segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tudo No Todo


Todos têm a mania de montar uma lista de prioridades da vida. Em primeiro lugar Deus, depois família e o que vem em seguida pode variar de posição, inclusive as duas primeiras citadas. Mas eu sempre me confundia com minha própria lista. Deus sempre esteve em primeiro lugar, mas as outras coisas nunca se acertaram. Sempre uma coisa tomava o lugar da outra dependendo das situações e do meu humor. Na verdade, diante de tantas mudanças eu não percebia que não tinha nenhuma delas.

A mensagem de Cristo é diferente das mensagens das prioridades. Todas as coisas são Dele, são para Ele e por Ele. O sonho da noite, a música que anima e a que faz refletir, o poema que faz a gente entender melhor a vida, as peças teatrais e literárias, todas as coisas estão e são em Cristo completas.

Depois de Cristo não há prioridades, há apenas uma compreensão de que ou se tem Cristo e com Ele todas as coisas ou não se tem nada. A plenitude, ou seja, o completo significado e a completa essência de algo só encontram seu valor real quando olha para o Criador e Consumidor de tudo.

A música tem seu valor mínimo quando feita para apenas ganhar dinheiro; um meio para conseguir realizar desejos e prazeres. Mas quando feita com toda a beleza , simplicidade e seriedade que ela normal e naturalmente requer, aí então se percebe que foi feito música e não algo que se pareça de maneira bem medíocre com ela. CS Lewis dizia que desejava a Cristo e não algo que se parecesse com Ele.

Quando todas as coisas são compreendidas dessa forma, não há pódios ou lista dos tops mais. Não há lugar para primeiros e nem últimos. Há apenas um lugar, o Único lugar. Cristo jamais intentou dividir as coisas em prioridades, rebaixá-las ou elevá-las a certos níveis de importância. Ele é tudo e o tudo é Ele; só que infinitamente mais completo.

Estando em Cristo, você pode encontrar sinais da graça em todas as partes da criação. Não estando em Cristo você só enxerga as desgraças da queda. Se escolhermos, pela graça e fé que não vem de nós, a Cristo, escolhemos com Ele todas as coisas, se O negamos, também negamos todo o resto. O mundo nos é dado desde que creiamos no Único Provedor. Sem Ele nada do que foi feito se fez ou seria feito.

No sermão do Monte, Jesus disse que os seus discípulos deveriam buscar o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas seriam acrescentadas. Aqui não há uma ordem de prioridades, apenas uma constatação de fatos. Se buscarmos a Jesus, que é a justiça do Reino em pessoa, todas as demais coisas virão. Não é uma ordem ou promessa, e sim uma afirmação de que com Ele temos todas as coisas e somos livres para escolher aquilo que melhor O elogiaria. Se não O buscamos e O negamos, temos e somos absolutamente nada e não estaremos em lugar nenhum. Estaremos perdidos nas nossas inconstantes prioridades que nunca conseguimos priorizar.

Um comentário:

Adalberto Matos disse...

Muito bom!
Acho que vc digitou errado: Consumador (consumidor)