sábado, 31 de outubro de 2009

Record X Globo!


By O Bobagento!

Halloween ou Dia das Bruxas!


Hoje também tem uma comemoração americana que acabou fascinando a mente e a cultura adolescente brasileira; o Halloween ou o chamado Dia das Bruxas! Muito se fala sobre o significado ou como começou tudo de fato, mas o que importa mesmo é que mais uma vez a religiosidade impede que muitos de seus adeptos possa brincar um pouco com isso.

Não estou falado aqui que sou a favor ou contra, mas sou totalmente a favor de uma discussão mais centrada, mais embasada. Não sei você, mas eu estou cansado daqueles papos de "não pode, minha religião não permite". Não permite por que? Você já se perguntou? Ou já perguntou para o líder de sua comunidade a razão de determinada "proibição? Aliás, já houve esse tipo de conversa franca dentro da sua comunidade religiosa?

Se não houve, alguma coisa está errada.

Proponho nessa data tão controversa um diálogo franco entre a Bíblia, sem nossos preconceitos e pressupostos, e nossa cultura para não mais sermos considerados "ignorantes".

Reforma Protestante!

Hoje se comemora 492 anos de Reforma Protestante. No ano de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Catedral do Castelo de Wittenberg as suas famosas 95 teses. Esse foi considerado o marco histórico do início da Reforma.
Foi um convite ao debate sobre as idéias da Igreja Católica da época sobre as indulgências e sobre assuntos relacionados à salvação e à vida eterna. Muitos se enganam a acharem que Lutero queria sair da igreja e fundar uma religião ou uma nova denominação. A intenção de Lutero era de despertar a discussão sobre como determinadas doutrinas estavam sendo interpretadas ou, na melhor das hipóteses, convidar a rever a vida da igreja. Fica aí a lembrança!
Maiores informações entrem aqui e descubra:

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Só De Sacanagem!

Ótimo texto lido pela cantora Ana Carolina em um de seus shows. Vale a pena conferir!














Topa Tudo Por Dinheiro!


Sempre tive uma enorme dificuldade de falar sobre dinheiro. Até porque é uma dificuldade minha de controlar os impulsos consumistas que existe dentro de mim, especialmente em lojas especializadas em DVDs e ternos. Mas não consigo mais resistir diante de tanta besteira que tem se falado e tanto descaso que se tem nesse assunto.

Há tanta gente devendo, há tanta gente perdida em dívidas e ainda assim querem viver de aparências. Querem mostrar no seu discurso uma vida que não tem; uma vida que não existe. Tudo porque o que vale não é a pessoa ser o que é, mas sim aparentar ter o que precisa se ter para garantir um status fajuto em um mundo que valoriza muito mais a marca da cueca ou da calcinha, mas não a essência do ser humano que ali está.

Nas igrejas nem se fala. O dízimo é a credencial de quem pode mais, de quem pode falar mais alto. Não é necessário ser salvo, basta ser dizimista, até porque todo salvo é dizimista. Realmente é desprezível o que se tem ensinado na televisão, as formas de pedir novecentos reais em troca da benção financeira. Engraçado, nunca vi isso acontecer em nenhum momento na Bíblia Deus usando a numerologia como forma de angariar recursos para a construção de seu templo, e muito menos na manutenção de seus servos e ministros.

No Velho Testamento, o dízimo era a primícia de tudo o que tinha sido plantado, de tudo o que se havia criado. Ofereciam-se as melhores ovelhas, as melhores aves, os melhores legumes e verduras, era uma atitude de gratidão, sem absolutamente barganhar nada com Deus, mas sim agradecê-Lo por mais uma boa colheita. Quando Davi convocou o povo a oferecer o melhor para Deus, ele mesmo não usou do discurso da troca; ele simplesmente doou, ofereceu a Deus o melhor porque Deus merece o melhor. E muita gente ali não tinha as posses de Davi, mas deram o seu melhor, porque o melhor não está nas posses, está no coração grato a Deus.

Agora se julga o indivíduo, e muitos indivíduos acabam se julgando assim, baseado na sua conta bancária. É uma segregação monetária travestida de teologia da prosperidade, que tanto uma quanto a outra são demoníacas e afetam a humanidade de uma forma tão violenta que gastamos além das nossas posses para mostrar ter o que não podemos; mostrar ser o que de fato não somos, e fingirmos uma prosperidade que nunca aconteceu de fato. A prosperidade verdadeira acontece no coração e não no bolso.

A barganha só funciona quando se tem dois lados. Um lado que oferece e outro lado que aceita, portanto, na minha interpretação, o pecado não está só no pastor/empresário, mas também está no membro/barganhador. Ambos estão em busca de algo terreno quando a Bíblia sempre apontou para as coisas lá do alto, infinitamente superiores e prósperas comparadas com as daqui.
A prosperidade oferecida nada mais é que uma mentira e faz com que pessoas sinceras, amantes da verdade, deixem-se infectar por parasitas camuflados de guias espirituais, alguns até bastante convincentes, e façam com que muitos entrem numa roda gigante de frustrações e de violentas decepções onde se culpa Deus e não o mentiroso de terno.

Quem sabe poderemos chegar um dia onde teremos dízimos como formas de gratidão e não de troca. Quem sabe um dia poderá assistir à televisão e não vermos mais esses aproveitadores camuflados de pastores. Quem sabe tudo não passe de uma pegadinha de mau gosto e a gente acabe descobrindo que estamos participando do programa Topa Tudo Por Dinheiro, em nome e para a glória de Deus, é claro!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Entre Príncipes e Mendigos!


Quando criança foi-me apresentado um livro que me marcou bastante. Na verdade era um livro com figuras dos personagens da Disney que contava uma história de um príncipe cansado de viver só naquele mundinho do palácio real e prontamente se disfarça de mendigo e foge daquele convívio que havia se tornado para ele insuportável!

Chegando à vila, ele encontra alguém muito parecido com ele, quase que um irmão gêmeo e lhe propõe uma troca. Viveriam por um dia a realidade do outro. Só que esse dia durou um razoável tempo e quando caíram em si, tiveram que desmentir toda a farsa e arcar com as conseqüências que, na grande maioria das histórias para as crianças, acabam com um final feliz e tudo muito bem resolvido.

Mas na vida real não é bem assim não! Todos nós temos nossos dias de príncipes e mendigos; todos nós alimentamos em determinados momentos e ocasiões o príncipe e em outros encontros, o mendigo.

O problema não está em conviver com esses dois “gêmeos” de realidades tão distantes umas das outras, mas está em enganar a nós mesmos usando-os para conseguir prestígio, pena, reconhecimento e até mesmo momentos de profunda solidão. O príncipe deseja pompas, palmas, reconhecimento, carinho, mesmo que seja até mesmo falso da parte de algumas pessoas, mesmo que seja interesseiro por parte de outras, mas o príncipe deseja porque ele, afinal de contas, é o príncipe. Por outro lado, o mendigo é aquele onde queremos um pouco mais de liberdade, é onde colocamos as nossas vontades mais loucas e desejos mais descontrolados, afinal de contas é um mendigo, ninguém dará a mínima.

Ao mesmo tempo em que convivemos com essas realidades, afirmamos para todos os lados do globo que estamos sofrendo e que não conseguimos encontrar razão nenhuma para continuar vivendo dessa forma. Está na hora de príncipes e mendigos se tornarem simplesmente uma única pessoa, a saber, a real pessoa por trás dessas pseudo-identidades.

O processo chamado por nós de santificação, de renovação do ser nada mais é que esse processo de juntar o que antes se havia se separado por quaisquer razões, seja na vida familiar, financeira, emocional ou até mesmo religiosa, onde encaramos o pecado do príncipe de uma forma totalmente diferente do pecado do mendigo, só que esquecemos que eles coexistem na mesma pessoa; nós.

Portanto, quem peca não é ninguém mais que nós, e quem necessitamos do perdão somos nós, de modo que quem também precisa de cura somos nós e todos aqueles que reconhecem que vivem uma vida de mentiras e falsidades, tentando enganar a si mesmos.

Só há um lugar onde todos se convergem e se curam, esse lugar chama-se Calvário. É onde todos nós temos a oportunidade e o presente de experimentar um processo maravilhoso de cura e de perdão que procede do sangue puro e ressuscitador de Cristo. Basta irmos aos pés da cruz e nos olharmos ali tendo a plena certeza que depois da cruz há ressurreição.

Zina É Detido Com Cocaína E Liberado!


Pois é, gente! O Zina do Pânico foi detido com cocaína. Zina com cocaína até que rima!

Agora, imagina na hora da prisão o que ele deve ter falado quando o guarda falou pra ele ir pra cadeia: "Topo, topo, topo! Por que não? Vamo caí pá dento!" Imaginem a galera perguntando qual seria o nome dele. Ele espera, dá uma pausa e responde: "Ronaldo!"

Ditados Populares Que Todo Mundo Erra!


No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'.

Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'.

EU NÃO SABIA. E VOCÊ?

'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'

Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Cor de burro quando foge.'

O correto é:

'Corro de burro quando foge!'

Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.'

O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado:

'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.

O correto é:

'Esculpido em Carrara.'
(Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'

O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'

Vai dizer que você falava corretamente algum desses?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uma Teimosia Necessária!


Onde há lágrimas, também pode haver sorriso e festa. É claro que hoje em dia se tornou mais fácil chorar a festejar. Isso porque a violência e a injustiça ainda insistem em reinar no nosso cotidiano. Famílias inteiras destruídas por causa de uma pedra de crack; um irmão não consegue olhar na cara do outro por conta de míseros trocados; as coisas hoje em dia falam mais alto que o senso de família e quase que ultrapassam o limite do que é ser humano.

Mas ao mesmo tempo em que há uma insistência de um lado cruel e sem compaixão, há também um lado onde existe uma teimosia celestial, onde Cristo ainda grita pelos quatro cantos do mundo que o amor Dele não acabou e que não há nada nessa Terra, nem nos sofrimentos presentes e muito menos nas tragédias futuras onde possa haver qualquer indício de que haverá uma ruptura ou uma separação desse amor.

Há na história da humanidade um eco teimoso de Deus, uma insistência quase que absurda da parte do Altíssimo de querer, desde a queda humana, restabelecer um contato novo, um relacionamento cheio de vida novamente com Sua criação. É um Deus que teima em salvar sua cria, seus filhos de um mundo perverso e desumano.

A humanidade está aprendendo a se desumanizar a cada minuto de seu dia, a cada cumprimento não correspondido, a cada mendigo de esquina, a cada indiferença social e isso acaba afetando a Igreja de uma forma direta, pois na Igreja estão aqueles que ainda convivem e estão no meio desse tiroteio, onde os cegos é que estão com as armas.

Nosso chamado é mostrar que é possível voltarmos a sermos humanos e termos um relacionamento maravilhoso com o Pai da humanidade; o único humanista capaz de conviver com nossas falhas e mesmo assim, nos amar e nos aceitar da mesma forma como antes de termos cometido nosso primeiro pecado.

A dor dura uma noite inteira, e essa noite parece não passar; mas há uma promessa, e me apego a ela com unhas e dentes, de que a alegria, a paz, o perdão, a cura e tantos outros presentes vêm pela manhã. É como passar a noite toda de Natal esperando aquele presente que sabemos estará lá pela manhã. Quase não conseguimos dormir de tanta ansiedade, quase não conseguimos pregar os olhos de tanta afobação. Nosso presente de Natal pode chegar antes mesmo do dia raiar.

Foi assim na ressurreição de Nosso Senhor. Antes mesmo que as mulheres tomassem conhecimento do que havia acontecido, o Senhor estava vivo. Antes de elas verem a pedra rolada, abrindo a tumba; antes de o sol mostrar o seu brilho, o Senhor já havia brilhado.

Quando choramos, quando lamentamos e quando reconhecemos que não dá mais e estamos a ponto de dar um basta em tudo que se chama vida, acontece em nós o que tem acontecido em muitas vidas; o Senhor ressurge em nós e mais uma vez Sua teimosia em nos amar nos consola e nos faz agradecer por termos um Deus tão teimoso.

Entre Humanos e Manequins!


Recentemente ouvi uma mensagem do Pr. Caio Fábio onde ele fala sobre a vida no evangelho e como essa vida tem sido vivida por nós chamados “evangélicos”, termo esse que denota que partimos do pressuposto do Evangelho, mas a realidade é totalmente diferente.

O que temos visto na verdade, e principalmente nos meios de comunicação onde não se fala mais em Evangelho, mas sim se fala em “Dinheirogelho”, ou “Prosperogelho”, é uma onde de quase uma lavagem cerebral na mente dos filhos de Deus. É mais fácil controlar massas do que formar discípulos.

Não se vê paz e alegria nos olhares da maioria das pessoas nas nossas igrejas. Por conta de tantas adversidades e por causa de tanta dor, a fé de alguns se cansou, o amor de alguns se esfriou, a confiança de alguns se abalou e a paz de muitos foi substituída por remédios para dormir, remédios para emagrecer, por um consumismo descontrolável que por fim traz não tranqüilidade, mas muitos mais dor de cabeça e mais problemas a serem resolvidos e entramos nesse globo da morte onde cometemos suicídios emocionais e espirituais o tempo todo.

Temos uma idéia de que conversão é aquela baseada nos testemunhos apresentados. Aqueles que diziam que antes o Fulano bebia, fumava, cheirava, pegava todas as mulheres que queria, esbaldava em gastar dinheiro e depois que aceitou Jesus a vida dele mudou; agora não bebe, não fuma, não cheira, não pega ninguém, não gasta dinheiro com bobagem, mas lá dentro se nega a assumir que continua sendo humano, tendo as mesmas vontades de antes, tendo os mesmos desejos de antes. E aí fica a pergunta: Quem engana quem?

Se forem ver os manequins das vitrines não bebem, não fumam e não se drogam, não transam, não precisam gastar dinheiro com roupas, mas sempre estão bem vestidos. Dá a impressão que criamos verdadeiros manequins. Acaba sendo sim, uma nova criatura, mas sem vida, sem esperança, sem gosto de viver. O que precisamos entender é que somos humanos convertidos e em processo constante onde enfrentamos nossos medos, confrontamos eventuais falhas e erguendo a cabeça sempre porque quem começou a boa obra um dia vai terminar.

Não há um incentivo ao pecado, mas um grito de liberdade que existe em Cristo e no Evangelho por Ele ensinado. Não precisamos de um programa de dados pré programado, cheio de diretrizes e de movimentos pré agendados; até porque não somos “RoboCrentes”. O que precisamos é enxergar de uma vez por todas que é sim possível ser crente e ao mesmo tempo humano. É possível encararmos nossas crises e tentações de uma maneira mais humana e com menos indiferença. É possível olharmos para cada irmão nosso na fé de uma maneira diferente e mais humana àquela ao olharmos uma vitrine de loja. Não sois manequins, humanos é que sois.

Eu com o Rosa de Saron!

No domingo acabei indo ao show do Rosa de Saron em Prudente.
Foi um showzão! E ainda de quebra na segunda, a convite de um amigo, acabei conhecendo os caras na importadora da Sonotec. Foi um dia bacana! A rapaziada do Rosa são, sem dúvida nenhuma, uma galera comprometida e muito temente a Deus. Uma experiência inesquecível!
Ficam aí as fotos pra vc conferir que também estão no orkut! Valeu galera!






sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sempre Que Tiver Um Ainda!


Ainda que o mundo vire as costas para mim, e nossos sonhos sejam considerados como meras alucinações por pessoas que acreditávamos que iam sonhar junto conosco; ainda que a esperança seja aquela que foi a primeira vítima fatal diante de tragédias e peças pregadas pela vida; ainda que a fé esteja cicatrizada por conta de tantas decepções; Ele não nos abandona.

Ainda que todos os membros de nossa casa familiar virarem as costas para nós, não depositando nem um pouquinho de confiança nas nossas percepções de vida; ainda que nossos relacionamentos fracassem por razões que não devem ser levadas tão a sério porque podem atingir a todos nós em qualquer momento; ainda que sejamos apunhalados nas costas ou pela frente pelos nossos “Brutus”; Ele ainda não nos desampara.

Ainda que nossa vontade seja totalmente contrária ao que Deus determinou que fosse; ainda que haja uma briga constante entre o bem e o mal dentro de nós e não conseguimos trazer certo controle nessa disputa; ainda que estejamos longe de casa e longe da presença do Pai; Ele nos espera de braços abertos e coração compassivo onde sempre terá nosso lugar reservado.

Ainda que enfrentemos perdas das mais inesperadas e incompreensíveis; ainda que não tenhamos força para realmente enfrentar a situação e levantar a cabeça; ainda que as pessoas nos julguem de não termos fé; Ele ainda nos entende e ainda ama porque Ele não pode negar o que realmente é, ou seja, o verdadeiro amor.

Ainda que enfrentemos tempestades emocionais; ainda que não tivéssemos força para levantar da cama; ainda que não possuíssemos o ânimo necessário para prosseguir a caminhada da vida; ainda que nossos olhos não consigam fixar em Cristo e comecemos a afundar e, perdidos, vemo-nos envoltos pelas ondas e pelo mar que quer nos engolir de vez; Ele é fiel o suficiente para alcançar nossa mão e nos tirar lá do fundo, mesmo que para isso seja necessário andar por sobre essas águas.

Ainda que tudo se perca; ainda que tudo se desintegre; ainda que o nada seja a sobra final; Ele é poderoso suficiente para refazer, renovar, ressuscitar o que estava morto, mesmo que seja por quatro dias, quatro meses ou quatro anos.

Deus é em Cristo e por isso há esperança para qualquer ser humano. É a certeza que o amanhã será melhor, não sabemos quando, mas temos lá no fundo do coração, a certeza do como. Talvez percamos a fé na caminhada, talvez estejamos anestesiados para a mensagem simples do evangelho que se resume em palavras simples como amor, esperança, misericórdia, alegria e paz. São palavras tão distantes do nosso dia a dia, mas ao mesmo tempo tão próximas; vizinhas ao nosso desespero.

Sempre que existir um “ainda”, haverá uma esperança em resposta. Há tempo de se consertar, há tempo para voltar pra casa e ser reconhecido novamente como filho ou filha, há tempo de celebrar e de ter sempre um “ainda” e uma história pra contar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Fé Que Nos Faz Viver!


Acredito que a fé, além da esperança e da confiança em Deus, é o elemento principal para tomarmos as decisões mais importantes da nossa vida. Na fé é onde todas as demais coisas se encontram e tomam forma e significado. É na fé que acreditamos nos milagres e em dias melhores para nossos entes, amigos e para nós mesmos.

Mas e quando essa fé se esvai? E quando essa fé se torna menor que o grão de areia e menos eficaz que qualquer crença? O que fazer quando nos encontramos em situações onde nossa fé se tornou não mais do que uma lembrança boa de uma época dourada onde os impossíveis poderiam acontecer, onde sonhos poderiam se realizar, onde a esperança de fato nunca poderia morrer?

Há momentos que nossa fé literalmente se congela, estaciona-se num ponto e não anda nem pra frente e nem pra trás; ela simplesmente se finge de morta e fica deitada naquele berço esplêndido chamado religião. Achamos que se estamos freqüentando a igreja, realizando os trabalhos da comunidade, devolvendo o dízimo ou fazendo qualquer outra coisa relacionada à vida institucional eclesiástica, nossa fé está intacta ou inatingível. Ledo engano nosso!

Existem pessoas que estão na igreja, dentro dos nossos salões de culto e estão completamente vazias por dentro, e não por uma razão de abandono, mas pelo simples fato de que elas não estão conseguindo abrir os olhos, não estão conseguindo levantar as mãos, não estão conseguindo pronunciar uma única palavra durante uma oração, só se ouve um murmurar de ruídos que expressam uma agonia e um desespero de querer encontrar onde foi parar aquela fé que tanto se fala. A angústia substitui a alegria de servir a Deus e um sentimento de culpa nos invade de tal forma que não mais sabemos se estamos pecando, se estamos salvos, se estamos vivendo.

A fé que aprendemos em alguns lugares é para seres extraterrestres, não para seres humanos que sentem, sofrem, seres que são tentados o tempo todo e puxados constantemente para as práticas e paixões humanas. Não ouvimos falar de fé para os deprimidos, para aqueles atacados pelo pânico, para os doentes emocionais. Não! A fé só cabe em lugares onde os semideuses estão, onde os Hércules e os Aquiles espirituais freqüentam.

A Bíblia nos mostra pessoas comuns que conseguiram vencer situações onde muitas vezes pensamos que nunca poderíamos vencer. Esquecemos que todos aqueles personagens bíblicos, exceto nosso Senhor, eram essencialmente humanos e falhos. O que eles fizeram e que foi a grande diferença é que, apesar de estarem pequenos, fracos, despedaçados, quase que moribundos na fé, quase desistindo de tudo e desejando intimamente a morte para si, eles lembraram que ainda havia Alguém que pode tirar a pedra e nos chamar para fora. Poderemos nos esquecer de Cristo, mas Ele jamais vai se esquecer de nós.

A fé genuína é aquela que mesmo fraca, congelada, quase morta, sabe que uma hora dessa nosso nome a gente vai ouvir e por causa Dele, só Dele, sairemos de onde parecia ser nosso último estágio e nos leva para ficarmos do lado Daquele que faz a vida valer a pena.

O Divino e o Humano!


De repente me vi numa das situações mais assustadoras de toda minha vida. Pessoas me vendo e a exposição de algo que alguns sabiam que era verdade, mas nem tanto, trouxe um sentimento de impotência total. Em poucos minutos, fui de um ponto da vida onde as coisas pareciam ser controláveis a outro ponto onde toda minha humanidade foi colocada à luz, diante de pessoas que estavam tão perdidas quanto eu.

O simples fato de um pastor ou qualquer líder religioso ser um “doente”, estar na categoria de impotência sentimental ou fazer parte daqueles que são considerados “inabilitados” para uma função religiosa na mente de algumas pessoas, por mais absurda que essa idéia possa ser; que tem em sua interpretação de que os homens de fé jamais serão atingidos, até porque são cabeças e não caldas.

O discurso que é pregado e apregoado hoje nas igrejas de uma forma geral é que nosso alvo é uma divindade totalmente destituída do humano. O maior exemplo contra esse idéia é o próprio Cristo que nos ensina que é possível sermos humanos e, ainda que sejamos encharcados com o pecado, termos a imagem e semelhança do nosso Criador coexistindo em nós.

Quando percebi que posso ser frágil sem perder a minha fé, quando percebi que posso tropeçar na caminhada e ao mesmo tempo saber que tem Alguém que me ajuda a levantar, percebi que a fé cristã não é feita de deuses olímpicos, mas de humanos reais iguais a mim e a você. Por conta desse discurso triunfalista das nossas igrejas, pastores e líderes de qualquer departamento, presbíteros e diáconos sofrem por não poderem pedir ajuda no lugar onde toda ajuda deveria ser encontrada. O medo de ser taxado de “ser cego por causa do pecado” incomoda tanta gente que simplesmente nos calamos e sofremos calados esperando o milagre divino que pode acontecer no abrir das nossas bocas e ao confessar que daqui pra frente não dá pra prosseguir sozinho.

Não fomos criados para sermos sozinhos. Não fomos criados para sermos discretos demais com nossos sentimentos. Não fomos criados para sermos transformados dia após dia numa aberração robótica onde tudo pode ser explicadinho nos seus mínimos detalhes. Fomos criados para sermos seres humanos e termos um relacionamento íntimo com nosso Pai. Humanos, porque temos sentimentos, temos poder de escolha, temos a possibilidade do erro e a benção do acerto. Mas não acertamos sozinhos, mas podemos errar sozinhos. Andando juntos e compreendendo as dificuldades dos outros, não sendo indiferentes com as dores e tensões dos outros, podemos ser um exército que não deixa ninguém para trás no campo de batalha, mesmo ferido.

O conflito entre o divino e o humano resume-se na cruz, onde Deus se sacrifica para que a humanidade saiba ser mais humana e pare de querer ser divino demais. O último que quis ser Deus nem no céu está e nem pra lá vai. Prefiro caminhar na minha humanidade e saber que a redenção final me espera de braços abertos.