quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Se Não Fosse o Pecado
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Os Que Vencem Ao Fracassar
Provavelmente não há esperança para mim... Existo em meio a contradições, minha alma está dividida, estou em “milhares de carros, eu estou ao meio”. A grande maioria dos meus sonhos nunca se cumpriu, boa parte dos projetos que idealizei deu em nada, já trabalhei sem ter resultados, me senti por vezes como Sansão, rodando a grande roda de moinho da vida sem sair do lugar.
Como disse o Lulu Santos em sua canção, “já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos despenquei, e quantas pedras me atiraram, ou quantas atirei”. Já me meti em muitas enrascadas, fiz escolhas desastrosas, perdi tempo, perdi dinheiro, perdi amigos, perdi vida, essa coisa preciosa que não se pode recuperar, vida que escorreu pelos meus dedos, seiva que se foi como um rio pelo esgoto do cotidiano.
Na verdade, “eu não sou um homem; sou um campo de batalhas” como afirmou Nietzsche. Dentro de mim há fogo, dores, desencontros e paradoxos. Estou em “guerra” contra Deus, contra o meu semelhante, contra mim mesmo. Luto para saber quem sou, por que sou, de onde vim, para onde vou? Por vezes eu tenho as respostas, já em outros momentos sinto-me suspenso, dependurado sob a navalha da verdade, encurralado entre a razão e a fé, entre o real e o intangível.
Mais há uma fagulha em mim que teima em não apagar. Mesmo reconhecendo que perdi muitas coisas, nunca se extinguiu a paixão que sinto por Deus. Ainda que eu esteja neste atoleiro existencial, onde não se vai nem para frente nem para trás, continuo crendo, pois existir é absurdo, é contra-fluxo, é contra-mão.
Eis, então, surge a “dialética de Paulo”: “de todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos”. Talvez lhe pareça o coro dos insensatos, mas não é. É paradoxo, é mistério, é, sem dúvida alguma, incompreensível tentar compreender com as lentes da razão aquilo que só pode ser discernido pelo coração.
Talvez seja por isso que eu continuo, insisto, não desisto. Há dias que estou de pé e outros nos quais me arrasto pelo chão gelado do inimaginável. Vou, como diz Che Guevara, “derrota após derrota até a vitória final”. Faço como me ensina a Escritura, “diga o fraco: eu sou forte”.
E quem foi que disse que só se vence quando se ganha? Que nada! Muito pelo contrário, há vitórias que só podem ser atingidas quando se é “derrotado”, pois é “morrendo que se vive para a vida eterna”! E aqui eu lhe afirmo: existe, sim, aqueles que só vencem ao fracassar, os que abriram mão de ser qualquer coisa que não seja em Deus.
Num mundo feito apenas para os “campeões”, prefiro ser perdedor. E se você quiser saber o que é derrota, eu vou lhe dizer, nas palavras de Martha Medeiros: “derrota é quando a gente ganha dos outros, mas desiste de si mesmo”. A bem da verdade, já desisti de mim muitas vezes, e só continuo por aqui porque “Ele” jamais desistiu...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Medicina Alternativa

William Shakespeare imortalizou uma história de amor que acabou em tragédia. Uma maneira de se interpretar o conto é dizer que o ódio e o orgulho das famílias rivais falaram mais alto ou, para ser mais direto, foi mais importante que o amor entre os dois jovens amantes; membros de famílias diferentes.
Romeu e Julieta são ao mesmo tempo uma celebração do amor e uma denúncia. Eles expõem para o mundo inteiro um dos maiores males, senão o maior, do ser humano, a saber, a dificuldade beirando a impossibilidade de perdoar. O casal precisou morrer para poder ficar juntos. Queriam enganar a morte, mas a morte não se engana, ela precisa ser vencida. Vencendo-a, não existe melhor aliada. Ao invés de viver uma vida juntos, Romeu e Julieta perceberam que suas famílias não se entendiam, seus entes preferiram o ódio, optaram pela raiva que depois de anos só existia por causa de uma tradição e nada mais.
E se houvesse perdão? E se houvesse uma possibilidade de convivência respeitosa? Afinal de contas, os filhos se amavam e eles são, ou deveriam ser mais valiosos que qualquer briga. A vida da gente se confunde um pouco com a vida desse casal. Às vezes, percebe-se que é melhor deixar do jeito que está, isto é, não motivado por sabedoria, mas por orgulho. Não há possibilidade de cura por meio do perdão se o orgulho for mais forte.
Perdoar não é fácil, mas conviver com a mágoa todo o momento trazendo à nossa memória dores causadas pelos outros e corroendo a alma dia após dia é insuportável. Mas na maioria das vezes optamos por esse caminho, preferimos sofrer calados a sofrer as dores da cura interior. Anestesiar a alma com desculpas e razões egoístas é mais fácil que mexer na ferida até cicatrizar, mas mais cedo ou mais tarde a anestesia passa e voltamos a encarar a realidade dos fatos. Alguns preferem se drogar novamente, outros escolhem passar pelo tratamento do perdão, pelo processo curativo de deixar viver o outro e a si mesmo.
Voltando ao romance shakespeariano, a morte do casal trouxe reconciliação entre as duas famílias. A tentativa de fuga se transformou no mais famoso suicídio da dramaturgia, mas também trouxe luz às duas maiores verdades universais: “É melhor prevenir a remediar” e “Perdoe as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Se houvesse uma reconciliação antes, se a chance de um diálogo pudesse encontrar lugar na historia, se o orgulho fosse apenas coadjuvante e não um dos principais protagonistas talvez o final fosse diferente.
Deus, entendendo nosso orgulho e não aceitando a situação de separação de Sua mais bela e perfeita obra, resolve “se matar” para que houvesse reconciliação entre Criador e criatura, entre Pai e Seus filhos rebeldes. Diferentemente da peça teatral, Cristo volta à vida possibilitando o efeito poderoso do perdão e também se abre a porta de uma segunda chance para a humanidade. Cristo ensina que o perdão vem através de sangue, suor e lágrimas; não é uma escolha fácil de tomar, mas não há nada nesse mundo mais forte e libertador que dizer “eu te perdôo”. Não é um processo simples e indolor, como alguns podem achar, mas é o único que possibilita o homem gerar vida no outro e permiti-lo experimentar a plenitude da vida.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
A (In)Diferença Cristã
Não precisamos derrotar nossos medos, basta lutar contra eles. Não precisamos tratar o pecado e o pecador com uma pseudo justiça e uma falsa moralidade, apenas enfrente as dificuldades humanas de forma honesta e curadora. O grande problema é que não estamos dispostos a lutar por mais nada. Lutar contra o pecado é lutar por seres humanos melhores e sem máscaras. O que mais se tem é gente querendo esconder o que não deve ser escondido. É o mesmo que ir ao médico e não dizer os sintomas, ou mentir dizendo que não está sentindo nada.
A grande diferença cristã nesse mundo maluco de incoerências é não criar diferença nenhuma. O problema é que criamos um gueto onde só se entra ou só se sai seguindo alguns rituais ou dogmas produzidos ao longo da história, ou vestindo determinados tipos de roupas, ou tendo um penteado caracterizado, ou falando uma língua “evangeliquês”, tudo se resumindo a usos e costumes.
O cristão é um ser humano como qualquer outro, mas que tomou a decisão de lutar contra seus desejos ao invés de cruzar os braços e deixar que a vida o levasse para qualquer lugar ou situação. O cristão não se preocupa em ganhar ou perder, ele se preocupa em entrar na briga. A vitória é dada àquele que se dispõe a enfrentar as filosofias e os comportamentos que querem transformar o ser humano na pior das criaturas divinas, sendo que Deus quando cria o homem diz que é muito bom. Portanto, se o Criador diz que sua criação é muito boa, isso significa que um valor divino foi depositado em cada ser humano vivente na Terra. Não há uma pessoa sequer na Terra em que Deus tenha se arrependido de ter criado. A questão é que durante suas vidas, algumas criaturas se acharam no direito de seguir em frente sem a permissão e o cuidado de Deus. Deus, sendo pai bondoso e conhecedor de todos os futuros de todas as histórias, deixa ir, na esperança do retorno de seu filho ao lar.
Combater o bom combate não significa que a pessoa tenha ganhado, apenas que valeu a pena não ter desistido de lutar. É matando um leão por dia, engolindo sapo e dando meia volta onde parecia ser certo prosseguir que o cristão se converte em ser humano. E o ser humano se converte em cristão quando reconhece que só consegue lutar dessa forma através da força, da graça e da presença de Deus.
A Bíblia diz que os tímidos não herdarão o Reino. O Livro não fala da personalidade da pessoa, mas sim da covardia, da timidez diante da escolha a ser tomada. Aqueles que insistem em lutar, aqueles que não abaixam a guarda, aqueles que choram quando não encontram forças, mesmo persistindo o desejo de continuar na batalha, aqueles que de joelhos não cansam de pedir por reforço constante não serão envergonhados, ainda que tombem na terra, serão coroados na eternidade.
O cristão que quer fazer diferença siga essa simples verdade: combata o bom combate, não desista de insistir em acreditar porque Ele está a caminho. Quando Ele chegar, o tempo das batalhas se encerra e o tempo de revelar de que lado lutamos se inicia.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Uma Nova Utopia, Um Convite Urgente
Todo mundo um dia teve vontade de jogar tudo para o alto e recomeçar a vida, mas faltou coragem. Sentia que o casamento não ia bem, os negócios sempre na corda bamba e a gente com a corda no pescoço. O marasmo da vida, a rotina, o mesmismo, todos esses nomes nos assustam e com razão. Lemos os livros de aventuras ou assistimos aos filmes desses livros e sonhamos em ser os aventureiros, os heróis dessas histórias e no final de tudo perguntamos: “Por que isso não acontece comigo?”.
O Cristianismo verdadeiro tem uma proposta que satisfaz esse desejo de todo ser humano que é o desejo de encontrar valor na vida, mais especificamente o seu próprio valor. Mas dentro dessa verdade não se encontra valor próprio sem o outro; sempre o outro tem algo para nos acrescentar. Agora, com isso em mente, precisa-se entender que existe O Outro, ou Aquele que sem o qual não existiria nenhum outro ou nenhuma outra. Ou seja, sem a fonte de tudo o que se conhece e não se conhece nada do que foi feito seria de fato feito.
Cristo é esse Outro que não cabe apenas em idéias e conceitos religiosos. Não cabe em dogmas ou doutrinas. Cristo é revelado em pessoas à Sua imagem e semelhança. A conversão é o movimento do coração e da mente que entende que não somos donos dos nossos narizes, como se diz, mas somos cooperadores, filhos, amigos e dependentes do Outro e de outros também. Alguém que se converte começa a ter a capacidade de encontrar os atributos de Deus em todas as áreas da vida como as artes, entretenimento, esportes e tantos outros. É o início de uma percepção mais santa, mais apurada e divertida.
De fato, o novo assusta. Não estou falando de uma nova religião, mas de uma nova maneira de ver e de viver a vida. Além de assustar, o novo causa preguiça. A gente não quer mudar de vida porque do jeito que está, mesmo sendo a mais chata das situações, todo mundo está assim. Então, pra que mexer com quem está quieto? É cômodo. Mas se isso fosse verdade o racismo continuaria forte nos Estados Unidos, a ditadura e a escravidão ainda reinariam no Brasil e não teríamos nenhuma história bacana pra contar para nossos filhos e netos.
A verdadeira mensagem de Cristo é uma utopia possível. Utopia por ser considerada louca, revolucionária e impossível aos olhos do homem, mas possível porque quem realiza a revolução é Aquele que faz homens considerados poderosos demais se ajoelharem e aqueles que estão de joelhos permanecerem como estão. Ser o novo é fazer o contrário possível.
A maior contradição da história foi personificada em Cristo. Deus que se faz homem ensinando o homem a ser mais humano. E ao fazer isso, o homem de torna mais divino, portanto mais próximo de Deus e cumprindo seu papel de ser Sua imagem e semelhança.
Há duas maneiras de viver a mesma coisa: jogue tudo para o alto como um sinal de desistência e de completo desejo de anarquia e desorganização da vida ou faça a mesma coisa, mas com um desejo apaixonado de reorganizar sua vida e também como um ato sincero de reconhecimento Àquele que faz novas todas as coisas.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Isso é Guerra!

Uma mãe que enterra seu filho antes da ordem natural das coisas. Um pai que rala todo dia, sua a camisa no serviço e nos ônibus, carros ou metrôs que o levam para o trabalho e no final do mês parece que o salário ri de sua cara e de seu esforço. Um filho ou filha que só queria brincar de uma forma mais perigosa. Queria subir aquela árvore mais alta, queria pular aquele muro mais alto. Mas a árvore agora se transforma numa viagem mais perigosa chamada “Droga”; o muro agora tem outro nome; é chamado de “Vício”. O que era para ser uma brincadeira de criança se torna problema de gente grande. Quando criança a gente queria ser grande, mas não dessa forma.
Os dias passam e dão a impressão que eles estão cada vez mais malignos, mais vazios, menos divertidos, menos interessantes. Já reparou que por mais que se tenham opções de programas a gente não desgruda o dedo do controle remoto da TV. Por mais que se crie atividades das mais variadas dentro da igreja as coisas parecem iguais. Por mais pessoas que tenhamos nas nossas redes sociais, a sensação é que a gente está falando sozinho.
Estamos numa guerra impiedosa; quer você queira ou não. Uma guerra pela alma desse mundo. É uma guerra entre a segunda chance da humanidade e a sua total condenação. De um lado um Homem/Deus ou Deus/Homem abre os braços e o peito para receber todos os tiros e balas perdidas em direção a cada um de nós. Do outro um príncipe caído, um anjo sem asas, a personificação do mal e seu maior significado. Ambos não desistem de seus objetivos.
Da mesma forma que Cristo não deixa de amar, o diabo não deixa de odiar. No meio disso tudo estamos nós; o alvo desse amor e desse ódio. Representamos o melhor de Deus, a obra prima do Eterno, a Mona Lisa, o teto da Capela Sistina, o jardim suspenso, as pirâmides, tudo o que é belo e de melhor, toda perfeição na relação Criador/criatura foi detalhadamente planejado e sonhado.
Mas também toda destruição e morte, todo desejo maldoso, toda mancha na pintura, todo defeito de fabricação encontrou lugar no nosso coração. Optamos por uma única fruta quando tínhamos todos os pomares do mundo. Preferimos a comida mofada e embolorada quando podíamos repetir todos os pratos e todos os sabores.
A guerra não está perdida. Somos como soldados feridos às portas da Grande Conquista. Os ferimentos doem e entram cada vez mais fundo na carne, mas Aquele que cura todas as feridas e enxuga todas as lágrimas está chegando. Aquele que faz coxos andar e cegos enxergar vem com paixão e fúria trazendo em suas mãos as nossas coroas.
Convoco todos os príncipes e princesas do Reino Celestial, todos os reis e rainhas do Céu a tomarem seus lugares ao lado do exército do Senhor dos Exércitos, a ficarem firmes em suas posições, a não desistirem de seus sonhos e de sua fé, porque Ele está chegando e não demora. Pois lembrem-se: ainda estamos em guerra!
domingo, 6 de novembro de 2011
Entre Prostíbulos e Enfermarias!
G.K. Chesterton, conhecido pensador e escritor britânico católico disse a seguinte frase: "Todo homem que bate na porta de um bordel está a procura de Deus". Confesso que fiquei petrificado diante de tal afirmação. Verdade! Fui tomado por um entendimento que não havia pensado antes. E isso me levou a escrever esse texto que é fruto apenas de uma reflexão diante da hipocrisia que a gente tem vivido.
Se você imaginar um prostíbulo conseguirá imaginar várias cenas acontecendo ao mesmo tempo. Talvez alguns nunca estiveram em um, mas conseguem através de conversas, depoimentos, fotos, filmes levantarem um esquema parecido. Imagine que nesse lugar estão todo tipo de gente com todo tipo de educação, posse e história. Agora saiba você que nesse lugar nada se consegue de graça, nada é gratuito. Um beijo, um abraço, um aperto de mão ou uma salada mista é pago. O entrar no ambiente tem um custo. A alegria de uma companhia, o prazer de um momento íntimo; tudo tem seu preço, mas nada ali é verdadeiro, é tudo mentira. O prazer, a alegria, a companhia, os elogios, os tapinhas nas costas; tudo é uma linda e efêmera ilusão.
As pessoas batem nas portas dos prostíbulos e bordeis porque ali, mesmo que sejam mentira, todos os sentimentos experimentados, todas as confissões, todas as histórias passam a ser verdade, porque é justamente o que todo ser humano quer; atenção, gentileza, compreensão, uma demonstração de carinho, ainda que seja falsa!
Mas na enfermaria não. Ali o sentimento é verdadeiro, é de cuidado. Ali todo mundo sabe a doença de todo mundo e ninguém se sente maior ou menor por causa disso. Nesse ambiente não é necessário mentir, usar máscaras, maquiagem para esconder as marcas e as cicatrizes, aliás, não se pode mentir porque senão a cura é inviável, o tratamento se torna inútil. Nada se faz nesse lugar apenas por dinheiro, mas por vocação. Lá as pessoas não produtos a serem analisados e consumidos; são seres humanos com suas fraquezas, doenças e dificuldades. Não precisam ser perfeitos e nem fingir qualquer postura de alguém impecável. Estão ali em busca da perfeição, estão ali reconhecendo a limitação, mas não se ajoelham perante ela. Lutam e lutam até o fim, porque o que importa não é se vão vencer ou perder, mas sim que não vão se entregar como aquele que luta o bom combate.
Convido a todos a saírem dos prostíbulos que estão vivendo, das maquiagens e cascas que estão impedindo a vida de lhes enxergarem e lhes reconhecerem como seres humanos que estão em busca de alegria, mas verdadeira; de paz, mas verdadeira; de companhia, mas verdadeira; de amizade, mas verdadeira!
Na enfermaria tem gente imperfeita. É como no Instituto do Dr. Hunter “Patch” Adams no estado de West Virginia nos Estados Unidos chamado “Gesundheit”, que do alemão significa “Saúde”, e que também pode ser usado quando alguém espirra. Lá todo mundo é paciente e doutor. Todos tratam e são tratados. Se não acreditarmos nisso e não aceitarmos o desafio de viver como uma enfermaria, onde a verdade vale mais que o bem estar mentiroso, continuaremos sofrendo calados e ninguém vai poder ouvir a nossa voz.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Um Dia A Gente Aprende!

terça-feira, 6 de setembro de 2011
SALMO 136 - Versão Brasileira

domingo, 31 de outubro de 2010
Imitadores!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
As Senhoras Primeiro
A Voz de Alguém
Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Não sei até onde isso é verdade, até onde Deus pode mesmo usar da voz do povo para falar alguma coisa. Mas o que sei e o que vi nesses poucos anos de vida é que nem sempre Deus está ecoando a voz do povo. Porém me ocorre que numa passagem específica das Escrituras Sagradas fica essa grande pergunta. Que voz condenou a Cristo à cruz? Seria a voz do povo ou a voz de Deus?
Numa eleição onde o universo inteiro estava envolvido, tínhamos de um lado o candidato do mundo; Barrabás, e do outro havia o candidato para o mundo; o próprio Cristo! Um representava a vontade soberana dos homens, o desejo de ser independente, o anseio de se ver livre de qualquer Deus humano. O Outro representava o interesse soberano do único Soberano, a vontade de ver Sua criatura livre do desejo de querer ser Deus, o desejo de libertar de uma vez por todas a Sua obra-prima de qualquer estereótipo pseudo santo ou pseudo religioso. A multidão fez a sua escolha. Mas qual seria a escolha?
Eles deveriam escolher aquele que sairia livre, sem culpa, perdoado de seus crimes. Aquele que ficasse estaria fadado à cruz e ao sofrimento que a crucificação acarretava. Em certo sentido, a multidão foi sim a voz de Deus. Deus escolheu que o homem fosse livre de sua culpa e de seu sofrimento e escolheu sofrer a vergonha do madeiro. A multidão mais uma vez foi um instrumento imperfeito nas mãos do Perfeito!
Há certos movimentos na nossa vida que a gente não entende e quando a gente força para entender parece que o sofrimento é dobrado. Há escolhas que a gente faz que, muitas vezes, não mostram nenhum resultado aparente. O fato de Cristo ter sido escolhido pelo povo não foi porque eles sabiam que a profecia precisava se cumprir e que o Cordeiro de Deus precisava ser sacrificado; eles queriam na verdade romper com esse Cristo atrevido, enxerido que veio da cidadezinha de Nazaré achando que era filho de Deus. As palavras de Jesus incomodavam a religiosidade e os interesses dos líderes. Eles não queriam a salvação; queriam a morte Daquele que prometia vida eterna!
Mas o tiro saiu pela culatra! Mesmo o mundo não querendo a salvação, negando até o último minuto o desejo de liberdade, Deus concedeu salvação de graça com graça. Mal sabia o povo que dizendo: “Crucifica-o” para Pilatos acerca de Jesus, ele estava dizendo sem saber que reconheciam o fato daquele Galileu Nazareno, filho de carpinteiro ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E tirou mesmo!
A história mostra que o pedido de morte partiu da multidão, mas a história também mostra que a infecção da humanidade pela vida partiu do próprio Deus antes mesmo da existência do universo. Se a voz do povo é a voz de Deus eu não sei. Só sei de uma coisa. Quando o povo saiu para crucificar o nosso Rei, quando saiu para zombá-lO e para maltratá-lO, Deus já havia dito que a salvação havia chegado e que era tempo de se alegrar.
domingo, 23 de maio de 2010
Á Espera de Um Milagre!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
DesculpaÊ
domingo, 7 de março de 2010
Duas Milhas!
As peças literárias mais conhecidas, as lendas mais veneradas trazem heróis que se vingam, acabam cometendo justiça e não perdão. Mostrar perdão no mundo de hoje é sinal de fraqueza e falta de esperteza. Por isso que me incomoda!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O Único Desafio!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Quero Ser Livre!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Brindes ou Abóboras!
Vejo que temos um pouco disso na nossa vida cristã. Nós queremos ser essa abóbora gigante. Queremos ser reconhecidos e desejamos ouvir elogios que massageiem nosso ego. Poucos desejam ser anônimos, poucos reconhecem que nada desse mundo permanece para sempre, nada desse mundo pertence a nós, nem mesmo o corpo, poucos querem apenas brindar, sabendo que a recompensa vem, mas não agora.