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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Se Não Fosse o Pecado



Imagine se não houvesse pecado no mundo de hoje! Uma série de coisas não aconteceria e provavelmente muitas das grandes mentes jamais seriam conhecidas! Não precisaríamos de médicos e nem de pesquisadores para achar curas de doenças malignas como a AIDS e o câncer! Não teríamos enfermeiros e nem de hospitais! Não teríamos pessoas internadas e gente presa nos corredores dos prontos-socorros recebendo tratamentos precários!

Não teríamos mais as sofridas despedidas! Ninguém precisaria ir embora o tempo todo porque no outro dia deveriam estar trabalhando e lutando pela sobrevivência! Talvez as pessoas pudessem se ver mais vezes e com um aproveitamento melhor do tempo! A saudade provavelmente seria morta com mais facilidade e sem muita burocracia! As famílias iriam se reunir mais e com grandes possibilidades de muito mais risadas do que brigas e bebedeiras fúteis!

Os cemitérios? Nem seriam conhecidos! Até porque não enterraríamos ninguém! Não seria bacana não ter velório de ninguém? Claro que seria! Ter seus pais e amigos que já se foram tão perto da gente e sem enfrentar o terrível e angustiante medo da perda deles! Bom, isso seria um sonho louco se não fosse uma realidade mais próxima do que você pode imaginar! Um dia isso tudo vai acontecer e será um dia lindo onde o céu vai descer e vai deixar de ser uma ideia teológica para ser o nosso lar, a nossa casa onde o pecado será apenas uma lenda, sem poder, sem efeito, sem existência!

domingo, 29 de janeiro de 2012

E Aí? Alguma Novidade?


Quando você pega o boletim todo o domingo, tenho certeza que expectativas inundam o seu coração, mesmo que sejam pequenas. Pelo menos, você espera algo de novo, algo que chame sua atenção, mas me permita dar um aviso: nāo há nada de novo debaixo do sol (Ec. 1:9b). Que constataçāo mais pessimista, e iniciar a semana com esse diagnóstico nāo traz muita esperança! Que tédio!

O Eclesiastes nos desafia a pensar e, como disse o Pr. Ed René Kivitz, "pensar dói". O pensar exige de nós a capacidade, ou pelo menos a tentativa de viver acima da mediocridade. O sociólogo Luiz Pondé diz que "o Eclesiastes deixa claro que o Deus de Israel nāo gosta de covardes". Eu lhe convido, na verdade lhe desafio a olhar a vida de uma maneira mais profunda e séria, sem os clichês "gospel".

Diante do desabafo sincero do Pregador, e talvez de muita gente, abre-se a porta para o que de fato é novo, ou seja, a singularidade. Todo dia nasce alguém até que esse "alguém" é seu filho. Sempre há uma novidade pra se viver quando se encara o desafio de entrar ma rotina da vida como se fosse a primeira vez. Como disse Peter Pan, personagem da obra homônima do escritor escoçês James Barrie: "Viver é a maior de todas as aventuras". E por que nāo cantar juntos com Gonzaguinha: "Viver e nāo ter a vergonha de ser feliz..."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Chaves do Evangelho

Quem nunca assistiu ao programa de humor infantil chamado “Chaves”? Creio que todo mundo já viu pelo menos um episódio, mas o que poucos sabem é que o nome “Chaves” é uma versão traduzida do original mexicano “El Chavo” que significa “o menino de rua”. “Chaves” nada mais era que o menino pobre, sem nome, que morava na casa de número oito. Roberto Gomez Bolaños, o criador do personagem e de tantos outros, pensou na história de um cortiço onde mora um desempregado com sua filha, uma viúva que se acha a dona do pedaço e seu filho mimado, uma aposentada e um menino de rua; e ainda tinha o senhorio, o dono do cortiço que vinha todo mês cobrar o aluguel! Critica social e humor estão presentes como ingredientes principais dessa obra televisiva.

Mas minha idéia aqui é usar uma frase totalmente despretensiosa de um dos episódios onde o Chaves diz: “Prefiro morrer do que perder a vida”! Tirando os erros gramaticais da frase, eu percebi algo aqui que o próprio Bolaños não intencionou dizer.

Numa das passagens mais desafiadoras da Bíblia, Cristo diz aos seus discípulos que quem vive por viver, vive em favor de si mesmo e de forma egoísta não vive e não tem vida; mas aquele que perde sua vida, ou seja, vive sob custódia do amor de Cristo, sob custódia do próprio cristo, isto é, Cristo ser o dono do meu nariz, não morre, mas vive.

Quando Chaves disse a frase foi para fazer uma piada redundante, mas para Cristo não redundância alguma. Morrer é diferente que perder a vida, na verdade, perde-se a vida em vida e não na morte, e a vida começa a ser plena na morte.

Em outra ocasião, Cristo afirma que aquele que acreditar Nele, ainda que morra, viverá. Não é um paradoxo? Não cria uma confusão? Claro que cria na cabeça de alguém que pensando que a vida se resume nas experiências daqui dessa terra. Paulo, o apóstolo, diz que viver é Cristo e morrer é lucro. Como assim? Paulo disse simplesmente que é possível viver ou experimentar viver o que é vida plena a começar daqui e também é possível morrer ou experimentar a nulidade causada pela morte ainda que estejamos vivos e de olhos bem abertos. Dessa forma, é possível acreditar em mortos-vivos!u prefiro morrer a perder a vida, porque a morte não é mais problema para os que estão em Cristo, para os que acreditam que Cristo venceu a morte e agora nada nos separa da verdadeira vida, sem as marcas da dor, sem o cheiro da morte!

á uma segunda chance para aqueles que acreditam na vida sem a morte Pelo fato de Cristo ter matado a morte, não há um fim para o filho de Deus, mas um novo começo ou talvez o verdadeiro começo.

Se você for alguém que pensa que a vida se resume às riquezas e do dinheiro, pode se considerar a pessoa mais miserável, mas se você for alguém que sabe que todas as riquezas e todo o ouro e todos os carros e todas as roupas de marca são apenas rabiscos desenhados por uma criança perto de todo do tudo que está sendo guardado para ser entregue a todos os homens, então pode se dizer que você prefere morrer do que perder a vida.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Além da Imaginação


Tem gente que me pergunta se eu já vi um milagre. Respondo que vejo vários a cada dia. Basta ter olhos abertos, uma mente ativa e um coração disposto a se surpreender! Muito se fala sobre fé hoje em dia, mas pouco se fala sobre a verdadeira fé, aquela que é capaz de enxergar Deus no meio de tanta bagunça que está esse mundo.

A minha abordagem é um pouco diferente e não convencional. Não estou aqui para falar de uma fé em que você determina e as coisas acontecem. Esse tipo de coisa é o mesmo que dizer ao sol onde, como e quando ele deve brilhar. Vou falar da fé em que Ele determina e as coisas acontecem! Deus o tempo todo trabalha esse tipo de fé nas pessoas, esse que é o verdadeiro estilo de fé, o real estilo de Deus agir, ou seja, através da imaginação. Por isso afirmo com todas as letras, categoricamente: sem imaginação/fé é impossível agradar a Deus. Parafraseando o versículo de Hebreus 11.

Vou usar alguns exemplos que ilustram o que estou afirmando. Moisés diante do Mar Vermelho e atrás dele o exército de Faraó. Para Moisés não tinha solução, mas para Deus tudo tem solução. Deus pergunta para Moisés o porquê que ele e o povo estavam parados; eles deveriam marchar. O Eterno determina que Moisés levante o cajado; ele o faz e o Mar se parte em dois e a galera passa com os pés secos. Moisés e Deus se entenderam nessa hora e tiveram a imaginação/fé de que o mar poderia se abrir. Ainda no deserto o povo com fome e durante quarenta anos foram alimentados por Deus através de uma comida vinda do céu que não tem tradução, mas ficou conhecida por Maná, e o povo não enjoava. Imagino que cada dia esse Maná tinha um gosto diferente a gosto do freguês.

Mas têm momentos em que nossa imaginação não bate com a imaginação de Deus. E o que fazer quando isso acontece? Tem hora que a gente acha que a nossa imaginação é mais bonita e mais perfeita que a de Deus, que os nossos sonhos são mais corretos e mais justos que os Dele, que a nossa vida estaria melhor se Ele não interferisse tanto! Mais uma vez o problema não está em Deus, e sim, na maneira como aprendemos a entender Deus. Ele tem pensamentos maiores a respeito de nós, porque os nossos pensamentos são limitados como nossa imaginação/fé é. Somente quando entramos em contato com os pensamentos de Deus; e isso através de muito atrevimento em querer experimentar Deus, é que podemos conseguir o impossível se tornar possível, o inimaginável se tornar imaginável, o irreal se tornar real, a montanha se mover de um lugar para o outro e por fim se jogar no mar.

Quando disse que vejo milagres todos os dias é porque vejo todos os dias minha esposa se levantar de manhã para trabalhar porque ela sabe que Deus vai honrar seu esforço, quando vejo uma mãe que luta contra o mundo inteiro para resgatar seu filho das drogas e, às vezes, consegue, quando vejo um pai ralando todo dia para ver seus filhos bem educados e melhores que ele em conhecimento e oportunidades, quando vejo filhos ralando de estudar porque sabem que podem encontrar e construir um futuro melhor que o presente, quando alguém lê esse artigo e pode imaginar, e ao mesmo tempo, ter a percepção real e, talvez, palpável de uma necessidade suprida, um sonho realizado e uma vida realizada.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Palhaços, Mendigos e Falsos Profetas


Já na antiga Grécia se falava sobre essas figuras patéticas. Platão, no seu livro A República, os chamava de “mendigos e adivinhos”, gente que manipulava a fé dos gregos nos deuses para fins lucrativos, e ao mesmo tempo a própria população grega os usava para tentar ludibriar ou subornar os deuses com oferendas e sacrifícios. Creio ser de uma indelicadeza de Platão chamar gente tão mesquinha de “mendigos”. Talvez ele tenha pensado que eles estavam “mendigando” honrarias e prêmios.

O tempo passa, o mundo sofre transformações gigantescas, mas percebe-se que o homem continua o mesmo. Suas carências, necessidades e desejos estão presentes em todas as eras e impérios; e junto disso aparecem em cena os famosos aproveitadores que tentam, com algum sucesso, manipular corações atribulados com o fim de glorificar apenas um deus: eles mesmos. Há líderes religiosos na televisão e na rádio, tanto na nossa região como no nosso país e no mundo que dizem servir a Deus, mas são amantes das riquezas. Sua aliança não é com a Cruz, é com o seu e o meu bolso. Enquanto você compra as toalhinhas da cura, recebe os abraços da prosperidade, paga os horários caríssimos do canal de televisão, você é boa gente; se não, você está em pecado e muito provavelmente não tem fé e, portanto não tem a benção de Deus. Ah, faça-me o favor!

Gente desse porte Jesus chama de “falso profeta”. Tudo que eles dizem Deus não mandou dizer. Tudo o que eles profetizam Deus não profetizou. Tudo o que eles pedem Deus não pediu. Tudo o que eles manipulam Deus vai prestar contas. Outro nome dado a eles é de “sepulcros caiados”, ou seja, túmulos bonitos e bem ornamentados por fora, mas por dentro só carregam mau cheiro, carne podre e morte. Se não há vida nesses “profetas”, como podem falar sobre a vida? Como podem ensinar a viver? O que eles ensinam são morte e desesperança. Nada do que podemos fazer, dizem eles, pode acalmar o coração de Deus. Por isso a necessidade de sempre “ofertar” a Deus nosso dinheiro, posses, riquezas, coisas e nunca o coração. Para esses ladrões da alegria e da fé, o coração não basta. Entendam isso: nada do que podemos fazer, ou para mais ou para menos, fará Deus nos amar mais ou menos. Ele nos ama pelo que somos, e não pelo que podemos fazer por Ele ou para Ele. Os manipuladores existem porque tem gente que insiste em manipular a Deus.

Mas ainda restam aqueles que não seguem essa maré. São artistas, palhaços e andarilhos que não se vendem e não compram escravos. Pelo contrário, por onde passam causam um fantástico reboliço na vida da gente trazendo alegria e a experiência da verdadeira liberdade. Palhaços nos avisam todos os dias: “Como a graça de Deus nos faz felizes e seres humanos melhores”. Andarilhos nos lembram como é importante amar as pessoas e usar as coisas e não amar as coisas e usar as pessoas. Os artistas nos fazem imaginar pessoas vivendo em paz, sem disputas religiosas e de poder e nos fazem acreditar que dias melhores ainda podem vir. Esse tipo de gente Deus tem amizade e intimidade. Escutem o que eles têm pra dizer, pode ser que o próprio Deus esteja querendo aumentar o número de amigos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Uma Nova Utopia, Um Convite Urgente


Todo mundo um dia teve vontade de jogar tudo para o alto e recomeçar a vida, mas faltou coragem. Sentia que o casamento não ia bem, os negócios sempre na corda bamba e a gente com a corda no pescoço. O marasmo da vida, a rotina, o mesmismo, todos esses nomes nos assustam e com razão. Lemos os livros de aventuras ou assistimos aos filmes desses livros e sonhamos em ser os aventureiros, os heróis dessas histórias e no final de tudo perguntamos: “Por que isso não acontece comigo?”.

O Cristianismo verdadeiro tem uma proposta que satisfaz esse desejo de todo ser humano que é o desejo de encontrar valor na vida, mais especificamente o seu próprio valor. Mas dentro dessa verdade não se encontra valor próprio sem o outro; sempre o outro tem algo para nos acrescentar. Agora, com isso em mente, precisa-se entender que existe O Outro, ou Aquele que sem o qual não existiria nenhum outro ou nenhuma outra. Ou seja, sem a fonte de tudo o que se conhece e não se conhece nada do que foi feito seria de fato feito.

Cristo é esse Outro que não cabe apenas em idéias e conceitos religiosos. Não cabe em dogmas ou doutrinas. Cristo é revelado em pessoas à Sua imagem e semelhança. A conversão é o movimento do coração e da mente que entende que não somos donos dos nossos narizes, como se diz, mas somos cooperadores, filhos, amigos e dependentes do Outro e de outros também. Alguém que se converte começa a ter a capacidade de encontrar os atributos de Deus em todas as áreas da vida como as artes, entretenimento, esportes e tantos outros. É o início de uma percepção mais santa, mais apurada e divertida.

De fato, o novo assusta. Não estou falando de uma nova religião, mas de uma nova maneira de ver e de viver a vida. Além de assustar, o novo causa preguiça. A gente não quer mudar de vida porque do jeito que está, mesmo sendo a mais chata das situações, todo mundo está assim. Então, pra que mexer com quem está quieto? É cômodo. Mas se isso fosse verdade o racismo continuaria forte nos Estados Unidos, a ditadura e a escravidão ainda reinariam no Brasil e não teríamos nenhuma história bacana pra contar para nossos filhos e netos.

A verdadeira mensagem de Cristo é uma utopia possível. Utopia por ser considerada louca, revolucionária e impossível aos olhos do homem, mas possível porque quem realiza a revolução é Aquele que faz homens considerados poderosos demais se ajoelharem e aqueles que estão de joelhos permanecerem como estão. Ser o novo é fazer o contrário possível.

A maior contradição da história foi personificada em Cristo. Deus que se faz homem ensinando o homem a ser mais humano. E ao fazer isso, o homem de torna mais divino, portanto mais próximo de Deus e cumprindo seu papel de ser Sua imagem e semelhança.

Há duas maneiras de viver a mesma coisa: jogue tudo para o alto como um sinal de desistência e de completo desejo de anarquia e desorganização da vida ou faça a mesma coisa, mas com um desejo apaixonado de reorganizar sua vida e também como um ato sincero de reconhecimento Àquele que faz novas todas as coisas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um Lugar para se Acreditar


Por que se despedir é tão difícil? A impressão que se tem é que todos os pecados são redimidos e perdoados; tudo é facilmente esquecido e as qualidades ficam mais evidentes. Dizer adeus a alguém querido não das mais fáceis tarefas que a vida nos obriga fazer, mas poucos; diria raros são aqueles que conseguem se preparar para esse momento. E para aqueles que não conseguem? E para aqueles que são surpreendidos com aquela notícia que todo mundo tem medo de ouvir e de falar? É... não é fácil dizer adeus.

O céu está reservado para aqueles que insistem em se manter na teimosia de acreditar que as coisas podem melhorar e que Deus sabe o que faz. Ainda que soe como clichê ( e eu detesto clichês), essa coisa de dizer: “Deus sabe o que faz” soa mais como um grito de esperança da alma, é algo em que ela pode se apegar, mesmo que às cegas. Pra mim, é uma declaração da mais pura fé.

Para esse tipo de gente, o céu não é mais uma esperança distante, mas um lugar real, um destino certo, a volta para o verdadeiro aconchego. Eles sabem que para chegar lá há algumas regras, algumas leis de trânsito e um caminho certo. Para o céu não tem atalhos e nem pedágios. É um caminho apertado, estreito, difícil de percorrer, mas não é um tipo de penitência ou algo que deva merecer.

O céu é um presente dado de graça sem porquês ou comos; simplesmente dado, simplesmente presenteado. Não tendo data certa para ser presenteado, para nós passa a ser um presente de desaniversário, mas para Deus é uma data para se comemorar um novo nascimento, portanto um novo aniversário. O céu é onde as aulas terminam e as férias começam, é onde os hospitais são lendas urbanas e as doenças puro folclore popular, é onde as lágrimas têm a conotação somente de alegria e onde a tristeza nem existe no dicionário. Nesse lugar mágico e real não há mais “adeus” ou “até logo”, mas sim eternos reencontros e novas descobertas.

Todo mundo quer ir para o céu, mas poucos aceitam o desafio de caminhar até lá. O céu existe assim como o inferno; ambos podem começar aqui. O único jeito de entrar lá é acreditando que esse lugar existe e que Deus o criou para você como um presente novo todo dia.

Diante de tudo isso fica a pergunta: quem na realidade está morrendo? Aqueles que já desfrutam e sabem o que significa paz ou aqueles que ainda sofrem as dores desse mundo? Insisto; o céu é para aqueles que passam a vida inteira sabendo que aqui nada mais é que uma viagem de volta pra casa.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Isso é Guerra!


Uma mãe que enterra seu filho antes da ordem natural das coisas. Um pai que rala todo dia, sua a camisa no serviço e nos ônibus, carros ou metrôs que o levam para o trabalho e no final do mês parece que o salário ri de sua cara e de seu esforço. Um filho ou filha que só queria brincar de uma forma mais perigosa. Queria subir aquela árvore mais alta, queria pular aquele muro mais alto. Mas a árvore agora se transforma numa viagem mais perigosa chamada “Droga”; o muro agora tem outro nome; é chamado de “Vício”. O que era para ser uma brincadeira de criança se torna problema de gente grande. Quando criança a gente queria ser grande, mas não dessa forma.

Os dias passam e dão a impressão que eles estão cada vez mais malignos, mais vazios, menos divertidos, menos interessantes. Já reparou que por mais que se tenham opções de programas a gente não desgruda o dedo do controle remoto da TV. Por mais que se crie atividades das mais variadas dentro da igreja as coisas parecem iguais. Por mais pessoas que tenhamos nas nossas redes sociais, a sensação é que a gente está falando sozinho.

Estamos numa guerra impiedosa; quer você queira ou não. Uma guerra pela alma desse mundo. É uma guerra entre a segunda chance da humanidade e a sua total condenação. De um lado um Homem/Deus ou Deus/Homem abre os braços e o peito para receber todos os tiros e balas perdidas em direção a cada um de nós. Do outro um príncipe caído, um anjo sem asas, a personificação do mal e seu maior significado. Ambos não desistem de seus objetivos.

Da mesma forma que Cristo não deixa de amar, o diabo não deixa de odiar. No meio disso tudo estamos nós; o alvo desse amor e desse ódio. Representamos o melhor de Deus, a obra prima do Eterno, a Mona Lisa, o teto da Capela Sistina, o jardim suspenso, as pirâmides, tudo o que é belo e de melhor, toda perfeição na relação Criador/criatura foi detalhadamente planejado e sonhado.

Mas também toda destruição e morte, todo desejo maldoso, toda mancha na pintura, todo defeito de fabricação encontrou lugar no nosso coração. Optamos por uma única fruta quando tínhamos todos os pomares do mundo. Preferimos a comida mofada e embolorada quando podíamos repetir todos os pratos e todos os sabores.

A guerra não está perdida. Somos como soldados feridos às portas da Grande Conquista. Os ferimentos doem e entram cada vez mais fundo na carne, mas Aquele que cura todas as feridas e enxuga todas as lágrimas está chegando. Aquele que faz coxos andar e cegos enxergar vem com paixão e fúria trazendo em suas mãos as nossas coroas.

Convoco todos os príncipes e princesas do Reino Celestial, todos os reis e rainhas do Céu a tomarem seus lugares ao lado do exército do Senhor dos Exércitos, a ficarem firmes em suas posições, a não desistirem de seus sonhos e de sua fé, porque Ele está chegando e não demora. Pois lembrem-se: ainda estamos em guerra!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SALMO 136 - Versão Brasileira



1 - Ainda que eu fique parado na fila de um hospital, e não tenha mais nada a perder senão a esperança; a Sua misericórdia dura para sempre.



2 - Ainda que mais Realengos insistam em acontecer; a Sua misericórdia dura para sempre.



3 - Ainda que, pela irresponsabilidade de governantes egoístas, aconteçam mais espisódioas de descaso como do Morro do Bumba, Petrópolis, Teresópolis, e tantas outras cidades brasileiras; a Sua misericórdia dura para sempre.



4 - Ainda que a família do ex-governador Joaquim Roriz nos envergonhe chamando a si mesmos de brasileiros; a Sua misericórdia dura para sempre.



5 - Ainda que Paulo Maluf seja procurado pela InterPol, roubado mais dinheiro público que qualquer assaltante profissional, esteja livre amparado pelas leis brasileiras e tenha 80 anos de idade; a Sua misericórdia dura para sempre.



6 - Ainda que garotos e garotas homossexuais sejam violentados todos os dias e seus direitos como cidadãos esquecidos; a Sua misericórdia dura para sempre.



7 - Ainda que bandidos disfarçados de pastores se orgulhem de expor suas mansões e inúmeros bens materiais comprados com dinheiro suado de seus fiéis, e ainda abusam de seus membros dizendo coisas que Deus jamais disse; a Sua misericórdia dura para sempre.



8 - Ainda que o Congresso Nacional seja mais um antro de picaretagem, safadeza e corrupção, manchando assim um dos patrimônios da nossa democracia; a Sua misericórdia dura para sempre.



9 - Ainda que prostitutas, moradores de rua, travestis, crianças abandonadas e movidas a cola sejam constantemente violentadas pela nossa falsa moral; a Sua misericórdia dura para sempre.



10 - Ainda que enterremos nossos jovens, mortos pelo descaso público e pelo abuso de autoridade das polícias; a Sua misericórdia dura para sempre.



11 - Mesmo que nossos filhos e filhas sejam vendidos a preço banal para engordar os bolsos de quem já perdeu a vergonha na cara; a Sua misericórdia dura para sempre.



12 - Mesmo que o usuário de drogas ainda seja confundido erroneamene com bandidos; a Sua misericórdia dura para sempre.



13 - Mesmo que nossas orações por melhoria pareçam não passar do teto; a Sua misericórdia dura para sempre.



14 - Mesmo que percamos a fé em Deus, no Brasil, nas pessoas, nas instituições; a Sua misericórdia dura para sempre.



O Salmo 136 tem muito mais versículos (26 versículos, para ser mais exato), mas esse é apenas um desabafo de quem ainda luta pela verdade e acredita que pode melhorar porque a Sua misericórdia, bondade, amor duram para sempre.

domingo, 31 de outubro de 2010

Imitadores!


Existem textos bíblicos que ao longo dos anos de leitura vão tomando novas formas e adquirindo a sua real identidade. Deixam de ser pretextos para se tornarem texto vivo e de um significado novo que faz a gente repensar a vida cristã de uma forma mais humana, sincera e honesta.

Um desses textos foi aquela passagem onde o apóstolo Paulo diz para sermos seus imitadores como ele o é de Cristo. Achava uma imensa pretensão de Paulo dizer essas palavras. Alguns me diziam que o texto era inspirado e que essa era a única razão suficiente para aceitar o texto da forma como está. Acredito na inspiração das Escrituras que ela é a Palavra de Deus, mas usar a inspiração para usar como desculpa para a falta de interpretação e de entendimento do texto já é demais.

Paulo é muito coerente com seu pensamento. Ele jamais chamaria uma responsabilidade tão grande sobre si. Como ele era um apóstolo, um líder que falava para dezenas de milhares de pessoas, ele jamais pediria que esses ouvintes apenas o imitassem como sendo o exemplo mor de todo comportamento humano. Paulo mesmo em uma de suas cartas diz que ele é o pior dos pecadores. Sendo assim, como imitar o pior dos pecadores?

A questão é que Paulo usa de uma lógica filosófica grega. Não nos esqueçamos que o apóstolo vivia numa época em que a cultura grega é muito comum, inclusive a sua escrita é e língua grega para que assim ele pudesse alcançar mais gente e mais lugares! Paulo, na verdade, está dizendo que devemos sim ser seus imitadores, porque, como conseqüência disso, ele imita a Cristo. Logo, devemos imitar a Cristo!

Paulo não bate no peito e clama por reconhecimento, Paulo não é presunçoso, Paulo é, na verdade, um grande pensador que usa de sabedoria para simplesmente dizer que quem é o alvo de nossa imitação é Cristo. Todos os jeitos, a fala, o modo de pensar, o modo de agir, a maneira de orar e de comunicar, as formas de tratar as pessoas e de entender como funciona o Reino de Deus. Tudo isso é imitar a Cristo.

É muito mais que falar igual ao Silvio Santos, usar os mesmos ternos ou ter o mesmo penteado. É incorporar em sua personalidade a essência de um Deus que viveu como humano e ensinou a humanidade e ser gente! É não negar as suas falhas, mas encará-las de frente e saber que elas nunca foram superiores ao amor do Pai que perdoa e limpa todas as nossas falhas. É saber que o julgamento dos nossos pecados aconteceu no Calvário e o veredicto foi: “perdoado”!

Imitar os outros é muito engraçado! É uma espécie de homenagem a uma personalidade única. Quem imita sabe que aquela pessoa só é imitada porque ela única e todos vão saber quem é! Por isso, imitar a Paulo é imitar a Cristo e nada mais. Sem peso de ser um Deus, mas a graça de ser apenas humano e a imagem de semelhança de Deus!

Arte e Artistas!


Quem nunca escutou a seguinte frase: “Você que é crente peca quando escuta música do mundo”? Eu escutei diversas vezes, inclusive já fui disciplinado porque fui a um show de música popular. “Onde já se viu”, me perguntavam, “um crente como você ir a esses encontros mundanos?”. Eu sou de onde? Desse mundo ou de Plutão? Será que minha mãe na verdade pertencia a uma comunidade de ETs que habitavam um dos anéis de Saturno e meu pai é um foragido da justiça da constelação de Antares? Claro que não. Bem, é claro que nem tudo que se canta e toca por aí é de boa qualidade, tem boa fama ou causa algum bem, mas não podemos também dizer que tudo que está aí é do capeta! Aliás, meus caros, muita coisa dita como “gospel” está mais para “bostel”!


Dias atrás mesmo fiquei meio que perdido quando escutei uma música, um funk, que dizia a seguinte frase: “Vou te comer!”. Não sei se era a dança do lobo mau, mas fiquei meio que escandalizado! Quer dizer que as cinco velocidades do famoso “créu” perderam força e agora o negócio é “comer” mesmo! Djavan que me desculpe, mas o “por dentro eu te devoro” de sua linda poesia está ficando muito tradicional! Chega de hinos poéticos, vamos entrar no “côro”!


Não precisamos ir longe. Nossas músicas, algumas, perderam seu verdadeiro valor de transmitir mensagens que fazem o nosso coração descansar, que fazem nossos olhos enxergarem esperança. Agora o negócio é ir “para esquerda, para direita, para frente e para trás”. Declarar que o Senhor é “Soberano sobre a terra, sobre os céus Tu és Senhor absoluto” é coisa do passado. É mais fácil dizer que “eu vou subir” muitas e muitas vezes até que eu entre em estado de Nirvana e suba mesmo!


Por outro lado, também não curto muito esse negócio bairrista de que só a música do cantor tal é que presta! Fica uma guerrinha de quem é melhor, de quem é mais poeta, de quem é mais. Esses Jihads da música gospel é que estragam com o verdadeiro sentido da música, que é comunicar as belezas do Senhor. Tem gente que entende o evangelho quando escuta Diante do Trono e tem gente que entende o evangelho escutando Stênio Marcius; claro que não há comparação entre eles. Lógico, são propostas diferentes, mas carregam dentro de si a vontade de cantar aquilo que acreditam!


Dizer que esse cantor ou aquela cantora não é de Deus passa a ser acusação séria. Ninguém que é humano pode chamar para si a responsabilidade de julgar quem quer que seja, pois a cadeira de Juiz já tem dono e está ocupada antes mesmo de existir mundo!


Meu convite é que aprendamos a curtir melhor a arte que Deus permite que seres humanos, abençoados com sua graça comum, acabam criando de uma forma belíssima. As artes estão aí para serem instrumentos de benção e de manifestações da presença de Deus aqui na Terra! Sejamos mais artistas, mais palhaços, mais malabaristas, mais compositores, mais poetas, e menos chatos, pelo amor de Deus!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Quando a Decepção Fala Mais Alto!



Todo tipo de pessoas nos decepcionam. Não espere passar por essa vida sem experimentar esse sentimento que abre feridas tão profundas que demoram cicatrizar. Às vezes, essas feridas nem cicatrizam; às vezes elas ficam abertas até demais para serem tratadas. E é aqui que surge um dos grandes paradoxos do tratamento das decepções; quanto mais a ferida está aberta, mais urgente é seu tratamento e é quando não queremos nenhum tratamento! Queremos ficar a sós com nossa dor, com nosso questionamento, com nossa dúvida! Confesso que esse é um dos temas mais dolorido pra mim.


Nossos pais nos decepcionam, nossos amigos, nossos parentes, nossos pastores, nossos líderes, nossos ídolos, todos, sem dúvida, vão nos decepcionar. Parece uma visão pessimista, quase um eco do pensamento de Schopenhauer, mas infelizmente é verdade. E como é dolorido quando a gente descobre que aqueles que a gente ama acaba sendo aqueles que nos ferem. O que mais doeu no imperador romano Julius César não foram as inúmeras facadas que ele tomou, mas o fato de Brutus, a quem amava e estimava como a um filho, ser um dos seus assassinos.


Agora quando apontamos a flecha na direção oposta, ou seja, para nós, percebemos que também somos os algozes de algumas pessoas que colocaram a maioria, senão todas, as suas fichas em nós! Quando descobrimos que magoamos sem perceber a profundidade do machucado, achamos que somos os mais miseráveis de todos os homens! Nossa alma adoece e dá a impressão de que a idéia de se cogitar um pedido de perdão não passa de uma utopia, pois quem poderia perdoar aquele que causou tanta dor?


Cristo foi abandonado pelos seus nos momentos mais delicados e, talvez, nos Seus momentos mais doloridos. As ovelhas do aprisco de Jesus simplesmente o negaram, outros silenciaram diante de tamanha injustiça, outros se trancafiaram em quartos escuros, afinal de contas estavam atrás dos seguidores de Jesus. A Bíblia não menciona, mas acredito que Cristo não teve nem a companhia de seus irmãos durante as sessões de tortura. O homem-Deus que flui amor estava em silêncio, “como uma ovelha diante dos seus tosquiadores”.


O silêncio emudece as vozes que nos apertam o coração! Jesus em nenhum momento revidou as palavras, os murros, os cuspes e os chutes. Curou a orelha de quem estava lá para prendê-lO, revelou Sua identidade de Rei para quem iria entregá-lO para ser crucificado lavando as mãos, intercedeu por aqueles que O zombavam pedindo perdão para eles, e por fim derrama sua vida diante de Deus consumando toda a dívida entre humanidade e Deus. Não há mais culpa, dor, decepção quando olhamos para a cruz encharcada de sangue inocente!


Nesses momentos de decepção, ofenda quem te magoou com o amor! Brigue com quem te feriu com o peito aberto e os braços estendidos. E também busque a solitude na presença do “Homem de dores, que sabe o que é padecer”! Sempre lembre que estamos sujeitos a decepcionar e ficarmos decepcionados; ambos encontram cura e alívio nas santas mãos que ainda carregam as marcas do nosso perdão!

O Vôo das Aleluias!


Dias atrás choveu demais aqui na minha cidade. Chuva boa, daquela que dá vontade de tomar banho. Mas depois daquela chuvarada vieram as famosas “Aleluias”. Aqueles bichinhos voadores que não podem ver uma frestinha de luz que já estão lá se debatendo no chão e voando sem direção, ao menos é minha impressão.


Cheguei à noite em casa e as luzes da frente estavam acesas. Foi o suficiente para ver as dezenas desses insetos voadores deitando e rolando no meu quintal. Nesse meio tempo, algo chamou minha atenção. Aqueles insetos em que as suas asas foram, por alguma razão, arrancadas de seus corpos nem andavam mais, aparentavam estar mortos, ainda que houvesse claramente vida. Dava a impressão que a vida não tinha mais sentido, as asas foram arrancadas, não tem como voltar pra casa, não tem como ir ao encontro dos demais, tudo está perdido! Só lhes resta mesmo a morte!


Fiquei pensativo por alguns instantes! Dizem que as “Aleluias” avisam que, depois da chuva, sempre vem a estiagem, ou seja, em muitos casos isso é boa notícia! Mas durante o caminho, durante sua missão de avisar que algo de bom está para acontecer, às vezes coisas ruins acontecem e não há nada o que fazer quando se perdem as asas!


Muitas vezes a gente fica chateado com algumas coisas que atormentam nossa alma, angustiam nosso coração. Coisas que tiram a nossa calma e sem razão roubam nossa paz. Tem dia que a gente levanta de manhã achando que o dia vai ser produtivo, vai ser bom e de repente a gente é surpreendido novamente! Mais uma peça pregada pela vida e a gente fica mais uma vez sem asas e sem vontade nenhuma de continuar insistindo pela vida.


O Grande Milagre que costuma acontecer nessas ocasiões é que a gente aprende a voar sem precisar das asas. A sensação é que tem Alguém segurando a gente. São nessas horas em que o Grande Milagre se torna significativo trazendo sentido à vida e fazendo a gente entender os nossos sofrimentos, não fugir deles chamando-os de “coisas do Diabo” ou algo parecido!


Muitas vezes o espinho na carne faz a gente entender o que a graça do Cristo realmente nos basta. Talvez o milagre que tenha que acontecer não seja o fim da dor, mas aprender de vez as profundas revelações celestiais que somente o sofrimento pode trazer. Talvez o fato das nossas asas terem sido tiradas por alguma razão que a gente não entende e nem pediu para que acontecesse sirva para que a gente olhe para o alto, quebrando o orgulho e peça por mais uma chance!

domingo, 23 de maio de 2010

Á Espera de Um Milagre!


É tanta gente falando que a gente quer tapar os ouvidos; é muito barulho. É tanto desespero que a gente é contagiado. Quando se trata de falar das coisas da igreja parece que já está todo mundo vacinado, ou pelo menos passa essa impressão.

Poderíamos enumerar centenas de coisas que poderiam melhorar na igreja. Há mensagens com esse objetivo, estudos na internet, propostas de todos os lugares e de todas as maneiras. Só que a gente se esquece que a noiva é de Cristo e todas as vezes que queremos propor alguma mudança, algum retoque, devemos consultar o Noivo, buscar a Sua aprovação e ver se é isso mesmo que Ele quer para Sua amada.

Tantos projetos, tantos métodos, tantas fórmulas e tantos livros que a gente se perde nessas ondas. Há muita vontade, muito desejo que muito se mude, mas onde está Deus em todas essas coisas? Eu respondo; Ele está por aí. Ele não se esqueceu de ninguém, muito menos de Sua noiva.

Temos a pretensão de achar que Deus só usa quem está na TV, nos jornais e congressos, nas igrejas e nos púlpitos, mas Ele tem usado coisas muito loucas desse mundo e confundido a cabeça dos pseudo-sábios. Pequenas coisas, grandes efeitos! A gente perdeu a simplicidade do evangelho, a gente cresceu demais e deixou a criancice bem longe. A gente foi se machucando e criando uma casca tão profunda que só sai com oração, jejum e um abraço.

Deus está por aí! Por trás de cada ação impensada, por trás de cada palavra que saiu sem querer no momento de nervoso, por cada porcaria que a gente faz, Deus transforma quase de maneira mágica fezes em chocolate. Ao longo dos anos a especialidade de Deus tem sido brotar lírio no meio do lodo.

Meu coração só quer uma coisa, que as coisas possam mudar! Seja por meios que a gente nem espera ou seja por meios que a gente planeja, a única coisa que eu espero é que Deus esteja por aí, e Ele está! A gente só precisa ficar de olhos bem abertos, por isso é bom que estejamos prontos para quando ouvirmos o rugido percebermos que a hora chegou.

Por enquanto, a espera me fortalece. Qual criança que espera o presente prometido, na confiança que o pai já está com o presente até já comprado, mas escondido em algum lugar, assim são meus dias. Não quando Ele virá me presentear, só sei que Ele está me preparando pra ganhar e não se assustar com o tamanho do pacote.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

DesculpaÊ


Reza o clichê que “religião, política e futebol” não se discute. Como não sou chegado a rezas e a-do-ro quebrar clichês, permitam-me abrir o coração (#momentoemo) e lascar algumas besteiras envolvendo ao menos 2 itens dessa tríade proibida.

Como protestante nas diversas acepções do termo (inclusive a religiosa), peço desculpas pela invasão de pastores na TV. Você tá lá sussa querendo esquecer do trampo e aparece um indivíduo de terno gelo, alfinete (não o do Pânico) na gravata e um sorriso plastificado para contar as vantagens de você pagar carnês. Tipow um Baú da Felicidade Gospel que você deve pagar religiosamente (com trocadilho) e no final recebe um nada divino conjunto de 6 pratos âmbar. #credo

Você muda de canal e aparece uma ex-presidiária coberta de maquiagem gemendo e repetindo frases positivas, do tipo “decrete aos céus que vai conseguir um varão (ui!) pra casar e você vai conseguir, amada”. Please não pense besteiras porque o dialeto evangélico é pra lá de surreal mesmo. Aposto que você ainda vai ouvir alguns crentes chamando outros de “vaso”.

Aff...O maridão dessa senhora disse que foi visitado na penitenciária por um anjo que lhe revelou o nome do demônio por trás (capeta sodomita?) da Rede Globo. Crédulos como o Kaká, os irmãos da igreja fizeram campanha pela falência da Vênus Platinada e o expediente tão-somente contribuiu para a quase bancarrota da credibilidade dos cristãos. Malz aê.

Entediado, você desliga a TV e resolve tentar o rádio. Nem a invasão dos marcianos no badalado programa radiofônico de 1938 provocaria tantos sustos como acompanhar as ondas (literalmente) curtas evangélicas. De pastor berrando para expulsar demônios surdos a cantores decadentes que converteram sua área de atuação, vale (quase) tudo. #muitomedo

Uma ligeira espiada no cenário político já é suficiente para mostrar como anda a cambada, digo, bancada evangélica. A primeira imagem que aparece na mente é a da “oração da propina”, episódio emblemático das safadezas que ainda são feitas usando (em vão) o nome de Deus. Isso sem falar que grande parcela de crentes (em quê?) envolvidos no escândalo dos sanguessugas. Estamos em todas, hein!

Tem muita gente de cara e fazendo beicinho por conta do sucesso do filme do Chico Xavier. Todo santo dia aparece na blogosfera alguém afirmando que existe uma estratégia para difundir o espiritismo patrocinada... pela Globo. RÁ! Esse complexo de vira-lata é ½ furado. Explico: é só a gente juntar os atores evangélicos e dar o troco. Depois da inesquecível atuação em Cinderela Baiana, ninguém melhor que Carla Perez para ser a protagonista. Irmãos na fé, Dedé Santana e Kid Bengala também poderiam participar, neam... Aliás, que tal o cara trocar a nome artístico para Kid Varão? :PMelhor parar por aqui com esse refogado gospel de abobrinhas para evitar compressão testicular em quem teve paciência de chegar até aqui.

No entanto, não posso meter (ops) um ponto final neste panteão tosco antes de mencionar a Maria Osmarina. Analfabeta e com a saúde frágil, ela só aprendeu a ver as horas com 14 anos. Não vou desfi(l)ar toda a trajetória dela porque em breve a jornalista Marília Cesar vai fazer isso com + competência.

Recorrendo ao poeta, “Marina [Silva], você já é bonita com o que Deus lhe deu”. #salve. Sei que a irmã senadora não tem chances e será repelida até no seio (muxiba) da igreja evangélica. Enfadado, emputecido e desnorteado com a pasmaceira que vivemos, peço vênia pra sonhar um pouco. “Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?”, orou Pessoa. Marina é quimera... Os outros são “quimer(d)a”. Deus nos ajude.

Texto por Sérgio Pavarini

terça-feira, 16 de março de 2010

Adestrador de Borboletas!


Conheci uma lagarta que me disse que não estava muito feliz com sua vida. Estava cansada de ser expulsa de todos os lugares por onde passava, cansada de ser julgada pela sua aparência, cansada de ser ridicularizada por sonhar que um dia poderia se tornar alguém! A lagarta me disse que não tinha muitos amigos. Na verdade, amigo mesmo não tinha nenhum, porque todas as vezes que ela convidava alguém para sair sempre tinham alguma desculpa, algum imprevisto, algum compromisso de última hora.

Isso sem contar as vezes que ela cometia algum erro. Muitas vezes sofria calada, sozinha em algum galho de árvore seco. Ninguém entendia que até as lagartas podiam errar, cometer alguns pecados, destruir algumas folhas, ninguém entendia que ela na verdade estava se alimentando e não destruindo.

Certa feita a lagarta se encontrou com uma borboleta. Encantou-se à primeira vista. Que coisa linda! Asas enormes e coloridas, uns tons misturados jamais imaginados. E que movimentos mágicos, quase hipnotizantes, indo de flor em flor, voando e apaixonando quem quer que a veja! Daquele dia em diante a lagarta teimou que queria ser como aquela borboleta.

Mas ao olhar para si percebeu que não tinha aquele lindo par de asas coloridos, também percebeu que seu corpo era pesado demais; na verdade, ela nunca havia gostado mesmo daquele corpo! Mas teimosa como qualquer lagarta que se preze foi atrás de seu sonho. Começou sua busca nas redondezas do bosque onde morava, mas ninguém lhe dava ouvidos. Ao invés de atenção, a lagarta só ouvia gargalhada e palavras de escracho. Muitos animais chegaram a humilhar e a caçoar do sonho da lagarta!

Diante de tantas negativas ela partiu em busca de respostas. Podemos dizer que foi uma caminhada solitária, que às vezes era brindada com algumas companhias, só pra dar um pouco mais de graça. Do bosque onde morava, a lagarta teve que passar pelo Pântano do Desespero, pelo Deserto do Pânico e finalmente pelo Monte da Caveira. Cansada de tanto procurar, sem esperança e já tentando inventar desculpas para os seus gozadores decidiu descansar em um jardim ali próximo.

A tristeza era tanta que ela pensou em acabar com sua própria vida. Não havia mais sentido, não havia mais razão de viver. Era uma lagarta ridicularizada, humilhada e sem amigos que a entendesse. Por essa razão, ela teve uma idéia. Ele se entregaria de vez para morrer, desistiria de verdade e para isso, teceu ao redor dela uma tumba. Ali seria seu descanso eterno, longe de todos; ninguém iria ligar mesmo! Todos só se lembrariam dela como aquela lagarta comedora de folhas, desastrada e feia! Feita a tumba, esperou pela morte! No entanto, como a morte não chegava, veio um sono muito profundo que durou por algum tempo!

Numa certa manhã, a lagarta acorda. Sente-se diferente. Percebe que a tumba está apertada, portanto já não era seu lugar! Tanto aperto fez a tumba se romper e de dentro dela não sai uma lagarta, mas uma borboleta! As cores de suas asas eram lindas, do jeito que sempre sonhou. Ao olhar para o céu, não teve dúvidas, estava na hora de voltar para casa!

Só Mais Uma Chance!


Muitos perderam a esperança! Eu sei que essa frase é forte, mas é o que vejo no olhar de cada pessoa com quem converso; na voz de cada ser humano que assiste à televisão e que lê os jornais. A impressão que se tem é que a deteriorização do ser humano se acentua cada dia mais, parece que as pessoas estão morrendo sem saber por quê. Famílias sofrem com a falta de justiça enquanto outros celebram a impunidade.

Esse texto é mais um desabafo do que propriamente um ensaio ou artigo. Quando a gente olha ao redor, a gente fica com medo de confiar em alguém. Não por maldade, mas por causa dela que a gente chegou ao ponto que está. É tanto descontrole, tanta confusão que muitas vezes a gente briga simplesmente por brigar, mas na verdade foi sem querer. Dá a impressão que temos os mesmos comportamentos de quem está viciado em alguma droga, e nesse caso a droga é a indiferença!

A falta de fé leva à falta de esperança que nos leva ao fim dos sonhos e das expectativas de um presente um pouquinho mais sossegado e mais amigável. Muitas pessoas me dizem que talvez Deus tenha nos abandonado, tirado umas férias, ou talvez perdido as rédeas do controle mundial, ou pior, talvez Deus esteja cometendo Seus primeiros erros.

Eu acredito que Deus está nos presenteando com um momento histórico! Um momento onde podemos mostrar a nossa cara e viver a revolução do evangelho de forma radical onde não haja lugar para hipocrisias e nem para falsos moralismos, mas que tenha lugar para o perdão e para o olho no olho.

Martin Luther King Jr disse em um dos seus discursos uma frase que ficou ecoando nos corações de muita gente por muitos anos. A frase é: “Eu tenho um sonho hoje”! Muita gente mesmo sonhou com dias melhores, sonhou com aquele reencontro, com aquela conversa que tanto foi planejada, sonhou com o fim de tanta coisa ruim. Muitos não viram seus sonhos serem realizados, mas nunca deixaram de acreditar! E isso que os faziam viver cada minuto, cada segundo, cada fôlego, cada abraço, cada toque.

Para muitos não é a realização do sonho que conta, mas simplesmente saber que tudo aquilo é verdade! Não foram os discursos bonitos, nem as pregações criativas; que são importantes; mas a verdade nos olhos, o suor do rosto, a lágrima solitária é que dão o tom de vida naquilo que aparentava ser apenas mais um discurso, mais uma pregação, mais um monólogo monótono.

A cura para o que vivemos hoje não está somente no entendimento da situação. Todo mundo sabe como o mundo está, como nós estamos, como temos agido, como temos pensado; a gente sabe! A cura está no processo de trazer o conhecimento de tudo o que temos ouvido e aprendido para dentro do coração, gerando curas, reconciliações, paz para nós mesmos e, como conseqüência, para outros. É onde Deus escolheu para habitar, é onde Deus escolheu para ser Seu templo; o nosso coração. Portanto, permita que essa esperança, esse sonho, essa loucura que faz brotar vida em terreno seco tenha mais uma chance de florescer!

domingo, 7 de março de 2010

Duas Milhas!


Uma das coisas mais complicadas de ser discípulo de Jesus é perdoar. Confesso minha dificuldade nessa área tão sensível e primordial para aquele que decidiu pelo caminho estreito. Imaginem perdoar o cara que maltratou sua irmã, ou aquela senhora que espanca seu filho com meses de vida, ou aquele estuprador inescrupuloso que invade sua intimidade e fere seu ente mais querido. Mexer com quem a gente ama não é bom negócio, não é verdade?

Eu me deparo com o Sermão do Monte e me sinto em um conflito interior violento. Sinto meus sentimentos borbulhar diante do tamanho do desafio que é ser discípulo de Cristo. Por uma intervenção única divina, acabei por ser atraído por esse caminho desafiador, revolucionário e libertador. Mas o perdão me incomoda. Por que perdoar? Por que sentir amor e não ficarmos somente satisfeitos com a justiça inflexível onde nada acaba ficando “de graça”? Por que orar por aqueles que querem ver minha queda e vão festejar caso ela ocorra? Isso sempre me incomodou!
As peças literárias mais conhecidas, as lendas mais veneradas trazem heróis que se vingam, acabam cometendo justiça e não perdão. Mostrar perdão no mundo de hoje é sinal de fraqueza e falta de esperteza. Por isso que me incomoda!

Sejamos sinceros! Não queremos ficar sozinhos nessa barca aparentemente furada, não queremos ser taxados de perdedores e nem de fracassados, não queremos dar a impressão que somos manipuláveis, mas acabamos percebendo que já estamos sendo manipulados pelas idéias e filosofias desse mundo onde cada dia o amor se esfria mais.

No Sermão do Monte, o Mestre pede que andemos duas milhas com nosso inimigo quando ele pedir para que andemos apenas uma. Seria mais fácil se Cristo dissesse que quando o inimigo pedisse que andássemos com ele uma milha, teríamos a liberdade de darmos uns bons socos na cara desse inimigo. Mas não foi assim. Não foi assim por uma razão.

Cristo quer que revolucionemos nosso mundo com atitudes simples, humanas, permeadas com um senso de justiça onde o réu confesso sai perdoado do tribunal. A lei do Reino não é apedrejamento; é cura, acolhimento e tratamento. Muitas vezes o tratamento dói, machuca, acaba em muitas ocasiões nos expondo; outras vezes, ele acaba sendo muito íntimo, muito próximo, mas mesmo assim sentimos dor. Dor porque muitas vezes também foi sem querer, acabou acontecendo, fugiu do nosso pseudo-controle. Aí nos perdemos e pensamos que é o fim. De repente nos pegamos com depressões profundas e desgastantes. Achamos mesmo que estamos no fim.

O perdão me incomoda porque me faz andar pra frente. O futuro sempre traz medo, insegurança, desconfiança. Mas o nosso futuro nas mãos de Cristo nos traz força, esperança e fé. O perdão nos incomoda porque nos expõe, faz a gente perceber que podemos cometer os mesmos erros que todo mundo e precisar pedir para que o outro ande conosco mais duas milhas. Mas o perdão também é liberdade, faz a gente andar quantas milhas quiser com quem quer que seja, porque a gente sabe que vai precisar de gente lá na frente que ande pelo menos duas milhas com a gente.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Escolha Pela Vida!


Há pessoas que nos fazem querer ficar um tempo mais nesse mundo. Recentemente ouvi de uma pessoa que não desejaria que eu sonhasse tanto assim com o céu, pois eu tinha algumas coisas a fazer ainda por aqui. Aquilo me tocou e me fez refletir muito que determinados sonhos que habitam nossas mentes trazem certo sofrimento a pessoas que nos amam e nos querem bem, inclusive a nós mesmos também.

Cheguei a pensar que esse mundo não tinha tantos atrativos assim para uma vida longa, mas o que quero confessar aqui é que, graças a Deus e algumas pessoas, começo a pensar diferente.

Todos nós em algum momento da vida desejou profundamente a morte. Seja em um momento de desespero ou numa depressão profunda ou até mesmo quando não tínhamos mais fé e víamos nossas forças se esvaindo por entre os dedos. Parece que enfim teríamos a paz que invadiria nosso ser e a vitória que tanto ouvimos nas pregações e nas mensagens escritas ou faladas. Chegamos a pensar que a paz tão sonhada e tão buscada só seria achada mesmo na eternidade. Em parte essa afirmação tem sua razão, mas podemos sim experimentar aqui pelo menos um pouco do que nos espera.

De fato há tristezas e tragédias que acontecem na nossa vida e que não só tentam, mas conseguem roubar nosso sossego, nossa paz, nossa alegria de viver. Pensamos em dizer adeus a tudo e a todos, cogitamos o absurdo de entregar os pontos e desistir. No meio dos nossos absurdos, Deus nos mostra que Ele também usa de absurdos para nos fazer desistir dos nossos.
Absurdos como olhar nos olhos de quem nos ama de fato e vermos ali uma sinceridade maior e quase que um grito no olhar que pede para que não desistamos, pois há um presente ali mais na frente. É trazer a memória o que me pode dar e o que me pode alimentar a esperança; é saber que posso sentir os pés no chão ainda que pareça que o chão tenha desaparecido. É saber que mesmo que nossa fé esteja morta, gelada, estagnada, confinada a um túmulo no coração, haverá um momento em que ouviremos uma voz doce e poderosa que chamará pelo nosso nome e não conseguiremos resistir e sairemos do escuro com o único propósito de sentirmos um abraço de ressurreição.

Ainda que nesse mundo as injustiças não parem de acontecer, ainda que nesse mesmo mundo as tragédias insistam em ferir nossa fé, ainda que perdas irreparáveis teimem em arrancar de nós toda forma de esperança, ainda que haja ferimentos provocados em nome de Deus, mesmo que Deus nunca esteja e nunca estivesse nisso, ainda que as lágrimas embacem meus olhos e me impeçam de olhar nitidamente o que nos espera bem à frente, ainda também que nosso eu viva nos importunando com desejos e conflitos, nós também devemos insistir, teimar, querer escolher pela vida, porque apesar de tudo vale muito a pena viver, ainda mais quando essa vida começa na cruz e reinicia na ressurreição.

terça-feira, 2 de março de 2010

Eu Acredito em Fadas!


Os contos de fadas sempre estiveram na nossa cultura e no nosso cotidiano, embelezando e trazendo uma atmosfera de magia e realidade como poucos conseguem. Nos dias atuais, onde impera a violência, a impunidade, a falta de fé, os contos de fadas nos ajudam a ver que nossa vida seria bem melhor se fôssemos “como criança”.

Em todos os contos que eu já li e também nos livros que tratam desse assunto, por exemplo, o livro que acabei de ler e recomendo de olhos fechados Era Uma Vez: Os Valores Cristãos nos Contos de Fada; percebo claramente valores morais sendo ensinados às crianças através da personificação de personagens como fadas, duendes, anões, seres alados, piratas, magos e até mesmo animais que falam.

Contos antes muito criticados e ditos como fruto do inferno são na verdade percepções de mentes criativas e geniais que nos ensinam e fortalecem nossa fé no impossível e nos finais felizes. Atitudes como pensamentos bons que nos fazem voar, demonstrações de amor que despertam do sono mortal as princesas, dar mais importância aos valores pessoais do que às aparências de feras, descobrir que vale a pena sonhar, imaginar, ter fé!

Estou meio cansado dos discursos nos púlpitos. Chamo de discursos porque não chamo de sermão o que ouço hoje em muitas igrejas. São discursos monótonos, sem vida, sem paixão, sem criatividade, sem imaginação e cheios de pompa que nada acrescentam à nossa esperança e fé. Ultimamente tenho me edificado lendo contos de fadas e me fortalecendo na esperança da cidade celestial através dessas histórias. Faço viagens onde crio pontes ligando a Bíblia e a Terra do Nunca, aproximando o Evangelho e o reino de Nárnia, entendo a Bela e a Fera a partir da história de Davi e Saul, isso só pra começar a voar!

Quero deixar aqui um incentivo a imaginar. Deixe-a florescer, permita que Deus use esse dom maravilhoso de criar que Ele mesmo colocou em nós quando nos criou para trazer vida, esperança e fé através da Palavra d’Ele. Jesus usava de parábolas, de contos do cotidiano para levar significado ao Evangelho que Ele estava anunciando. Tem até uma história da Bíblia onde Deus fez uma mula falar.

Na historia de Peter Pan, uma das minhas favoritas, se diz que todas as vezes em que alguém diz: “Eu não acredito em fadas” em algum lugar uma fada cai morta, ou seja, quando se perde a esperança a fé de alguém morre; quando se perde o amor, alguém morre; quando se perde o respeito, alguém morre; quando a gente se perde, a gente morre. Para a fada ressuscitar é preciso dizer que se acredita em fadas e bater palmas, bater bem forte. Para que a fé não morra, para que a esperança não morra, para que o amor jamais acabe, eu bato palmas e grito repetidas vezes: Eu acredito em fadas!