quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um Dia A Gente Aprende!



A gente nunca sabe como ganhar; e a gente gosta quando ganha; mas a gente nunca vai saber como perder. Perder dói, perder humilha; quando a gente perde é o mesmo sofrimento quando alguém rouba algo de nós, fica uma mistira de revolta com impotência com indignação; é uma mistura violenta.



Quando a gente perde alguém muito querido fica uma sensação de vazio que com o tempo vai se tornando cada vez mais visível. A cadeira vazia no almoço, o quarto vazio, um amontoado de roupas vazias, sem gente para vestí-las. E aquele abraço que não foi dado? A despedida que não aconteceu? Que direito essas pessoas tinham de morrer sem ao menos nos deixar preparados? Queremos e nos preparamos para ganhar. Engraçado, nunca estamos preparados para perder.



Tem dias que eu queria ter uns poderes miraculosos, do tipo que curaria pessoas doentes, faria gente paralítica andar e cegos enxergarem, facilmente diria para um morto sair do caixão e voltar à vida. Mas não tenho esse poder, não tenho essa facilidade que apenas uma pessoa no mundo tem; Deus! E por que Ele não cura? Por que Ele não ressuscita? Por que Ele não tira a dor como se tira uma unha encravada? Há situações em que Ele cura, mas não todas as vezes. A Bíblia diz que Ele não faz acepção de pessoas, mas Ele cura um e não cura o outro. Como assim?



Existem pessoas especiais aqui nessa Terra, não sei se você já percebeu? Essas pessoas têm uma sensibilidade e uma habilidade incrível que é de não perder a esperança! A vida os sacode de uma forma violenta e eles continuam em pé! Deus diz não para elas e mesmo assim continuam crendo que essa resposta é a melhor de todas, mesmo não sendo aquela que elas querem ouvir! É incrível! E quando você é surpreendido com alguma tragédia, é só olhar nos olhos dessas pessoas e uma força sobrenatural, quase divina invade seu coração e dá vontade de continuar tentando até a dor passar! E ela passa!



Mas você percebe de onde essas pessoas tiram suas forças e esperança. Não é de nenhuma filosofia existencial, não é de nenhuma fórmula mágica ou de um livro de segredos. Essa força, esse poder, essa vontade de viver vem de uma fé que não se explica, mas se experimenta todo dia na batalha contra os leões e os gigantes. o importante não é se os leões serão mortos ou os gigantes derrubados, mas sim o fato de que jamais essas pessoas desistem de lutar, mesmo que dê vontade de parar!



O importante não é se a gente ganha ou perde, mas se a gente insiste em lutar ou não! O luto um dia bate na nossa porta, e aí? Um dia a doença nos surpreende, e aí? Uma dia a gente perde, e aí? É aí que a gente mostra em quem a gente acredita, se no "Não" que o mundo diz ou no "Continue, estou com você" de Deus. Mesmo que pareça que Ele não está nem aí para os seus sentimentos, Ele se preocupa! Existem derrotas que nos assombram a vida toda, mas isso não significa que a guerra está perdida. Mesmo caminhando em dor, somos mais que vencedores.

4 comentários:

Deivis Macedo disse...

Irmão
Muito bom mesmo o texto.
Somente pessoas iguais a você (com sensibilidade para sentir a dor do outro e humildade para compartilhar o próprio sofrimento) poderia mergulhar tão sereno em um tema tão complexo.
Que Deus continue abençoando sua vida e dando-lhe inspiração.
Saudades irmão.

Luciana disse...

Tenho certeza que Deus o inspirou pra me animar.=D

Majúu :D disse...

Nossa Cris mandou bem, parabéns adorei o texto :D
saudade das suas aulas..
continue assim. beijos!

Thiago Nardoto disse...

Oi Cris!
Que interessante, gostei do que li!
De fato, um dia a gente aprende... Sabe que ainda não me acostumei com as contingências da vida, elas me fazem entender que as coisas as vezes acontecem porque acontecem, é a dinâmica da vida e Deus no meio de tudo isso, talvez esteja não em controlar a história ou o meu paradeiro, mas sim em caminhar comigo, quer seja no vale da sombra da morte, quer seja na fornalha... onde eu estiver eu sei que a vida vai imperar e eu enfrentarei essa dinâmica, mas Deus estará ressignificando cada situação... É a sua vara, é o seu cajado que me consolam!

Grande abraço!