar, eu fiquei de queixo caído, prostrado diante a beleza da voz desse ser humano. Mais uma vez tomei um tapa na cara, mas posso dizer que foi um dos mais merecidos e gostosos que já recebi!

Assista! Vale a pena receber um bofetão de ves em quando!!

Medo de Sentir Medo!


Teve uma noite dessas aí que eu acordei muito chateado. Tive um daqueles sonhos que a gente quer esquecer assim que acorda. Sonhei que eu estava sozinho e que muita coisa havia mudado. Não era amigo dos meus amigos, meus pais eram outros, minha esposa era feia de morrer; tudo estava um caos pra mim, mas não para as pessoas que me rodeavam. Para elas estava tudo normal. Nesse momento senti um frio na barriga que todo mundo sente quando percebe que perdeu alguém ou algo muito querido e próximo; senti medo.


Uma vez eu perguntei para mim mesmo se sentir medo era pecado. Até agora não obtive resposta substancial para esse pergunta, mas consegui entender algumas coisas a respeito desse sentimento que tantas vezes faz o ser humano cometer loucuras, ou simplesmente faz o sujeito não ter reação nenhuma.


Quando a gente tem a sensação de que alguma coisa está se acabando e a gente é apegado demais a isso, muitas idéias de como ainda segurar esse algo com a gente surgem. Coisas muitas vezes absurdas e outras, bizarras até.


Confesso que tenho um medo comigo quase que mortal. Coisa de me deixar muitas vezes pensando no acontecimento e eu simplesmente deixo de viver o presente por causa desse medo. E pior. Sinto medo de sentir esse medo. Esse medo a que me refiro é o medo de perder os meus pais. E conversando com algumas pessoas, percebi que esse medo, esse pavor impensável, também rodeia a mente delas.


E acredito que muitos que estão lendo esse texto estejam sentindo o mesmo que eu. Esse negócio parece que persegue por onde a gente anda. Não dá sossego, não dá segurança, não tem como dormir a noite, às vezes. Quando vejo o tempo passar, tenho que admitir que o medo aumenta gradativamente. Não é só esse medo. Tenho vários outros que não caberiam aqui descrevê-los e nem relatá-los.


A pergunta que não quer sair da nossa cabeça é: “Como enfrentar esse furacão que, quando chega, arrebenta com a nossa vida?”. Primeiro a gente precisa aceitar que não é fácil lidar com o nosso medo. Seja ele qual for! Quando o medo entra na nossa história e se materializa, quando ele encarna e toma forma visível e palpável, quando ele de fato deixa de ser um pensamento e torna-se agora uma realidade a gente precisa tomar algumas decisões sérias.


Falar sobre medo tem que ser com gente que também sinta medo. Estou cansado dos pastores e dos crentes que são super-heróis. Não têm medo de nada, não têm problemas, não têm crises. São super humanos que nem Stan Lee pensaria que existisse. Até os heróis dos quadrinhos e dos contos têm seus problemas, crises e medos.


Outro detalhe importante é que a gente precisa admiti-los. Eles existem, gente! Estão nos perseguindo e nos atormentando. Fazem a gente tomar decisões precipitadas e nos deixam envergonhados diante de uma frustração que poderia ser evitada.


Tem gente que tem medo de se frustrar. E qual o problema? Nenhum! Tem gente que tem medo de barata? E qual o problema? Nenhum! Tem gente que tem medo de falar em público. E qual o problema? Nenhum! O problema não está em termos ou não medo de algumas coisas, o problema está em não querermos assumir que eles existem. Assim que admitimos a existência dos mesmos, passamos a encarar a vida de forma diferente. Tornamo-nos mais sensíveis às necessidades de quem está em nossa volta. Conseguimos ver o que o outro está vendo, sentir o que o outro está sentindo, temer o que o outro está temendo.


A Bíblia tem 366 “Não temas” em seu conteúdo. Um para cada dia do ano, incluindo o bissexto. Quando a Bíblia fala que não devemos temer, ela não está dizendo que estamos pecando pelo fato de ter medo. Ela está dizendo que o medo existe, mas que não podemos ser dominados por ele; ainda que seja algo extremamente forte, profundo, sentimental.


Ele também diz nessa frase, de duas palavras, que um dia a gente terá que enfrentar esse medo e que é pra gente não ter medo do medo. Significa que o medo virá, a gente vai ter que enfrentá-lo, em um dia ou no outro, e também diz que é pra gente confiar n’Aquele que é maior que nossos medos; Jesus de Nazaré.


Cristo sentiu medo. Nos últimos momentos de Jesus com os discípulos, Ele disse que a Sua alma estava aflita até a morte, ou seja, estava com medo, afligido. Ele chorou, suou água com sangue, sofreu, mas enfrentou mesmo sabendo que a vontade de ficar livre daquilo não era possível, não era viável. Foi para o Calvário sabendo que a dor seria grande, mas o final de tudo não seria ali. No terceiro dia, o Mestre ressurgiu em glória e força para destronar todo e qualquer tipo de medo.


A gente sente medo. A gente treme na base, perde o chão, fica desarmado e pensa nas coisas mais absurdas e loucas possíveis. Mas Cristo, esse Jesus que às vezes você nunca deu atenção e vive fazendo piadinhas, diz que nesse mundo a gente teria aflição; isso mesmo, medo; mas que a gente tivesse bom ânimo; o mundo foi vencido por Ele. Que mundo é esse? É esse mundão aí que você vive, cheio de alegrias, tristezas, sucessos, fracassos, boas e más notícias, cheio de pessoas boas e más, cheio de indiferença e de desconfiança, cheio de malandragem e de bondade, cheio de medos e de gente medrosa. Esse mundo não é maior que o seu Criador! A criação se submete ao Eterno que, de fato, não tem medo de nada e nem de ninguém.

O Descobrimento do Brasil!


Hoje o Brasil faz 509 anos de idade. Como nação, é mais nova que os Estados Unidos em termos de Independência, pois os EUA se tornaram independentes dos ingleses em 4 de Julho de 1776 e nós nos tornamos independentes dos portugueses em 7 de setembro de 1821.


Há muitas teorias com respeito ao nosso "descobrimento", mas não consigo me conformar com uma coisa. Com tanto feriado no Brasil, a data onde se diz que o Brasil passou a ser considerado terra firme não é nem considerada. Quer dizer, o descobrimento não tem tanto valor assim, pelo menos nos passam essa idéia! Não defendo mais um feriado, mas defendo o direito à História do meu país.


Tiradentes foi ontem (21 de Abril). Feriado nacional. Tudo bem, concordo! Hoje, porém, é um dia normal como qualquer outro onde se você perguntar o que se comemora hoje, uma parcela significativa do Brasil dirá: "Não sei"! Mas tudo bem, estamos aí para o que der e vier! Aliás, é bom dizer isso porque se tem um povo que entende disso é o brasileiro.


Parabéns e Boa Noite Brasil!!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Síndrome da Rotina da Fé


Tenho notado em alguns irmãos e irmãs uma característica que acredito ser o verdadeiro mal desse século. Um corpo estranho que veio desnutrir totalmente o povo de Deus e deixá-lo completamente desarmado diante das adversidades e das tentações. Esse mal eu estou chamando de “Síndrome da Rotina da Fé”.


Isso mesmo: rotina! Muitos de nós não sentimos mais o paladar das Escrituras, o gosto que ela dá à vida e às conquistas que ela mesma promete. Parece que tudo não passa de uma história bonita contada por gente talentosa e escrita por verdadeiros gênios da literatura. Contos e fábulas fantásticas que podem ser usados como inspiração de vida, mas nunca uma regra para vida toda. Ou comparar as promessas da Bíblia com as promessas de políticos; ouvimos muitas delas, mas nenhuma parece se cumprir de fato!


Há um sentimento de nostalgia no ar. Sempre o que era o melhor acontecia no passado. As pessoas, vítimas dessa síndrome, não conseguem viver o presente, não conseguem captar as coisas maravilhosas que estão acontecendo na vida pessoal, familiar e até mesmo sentimental. Estão presas no ontem e nunca vêem ou nunca sonham com alguma coisa melhor. Encaram a maturidade cristã de uma forma tão rasa que parece um morticínio, um genocídio de todo e qualquer conceito de graça. Amadurecem, mas não frutificam. Amadurecem, mas o sabor que eles têm é amargo e quase que apodrecido. Amadurecem, mas a vida perdeu a graça. E como resultado fatídico, eles acabam sentindo saudades de quando eram crianças. Sonhavam e brincavam de uma forma tão mágica como se tudo aquilo fosse real. Os relacionamentos eram mais sinceros e muito mais profundos.


É como a história de dois meninos que crescem juntos e são amigos desde que eles se dão por gente. Brigam por alguma razão e em um momento qualquer, mas logo em seguida eles se levantam e começam a brincar novamente. São características peculiares em crianças, em seres humanos que custam em acreditar que o seu amiguinho seja um inimigo mortal que um dia pode arruinar suas vidas por completo. Para elas, foi só uma briguinha besta que servirá depois para dar muita risada quando for contá-la pra alguém.


Conforme o tempo passa, esse intervalo que transforma o amigo em inimigo, que no máximo duraria um período do dia, agora aumenta e se torna dias, meses e até anos. A gente cresce e junto com esse crescimento vem uma maturidade total e essencialmente questionável. Como explicar que uma criança, dependente de tudo e de todos, vive melhor e com mais simplicidade que um adulto independente e dono do seu nariz?


Conforme o tempo passa, as pessoas que antes sentiam prazer em ir à igreja, agora sentem um peso ou até mesmo uma chatice ficar sentadas naquele banco, que na grande maioria é de madeira, e ficar ouvindo um sermão que, também na sua grande maioria, já ouviram. Parece que os pastores gostam de pregar nos mesmos textos e retirar deles somente os mesmos valores, e aí ficamos a ouvir o sermão acerca do filho pródigo uma centena de vezes. Daí vem a pergunta que pode nortear algumas mentes: “Será que não há mais nada para ouvir e aprender? Será que a Bíblia parou por aí?”. Vive uma letargia espiritual e não conseguem crescer por suas próprias experiências diárias com a Escritura. Daí coloca a culpa nos outros, ficando muito mais fácil de lidar com o problema que, na verdade, pertence somente e tão somente à pessoa. Projetamos o nosso problema de identidade e as crises existenciais que temos em outras pessoas, de preferência no pastor ou no conselho.


Podemos chegar à seguinte conclusão: o problema não está na igreja, não está nos cânticos, não está no pastor, não está nos jovens; o problema está em nós mesmos! Quando tudo parece monótono, quando tudo parece estar na mesma, no mínimo a gente deveria olhar primeiro para quem deveria estar melhor a cada dia; nós mesmos! Se pregamos que Cristo veio para que tenhamos vida, e a tenhamos em abundância, e não conseguimos viver plenamente, não conseguimos rir de coisas bobas, não conseguimos ter fome de viver, fome de vida, alguma coisa está errada. Algo está fora de controle!


Não estou dizendo aqui que não teremos aqueles conhecidíssimos dias em que nós nem suportamos o nosso próprio cheiro. Estou me referindo a todos os dias, de segunda a segunda, toda semana, todo mês, todo ano sem nenhuma história atual pra contar. Estou me referindo a uma vida estática, inerte espiritualmente. E se alguém estiver sentindo assim sempre, precisa urgentemente rever os conceitos de igreja e de vida cristã.


Costumo dizer que há uma faixa etária para entrar no céu. Isso mesmo, uma faixa etária, uma idade certa para que você entre no céu. Há um texto no Novo Testamento, no evangelho segundo São Mateus no capítulo 18 e no verso primeiro em diante, onde Jesus mostra para Seus discípulos que para entrar no reino dos céus, precisamos nos converter e nos tornarmos como crianças. Se não agirmos como esses seres belíssimos e de tanta vitalidade, seremos como palha levada pelo vento e que não possui nenhuma serventia senão jogá-la no fogo para ser queimada.
Há uma urgência no que concerne ao que Brennan Manning, autor de “O Evangelho Maltrapilho”, chama de “segundo chamado”. Segunda experiência de convívio com o Eterno, segunda oportunidade de crescer na fé e de ver que as coisas na vida nem sempre tem que encaixar em tudo que a gente acha. Tem gente que não entende que Deus age como Ele quiser, onde Ele quiser e usa quem Ele quiser.


Na síndrome da rotina da fé, a idade e o tempo de igreja parecem valer mais que tudo, até mais que a própria salvação. Eu admiro aqueles que já batalharam grandes lutas na vida, já se decepcionaram muitas vezes, já se viram inúteis em meio a tantos “semideuses” cristãos, mas continuaram a caminhada, continuaram a olhar para os olhos doces e firmes do Redentor e, mesmo que porventura caíssem e pecassem, a vontade de viver uma vida de significado era muito mais forte e fazia seus corações arderem de paixão pelo Doador da graça e os faziam prosseguir até chegar nos braços do Pai e, finalmente, descansar em paz.

sábado, 11 de abril de 2009

FELIZ PÁSCOA!!


Feliz Páscoa para todos aqueles que entendem que o sacrifício de Jesus não é algo para ser entendido, para ser aceito como um presente que a gente recebe e não entende porque recebeu; simplesmente aceite.


Feliz Páscoa para todos aqueles que acreditam que o amor de Deus por nós não coube na cruz e nem no túmulo, mas cabe dentro do nosso coração, fazendo com que a gente saiba que apesar das nossas falhas e mancadas, Ele continua sendo o mesmo.


Feliz Páscoa para todos aqueles que amam a vida e buscam todos os dias viverem na certeza que em Jesus temos vida abundante! Que jamais nos esqueçamos do que foi feito por amor a nós!!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Graça de graça!!


Estava assistindo uma novela na sala com algumas pessoas e estava passando uma cena um tanto interessante. Pra variar, a história era de uma mulher que havia traído o marido e queria o perdão dele, queria voltar pra casa e voltar a viver a vida a dois como se nada daquilo tivesse acontecido. Alguns na sala se revoltaram e ficaram perguntando: “Como pode? Quer dizer então que trai, fica com outro homem, volta, pede perdão e vive como se nada tivesse acontecido?”. A revolta era geral, quando me deu um estalo na mente que me fez pensar que é justamente o que Deus faz conosco. Erramos, pedimos perdão, Ele perdoa e continuamos a viver como se nada daquilo tivesse acontecido.

A graça escandaliza qualquer pessoa que não queira ser afetada por ela. Pense no caso de uma pessoa que em um surto de raiva acaba machucando alguém, por palavras ou até mesmo com uma arma. Ela não intencionava causar um dano do tamanho que se apresenta agora. Tudo o que ela pede é alguém que não a condene, tudo que ela pede é alguém que a entenda.

Mas cá entre nós, é muito difícil que isso ocorra, não é verdade? Na maioria dos casos vemos os acusadores e os defensores da moral e da ética cristã mostrarem suas asinhas e darem a sua bela contribuição para o crescimento do cristão caído, fazendo-o pagar verdadeiras penitências de algo que Deus já o livrou e perdoou.

Ao mesmo tempo sou confrontado com um texto marcante nas Escrituras onde Jesus está sendo questionado por essas eternas pragas eclesiásticas em um caso de adultério, onde a mulher adúltera é levada diante dEle para ser julgada e, então, apedrejada. Algumas considerações devem ser entendidas aqui.

É interessante que o homem adúltero não aparece na cena, onde ele está? Provavelmente entre os acusadores. “Ela me seduziu a praticar tal ato, ela me disse que ninguém saberia”, ele diria. Outra coisa, esse seria mais um plano que os inimigos de Jesus estavam tramando para prendê-lo e executá-lo. Tudo estava contra o relógio de Cristo, portanto, contra o relógio da graça.

Anima-me ao ver nesse texto um Jesus totalmente diferente do que me foi apresentado nas aulas de catecismo e nas visões humanas de gente que pensa que Jesus era alguém de cara carrancuda, que nunca na vida deu uma risada, que nunca chorou ou que nunca tenha se emocionado ao ver alguma coisa bonita.

A graça chega a tocar nas coisas mais simples que uma pessoa poderia imaginar. Ouvir uma boa música, ler um bom livro, apreciar um bom churrasco com amigos, dar muita risada das piadas da vida e por que não apreciar uma novela quando bem escrita e com uma história intrigante como em um filme. As histórias de ninar, as fábulas e os folclores populares, as esculturas. Tudo isso faz parte do que a Bíblia chama de Graça.

As pessoas são as mais incríveis e empolgantes demonstrações dessa Graça. Os seres humanos nada mais são do que uma bela sinfonia de notas diferentes umas das outras que montam uma peça maravilhosa. Cada movimento, cada escolha, cada sentimento vivido, tudo isso é parte de uma tragédia ou de um romance ou de um suspense ou de uma aventura. A Graça nos seres humanos, em cada um de nós, é uma manifestação da existência singular de Deus.

A graça é um presente de desaniversário, não tem hora nem lugar para dar. Quem que nunca tenha sentido saudade de alguém não ligou ou visitou a pessoa? Quem nunca jogou conversa fora numa noite de férias com os amigos? Quem nunca falou sozinho nos momentos de felicidade e principalmente nos momentos de raiva?

Não gosto de pessoas que vivem impedindo o povo de Deus de ser povo de Deus. Elas elaboram uma lista de tudo quanto você deve ou não fazer para ser considerado um filho de Deus. “Se você fizer isso ou aquilo que não aprovamos, você é digno de nossa tão santa disciplina”, dizem elas. Sendo que nesse período chamado de “disciplina” não há um acompanhamento, um telefonema, uma palavra amiga, uma mão que se estenda para ajudar a levantar o caído. Já disseram uma vez que a Igreja é o único exército que abandona seus feridos.

A graça veio para mudar tudo isso! Ela veio para conquistar os de “cara fechada” e para acalmar os animados demais. Ela veio para trazer uma gota de esperança para o estrangeiro nordestino que sai da sua terra e tenta a sorte na grande cidade e enfrenta o preconceito e as piadas do povo dito civilizado. Ela veio macular os conceitos humanos de ser e ter. Trouxe um novo prisma onde enxergamos um lado melhor das pessoas; as suas qualidades.

Jesus é a encarnação dessa graça. Jesus é aquele que deve ser visto como nosso exemplo mor. Imagino Jesus agachando-se e perguntando àquela mulher chorosa e arrependida, com uma voz doce e ao mesmo tempo firme: “Onde estão seus acusadores?”. A mulher levanta os olhos; vê que todos se foram atordoados com o julgamento do Mestre: “Aquele que não tem pecado, atire a primeira pedra”, e diz que todos se foram. O texto não diz, mas imagino Jesus tomando aquela mulher pelos ombros, levanta-a e diz olhando nos seus olhos lacrimejantes: “Tampouco eu te condeno; vai e não peques mais!”. Jesus não julga como nós. Ele não condena o pecador que nós condenaríamos. Ele ama como nós deveríamos amar. Ele enxerga como nós deveríamos enxergar. Ele abraça como nós deveríamos abraçar. Ele só requer de nós que sejamos um com Ele, como Ele é com o Pai.

O Jesus dos quadros caríssimos de Da Vinci e de Michelangelo não é o Jesus que eu conheço. O Jesus que eu conheço é sério com o pecado, mas abraça o pecador. O Jesus que eu conheço é Santo Juiz, mas também é o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. Não é uma graça barata que aqui apresento, mas é uma graça real, que liberta o pecador e traz paz ao coração de quem precisa dormir sem outros traumas criados por nós; já basta o que a vida oferece no pacote de nascimento.

O Louco Inteligente!


No hospício, o médico psiquiatra, resolve fazer um teste, para constatar se realmente os internados eram realmente loucos, ou se tinha algum deles que já tivesse condição de receber alta médica.


Então desenhou uma porta na parede, e reuniu todos os loucos e disse:

-Pessoal, a porta do hospício está aberta, quem quiser fugir não perca tempo.


Foi aquela correria geral, todos querendo chegar o mais rápido possível até a porta.Foi aí que o médico notou, que tinha um louco que ficou parado num canto só observando o tumulto.


O médico fala para o seu assistente:

-Veja, nem todos são loucos, vamos conversar com aquele ali.-Então você não quis fugir como os outros?

-Psiu, fala baixo, é que eu estou com a chave da porta.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Não Deixai Vir a Mim os Pequeninos!



Ao ligar a televisão todos os dias nos horários dos telejornais é um exercício um tanto quanto perturbador e ao mesmo tempo, deprimente. Chegamos a culpar as emissoras por só passarem desgraças e dificilmente se vê notícias boas, quase não há mais refrescos jornalísticos, acontecimentos que nos fazem ter orgulho por sermos brasileiros ou humanos. Mas há notícias que nos deixam mortos por dentro, quase petrificados tamanha a capacidade de nossos semelhantes para cometerem atrocidades.
Assassinatos e estupros, roubos e violência contra a mulher, todos esses crimes nos trazem um nó na garganta, mas nada se compara aos crimes cometidos contra as nossas crianças! Não consigo medir os traumas e as dores sentimentais e físicas que cada criança vítima de pedofilia vai gerar dentro de si e, conseqüentemente, afetar todo o seu meio tanto familiar quanto social!
Algumas considerações aqui precisam ser feitas para o melhor entendimento desse mal que está fazendo das nossas crianças, que deveriam estar brincando e sendo feliz com sua infância, serem objetos de diversão de gente desorientada.
A pedofilia não se caracteriza crime no Brasil, apesar de ele estar na quinta colocação no ranking de sites dedicados à pornografia infantil, dados publicados pelo Federal Bureau of Investigation (FBI), a polícia federal americana. Não há no Código Penal algo relacionado com a palavra “pedofilia”, mas sim as conseqüências desse ato são crimes pesados. Podemos relacionar alguns deles aqui:
Atentado Violento ao Pudor: Prática de atos libidinosos cometidos mediante violência ou grave ameaça. São considerados atos libidinosos aqueles que impliquem em contato da boca com o pênis, com a vagina, com os seios, com o ânus, ou a manipulação erótica destes órgãos com a mão ou dedo. Também atos que impliquem na introdução do pênis no ânus, no contato do pênis com o seio ou na masturbação mútua.
Estupro: Constranger criança ou adolescente à conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça.
Pornografia Infantil: Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias, imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo crianças e pré-adolescentes.
Percebam a gravidade da situação. Crianças sendo expostas a crimes hediondos e famílias que antes só viam esses crimes pela televisão, agora assistem de camarote dentro de suas casas. Uma pesquisa realizada por institutos especializados em pedofilia diz que jovens de classe média entre 17 e 25 anos são os produtores desse material nojento, e na maioria dos casos as crianças são gente da própria família. Um vídeo de cinco minutos de uma criança sendo violentada chega a custar mil dólares e fotos chegam a custar cem dólares. Os compradores são adultos na faixa dos quarenta anos, solteiros e profissionais liberais. A pedofilia na internet é alimentada de formas variadas. De um lado estão as pessoas que produzem, vendem ou disponibilizam gratuitamente as imagens de sexo envolvendo criança, e do outro estão aqueles internautas que consomem esse material.
Vejam que o simples fato de acessar um site pornográfico onde “Teens” estão sendo expostas caracteriza-se crime perante a justiça. Meninas e meninos que nem chegaram aos dezoito anos, mas por conta de uma alta grana envolvida, gente da família incentivando e certas impunidades comuns na sociedade brasileira acabam por aceitar ofertas absurdas como o de se deixar fotografar ou filmar tendo relações sexuais ou poses sensuais.
Isso acontece com a anuência das crianças e pré-adolescentes. Agora estamos tratando de algo que a criança não quer, estamos falando de crianças que não sabem mais o que é brincar, o que é um pai ou uma mãe ou um tio ou um avô, estamos falando de crianças que querem falar do seu sofrimento, mas tem um monstro atrás delas, literalmente um “Bicho-Papão”, ameaçando a vida delas e de seus entes queridos.
Nos Estados Unidos foi feito um estudo, foi publicado no wikipedia e chegou-se a seguinte conclusão:
Alguns estudos afirmaram que ao menos um quarto de todos os adultos do sexo masculino pode apresentar algum excitamento sexual em relação a crianças. Um estudo realizado por Hall, G. C. N. da Universidade Estadual de Kent, por exemplo, observou que 32,5% de sua amostra (80 homens adultos) exibiram desde algum excitamento sexual até estímulo pedofílico heterossexual, igual ou maior do que o excitamento obtido com estímulos sexuais adultos. Kurt Freund (1972) remarcou que "homens que não possuem preferências desviantes mostraram reações sexuais positivas em relação a crianças do sexo feminino entre seis e oito anos de idade.
Em 1989, Briere e Runtz conduziram um estudo em 193 estudantes universitários, sobre pedofilia. Da amostra, 21% disseram ter alguma atração sexual para algumas crianças, 9% afirmaram terem fantasias sexuais envolvendo crianças, 5% admitiram masturbarem-se por causa destas fantasias, e 7% concederam alguma probabilidade de realizar ato sexual com uma criança, caso pudessem evitar serem descobertos e punidos por isto. Os autores também notaram que, dado o estigma social existente atrás destas admissões, pode-se hipotetizar que as taxas atuais possam ser ainda maiores. J. Feierman (1990) estimou que entre 7% a 10% dos homens adultos possuem alguma atração sexual para crianças do sexo masculino.
Matéria publicada na revista “Isto É”, em março de 2006, mostra que no ano 2000 o mercado mafioso da pedofilia movimentou 5 bilhões de dólares em todo o mundo. Em 2005 a estimativa é que esse mercado tenha movimentado 10 bilhões de dólares, ou seja, dobrou em apenas 5 anos. Nesses 10 bilhões estão embutidos a venda de fotografias e vídeos que mostram crianças sendo abusadas e fazendo sexo com adultos e até com animais.
Os contos de fadas dessas crianças se transformam a cada dia em filmes de horror onde não se pega o bandido, não se mata o assassino, onde o final parece não ser um final feliz. A CPI da Pedofilia, comandada pelo deputado Magno Malta tem feito seu papel em denunciar e caçar esses criminosos, mas a cada dia se torna um trabalho árduo e cansativo, pois a cada dia aparecem novos casos de violência contra as crianças.
Gente, toda criança tem direito de se divertir, de brincar de boneca, de carrinho, de vídeo game, ter seu espaço com seus pais e amiguinhos. Toda criança tem direito a ter sua infância não maculada por atrocidades e violências contra seus sonhos e esperanças. Toda criança tem direito a acreditar em fadas e em brincar de faz de conta, ser o príncipe ou a princesa ou aquele personagem daquele desenho que ela gosta tanto de assistir.
Se não bastasse, há casos de pedofilia dentro das igrejas. Padres e pastores envolvidos com a pornografia infantil e sendo inclusive os autores desse atentado à infância. Um lugar onde, acredita-se, poderia encontrar apoio, segurança e paz, os pais de hoje encontram violência e verdadeiras facas afiadas prontas para cortar e machucar o coração e o físico das nossas crianças.
Talvez a criança ao ver um líder religioso a molestando, pode imaginar Jesus como um pervertido sexual ou até mesmo como um deus fraco que não vem protegê-la das garras desse lobo travestido de ovelha.
Onde vamos parar? Quando vamos entender que a criança precisa ser criança? Precisa brincar, precisa rir, precisa bagunçar, precisa ser gente, precisa viver! Deixem as crianças irem à Terra do Nunca e quando elas quiserem, elas voltam. Deixe as crianças acreditarem em Papai Noel. Deixe as crianças serem super-heróis e sonharem em voar. Deixe as crianças serem crianças enquanto são crianças. Deixem os pequeninos chegarem mais perto do Pai que não irá violentá-las, mas abraçá-las e dizer: “O reino dos céus pertence a vocês!”

O Pior que É Verdade!!!




O filho pergunta o que é política p/ o pai, p/ seu trabalho da escola.


O pai responde:-bem meu filho,a política envolve poder econômico,governo,povo,futuro do país e classe trabalhadora.


O filho diz:Não entendi.


E o pai diz:Bem vou usar nossa casa como exemplo:


*como eu trago o dinheiro p/ casa sou o poder econômico.


*sua mãe como administra e gasta é o governo.


*como cuidamos de suas necessidades você é o povo.


*Seu irmão zezinho é o futuro do país.


*E a babá de seu mano é a classe trabalhadora. Entendeu meu filho?


É... + ou - vou pensar. E o menino vai dormir. No meio da noite, ele escuta um choro e é o irmão dele que está todo cagado. Então aí ele vai chamar seus pais. Vai no quarto da mãe bate e ninguém abre, então ele olha na fechadura e a mãe está dormindo sozinha num sono profundo. Vai no quarto da babá , ele bate e olha na fechadura e está o pai dormindo c/ a babá. Bem, então aí ele vai dormir.


No outro dia ele fala p/ o seu pai: pai já entendi o que é política!


Que bom meu filho então explique c/ suas próprias palavras.


E ele diz: Enquanto o poder econômico sacaneia a classe trabalhadora o governo dorme profundamente; o povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda.

40 Anos da Morte de Martin Luther King Jr.


Dr. Martin Luther King Jr. foi alguém que fez da história um palco para proclamar a liberdade e igualdade entre os seres humanos. Na manhã do dia 4 de Abril de 1968, na cidade de Memphis, Luther King foi alvejado por um tiro certeiro no peito enquanto estava na sacada do hotel que estava hospedado. Morreu no local.


Anos antes, em 28 de Agosto de 1963, King proferiu um dos seus mais notáveis, senão o mais notável, discursos de sua vida. "I have a dream" foi a frase que ecoou naquela tarde ensolarada de Washington, D.C. Milhares de negros, dos quatro cantos dos Estados Unidos, estavam reunidos ali para celebrar a liberdade e para lutar por seus direitos civis.


Não chegou a ver todos os seus sonhos realizados, mas deixa uma vida de muita esperança para os negros americanos que agora se emocionam a cada dia que passa, pois o presidente americano eleito é um negro. Transformações ocorroram após a morte desse mártir da liberdade. Esperamos que mais Luther Kings apareçam na história para darem rosto ao ser humano e mostrar quem somos de verdade.

15 Anos da Morte de Kurt Kobain



No dia 8 de Abril de 1994, na cidade de Seattle, às 8h30 da manhã foi achado o corpo do vocalista do Nirvana, Kurt Cobain, com um tiro na cabeça e uma carta de despedida próximo ao seu corpo.

Conforme os médicos legistas, a morte de Kurt, teria ocorrido de 24 a 48 horas antes da descoberta. Em seu atestado de óbito a data exata do falecimento consta como 5 de abril. Kurt tinha 27 anos e seu corpo fora cremado.

Anos mais tarde, as cinzas de Kurt foram roubadas da casa de sua viúva, a cantora Courtney Love. Até hoje não se sabe onde essas cinzas estão!

terça-feira, 7 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

Não chores por mim, Argentina!


Estavam certa vez, o argentino e o brasileiro, na China, bebendo umas e outras em praça pública, coisa que é proibida nesse país.Foram presos e levados ao juíz.O juíz os condenou a 20 chibatadas.Como era transição entre o ano do galo e o tigre, tinham direito, isso todos os prisioneiros, a um pedido, desde que não fosse escapar da punição.


"Argentino. Vcs sim são um povo de merda mesmo, cheio de marra, êta gente chata, como vcs nunca vi, mas vou ter de lhe conceder o pedido"."Amarrem 2 travesseiros nas minhas costas". Diz o argentino. Depois da 15ª chibatada os travesseiros não aguentam a força das chibatadas e acaba levando 5 chibatadas sem qualquer proteção.


Chega a vez do brasileiro..."Brasileiro", diz o juíz, vcs são um povo exemplar, povo sofrido, vive na miséria, trabalhor e mesmo assim mantém o bom-humor, ao invés de um pedido, vou quebrar o protocolo e lhe favorecer a dois pedidos. Pode pedir.o brasileiro fala: " Não quero levar 20 chibatadas e sim 200". O juíz se espantou, mas tudo bem, o cara era brasileiro. e pergunta: " Qual é o 2º pedido?""Amarrem o argentino nas minhas costas"


Fonte: piadas.com.br

Ai que Burrito!!!


Um burro morreu bem em frente de uma igreja. Como uma semana depois o corpo ainda estava lá, o padre resolveu reclamar com o prefeito.


- Prefeito, tem um burro morto na frente da igreja há quase uma semana.


E o prefeito, grande adversário político do padre, alfinetou:


- Mas padre, não é o senhor que tem a obrigação de cuidar dos mortos?


- Sim, sou eu! - respondeu o padre, com serenidade. - Mas também é minha obrigação avisar os parentes...
Fonte: PavaBlog

O Outro Eu



No filme “De Volta para o Futuro II” de Steven Spielberg há uma temática muito interessante. Os protagonistas se envolvem novamente na fascinante viagem no tempo e acabam chegando ao futuro, mais precisamente em 2015. Lá, eles acabam encontrando seus destinos e se realizaram de fato seus sonhos. Eles ficam espantados ao perceberem que os seus desejos principais não haviam se realizado. Um queria ser músico; sua namorada fica desapontada quando descobre o lugar de seu casamento. Pela fisionomia, percebe-se que não era bem aquele lugar que estava em seus planos.

O perigo, na verdade, estava em encontrar seus outros “eus” nesse futuro. Dr. Brown, o cientista da história, diz que se isso acontecesse um grande impacto cósmico destruiria toda a humanidade e o universo. Nada animador! Por outro lado, encontrar o outro eu sempre me trouxe uma curiosidade. Como seria me ver aos 40 anos? Ou talvez aos 60? Ou melhor, voltar a ser criança e relembrar todas as fantásticas e calamitosas artes que eu aprontava?

De fato, existe um perigo ao encontrar nosso eu. No caso, não estamos falando de idade e de tempo como no filme. Nosso verdadeiro eu. Aquele que não se esconde nas máscaras que vestimos e nas diversas personalidades que assumimos perante os outros para somente agradá-los e nos sentirmos aceitos no grupo. Esse eu que estou me referindo não está no futuro e nem no passado; ele está no presente!

Há também aquele que está dentro de nós atormentando, planejando, culpando-nos pelo nosso erro de cada dia. Brennan Manning o chama de “Impostor”; aquele que se divide em várias faces e esconde o nosso verdadeiro eu.

Todos nós temos uma área de nossa vida que fede, que traz nojo à nossa mente só de mencionar. Esse é aquele impostor que cria mundos extraordinários e faz de nós fantoches, marionetes dependendo da situação, lugar e público. Não preciso falar que grande parte da juventude sofre com isso. Não são aceitos pelo que eles são, mas sim aceitos através de máscaras e todo mundo acha que está bem, que está tudo bem! Não está!

Vejam quantos são os casos de depressão entre os jovens e adolescentes. Não precisamos focar apenas neles. Veja também os adultos, o que está acontecendo a eles! Loucos por sucesso e dinheiro, cometem os mais absurdos atos que nem eles conseguem explicar depois de feito. Escolhas erradas, alianças erradas, tudo isso porque o mundo pede que vocês sejam tudo menos você mesmo! E quando é revelado quem a gente é de verdade, as pessoas se assustam e projetam em nós suas falhas e seus erros mais íntimos.

É fácil olhar a ferida do outro, mas difícil é cuidar da nossa! É um exercício que a gente tem que fazer todo dia de joelhos na presença do Eterno, porque se não for assim, a gente vai parar no mesmo lugar onde todo mundo acaba parando; no nada! Vamos ser sinceros! Ninguém gosta de assumir que tem um lado sombrio, um lado capaz de fazer as mais terríveis barbáries e impensáveis atos.

O primeiro passo é reconhecer que esse impostor, esse “outro eu” existe. Ele existe e está sempre querendo aparecer mais que Cristo. Os aplausos contínuos, o elogio barato, a aceitação no grupo a qualquer custo, o fato de você não se achar bonito ou bonita, de você se achar gorda ou gordo demais e na verdade, o impostor lhe mata através dessa anorexia mental que acaba afetando seu corpo físico. É a pressão do grupo, do trabalho, da igreja que você freqüenta; tudo isso gera uma série de fatores que alimentam mais e mais os impostores que vivem dentro nós.
A gente precisa aceitar que esse camarada é a nossa carne pecaminosa acesa dentro de nós, latejando feito dor de dente. Aquele ser que Paulo, o apóstolo diz em Romanos que constantemente entra em batalha porque o mal que ele não quer fazer, esse ele faz e o bem que ele quer fazer, esse ele não faz. E ainda pergunta num clímax de desespero; “quem me livrará do corpo dessa morte?”

Paulo, homem de Deus, mas sempre se lembrando que era homem sujeito a erros e a tropeços como qualquer pecador da época em que ele vivia e que se não fosse a graça de Deus, a morte já o teria tragado e esmigalhado a alma.

Esse reconhecimento precisa estar sempre acontecendo. Humilhando-nos na presença do Senhor, sabendo que somos o que somos, temos o que temos, vestimos o que vestimos, comemos o que comemos só pela graça de Deus e pela Sua eterna e infinita misericórdia. Mas ele ainda está lá. Vive contando vantagem e dizendo que tudo não passa de balela e conversa fiada. A gente conseguiu por esforço próprio e nada de Deus nessa história toda. Cuidado! Ele precisa ser levado constantemente ao trono de Deus para ser lapidado novamente até que chegue a ser varão perfeito, como diz a Escritura. Mas essa perfeição que a Bíblia diz não é aqui que ela se conclui, mas sim na glória. Portanto, meus amigos, vamos morrer pecando e errando.

Meu outro eu precisa de elogios; é o seu alimento. Ele precisa ser notado e sempre quer ser aquele que faz e recebe o reconhecimento. Ele pensa que pode resolver as coisas do seu jeito e pode resolvê-las sozinho, mas ele se depara com a situação de que o homem não pode viver, agir e se relacionar consigo mesmo. Portanto, ao ver um grupo de pessoas reunidas conversando e se divertindo, ele quer ser o centro das atenções e nada e nem ninguém pode surrupiar essa posição dele. É bom falar firmemente que todos nós temos esse “eu” dentro de nós. Ninguém está livre dele.

O fato de você estar lendo esse artigo e pensando em outro é um indício de que o seu “outro eu” está aí dizendo que tudo isso não é pra você e sim para aquele vizinho chato, aquela mulher que não para de falar mal dos outros, aquele chefe durão que só é assim para exigir um respeito que não tem. Pare de pensar nos outros, pelo menos por esse momento. Olhe para dentro de si e comece a reconhecer de uma vez por todas que há uma batalha acontecendo dentro de nós. Uma batalha de vontades, de desejos, de intenções e de objetivos.

O segundo passo é aquele que já citamos aqui; devemos levar esse “outro eu” à presença do Redentor. Na verdade, esse “eu”, que somos nós, anseia por essa redenção final. Ficar livre de vez dessa natureza pecaminosa e destruidora e ter paz enfim.

Dia após dia, noite após noite, matando esse leão que ronda nossa alma querendo nos devorar. Não nos esquecendo jamais da graça de Deus que traz constrangimento para nós e nos leva calmamente a reconhecer que não podemos viver só e nem sem a presença do nosso amado Deus. Precisamos agora experimentar um pouco daquilo que está preparado para nós na eternidade. Uma promessa de esperança e de redenção eternas e que pode começar aqui.

Ao levarmos o nosso eu à presença de Deus, percebemos outra verdade que nos é obscurecida pelo pecado: somos os filhos amados de Deus. Na Bíblia, há um termo que Jesus usa para se dirigir a Deus e que causou um verdadeiro alvoroço no meio dos religiosos da época e que causa até hoje. O termo é Abba que significa “papai, paizinho, papa”. Era aquele balbuciar da criança hebraica ao se dirigir ao seu pai, era a maneira mais singela e íntima que uma criança poderia se dirigir ao seu ente protetor e amado. Jesus ao dirigir-se a Deus dessa forma, mostra que não é somente alguém que O conhece, mas é aquele que sabe realmente quem ele é de fato; ou seja, filho de Abba.

Realizando em Cristo o maior ato de amor já visto na história da humanidade, Deus agora nos vê como Seus filhos amados tendo Jesus como seu primogênito. Antes Jesus era o unigênito do Pai, mas agora, por causa do sangue puro e suficiente de Cristo derramado na cruz em cumprimento da Palavra, o próprio Cristo se torna o primeiro de muitos. A partir do momento em que entendemos quem somos na verdade, a saber, filhos de Abba, todas as demais necessidades são supridas ao seu tempo.

O “outro eu” não aceita essa verdade porque ele quer ser tudo, menos a sua verdadeira identidade. Ele quer agradar a todo mundo, menos a si mesmo e ao Seu criador. Ele quer receber os aplausos e os elogios de todo mundo, menos d’Aquele que nos presenteia com toda a sorte de bênçãos terrestres ou não. Esse conceito é extremamente ameaçador e incomoda não só o seu “outro eu”, mas incomoda muita gente que não aceita o fato de você ser feliz, o fato de que você entende a beleza da vida e quem você realmente é. A partir daí, você se torna uma ameaça a tudo que se chama falso. Um moralismo insuportável começa a perseguir cada passo seu e qualquer escorregada que você der, que é inevitável, um prato cheio será servido para esses moralistas. Mas saiba que para cada moralista, há uma centena de pecados não confessados e esses mesmos moralistas não aceitam o fato de que Deus os ama também da forma que eles são. Eles sentem que precisam ser assim para agradar a Deus. Ledo engano!

Assumamos de uma vez por todas a nossa verdadeira identidade, o nosso verdadeiro “eu”, aquele a quem Deus criou e disse que era muito bom. Somos os filhos amados de Abba a quem Ele quer bem e está disposto a nos aceitar do jeito que somos e nos ama tanto que não consegue nos deixar do jeito que estamos. Ele nos ama, quer que entendamos que somos Seus filhos amados e, como diz Paulo, nada nessa Terra, nesse universo, nem no futuro e nem no passado seja ele o mais sombrio e oculto que possa ser, nem as forças mais poderosas do inferno poderá nos separar desse amor eterno revelado no Cristo vivo.