terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Maneira Menos Complicada!


Conforme os dias passam a gente começa a descobrir como é difícil viver essa vida de indiferenças e de injustiças. Mas mais difícil ainda é vivê-la sozinho. Quando a gente descobre que a vida pode ser melhor ao acharmos a pessoa certa com quem podemos abraçar e esperar a dor passar, a gente pode dizer que pelo menos sabe como é bom viver.

Quando tive o privilégio de achar a minha companheira, fiquei com as mesmas dúvidas que qualquer ser humano tem quando está diante de respostas óbvias para as perguntas mais importantes da vida. Dúvidas com respeito ao futuro e quanto ao presente. Percebi, no entanto, que essas dúvidas atrasavam minha maneira de ver a vida. Focalizava apenas nas dúvidas e na ansiedade de resolvê-las o mais cedo possível que deixava de experimentar e me deliciar com aqueles momentos tão únicos e especiais que eram justamente aqueles que iriam me preparar para os próximos.

Todos nós passamos por nossos vales de sombra e da morte todos os dias. Quando não é na saúde é na condição financeira; se não é na financeira é na emocional; quando não é na emocional é no espiritual; isso sem contar que muitas vezes todas as áreas entram em crise existencial juntas.

Mas é aí que aparece aquele ou aquela que Deus colocou na nossa vida para nossa auxiliadora ou auxiliador. No meu caso, uma auxiliadora idônea, semelhante a mim, carne da minha carne, que sente como ninguém as dores da vida e que tem aprendido de uma forma quase que insuportável que há seres humanos terrivelmente maus, sem coração, falsos e totalmente destituídos de senso de humanidade; mas também aprendeu que há seres humanos bons, que sofrem a nossa dor, que choram as nossas perdas, que deixam de enxugar as próprias lágrimas para enxugar as nossas, que saem de suas casas para irem à igreja pedir ao Pai do céu que se lembre sempre de nós, que juntamente conosco também aprendem que somos humanos e nada mais que isso.

Há uma forma mais amena de se viver. Há uma forma celeste que Deus o nosso Pai criou de termos um pouquinho do gosto de como é o céu quando nos deu nossos companheiros no casamento. Casando-nos Deus está nos ensinando que é dessa forma como Ele se relaciona conosco, como noivo que se relaciona com a noiva, que a ama de todas as forças e a perdoa quando há uma falha, que não consegue contar e nem ao menos se lembrar dos erros, pois já não são importantes e nem dignos de uma mísera lembrança.

Claro que nós como humanos não temos condições de tal perfeição, e nem é a vontade do Pai que tenhamos a obsessão sermos assim. Mas o que Deus quer mostrar é que é possível amenizar as dores da vida quando olhamos e fixamos nossos olhares Naquele que jamais desistirá de nós, jamais abrirá mão de nós, mesmo ainda falhos, fracos e em pedaços.

Deus nos ama tanto que quando quebramos o pacto que temos com Ele, a atitude de Deus não é julgar, não é condenar, não é culpar e muito menos castigar; é juntar os cacos. Quando Ele fala da Sua noiva como branca e pura, é claro que Ele não está falando da nossa maneira de enxergar a Igreja, mas da maneira Dele. Para Ele, a Igreja ainda é branca e pura porque não depende de mim e nem de você, mas Dele.

Quando achamos alguém que cresce junto com a gente, que não nos deixa cair ainda que a tempestade seja grande, quando é alguém com quem podemos contar, mesmo quando ninguém dá à mínima, podemos olha pra vida com mais alegria e esperança, pois fomos achados quando estávamos perdidos.

Um comentário:

Clerison disse...

Belas palavras. Bom conteúdo. Veio direito a mim esta noite.