quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Se Não Fosse o Pecado
domingo, 29 de janeiro de 2012
E Aí? Alguma Novidade?

Quando você pega o boletim todo o domingo, tenho certeza que expectativas inundam o seu coração, mesmo que sejam pequenas. Pelo menos, você espera algo de novo, algo que chame sua atenção, mas me permita dar um aviso: nāo há nada de novo debaixo do sol (Ec. 1:9b). Que constataçāo mais pessimista, e iniciar a semana com esse diagnóstico nāo traz muita esperança! Que tédio!
O Eclesiastes nos desafia a pensar e, como disse o Pr. Ed René Kivitz, "pensar dói". O pensar exige de nós a capacidade, ou pelo menos a tentativa de viver acima da mediocridade. O sociólogo Luiz Pondé diz que "o Eclesiastes deixa claro que o Deus de Israel nāo gosta de covardes". Eu lhe convido, na verdade lhe desafio a olhar a vida de uma maneira mais profunda e séria, sem os clichês "gospel".
Diante do desabafo sincero do Pregador, e talvez de muita gente, abre-se a porta para o que de fato é novo, ou seja, a singularidade. Todo dia nasce alguém até que esse "alguém" é seu filho. Sempre há uma novidade pra se viver quando se encara o desafio de entrar ma rotina da vida como se fosse a primeira vez. Como disse Peter Pan, personagem da obra homônima do escritor escoçês James Barrie: "Viver é a maior de todas as aventuras". E por que nāo cantar juntos com Gonzaguinha: "Viver e nāo ter a vergonha de ser feliz..."
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Chaves do Evangelho

Quem nunca assistiu ao programa de humor infantil chamado “Chaves”? Creio que todo mundo já viu pelo menos um episódio, mas o que poucos sabem é que o nome “Chaves” é uma versão traduzida do original mexicano “El Chavo” que significa “o menino de rua”. “Chaves” nada mais era que o menino pobre, sem nome, que morava na casa de número oito. Roberto Gomez Bolaños, o criador do personagem e de tantos outros, pensou na história de um cortiço onde mora um desempregado com sua filha, uma viúva que se acha a dona do pedaço e seu filho mimado, uma aposentada e um menino de rua; e ainda tinha o senhorio, o dono do cortiço que vinha todo mês cobrar o aluguel! Critica social e humor estão presentes como ingredientes principais dessa obra televisiva.
Mas minha idéia aqui é usar uma frase totalmente despretensiosa de um dos episódios onde o Chaves diz: “Prefiro morrer do que perder a vida”! Tirando os erros gramaticais da frase, eu percebi algo aqui que o próprio Bolaños não intencionou dizer.
Numa das passagens mais desafiadoras da Bíblia, Cristo diz aos seus discípulos que quem vive por viver, vive em favor de si mesmo e de forma egoísta não vive e não tem vida; mas aquele que perde sua vida, ou seja, vive sob custódia do amor de Cristo, sob custódia do próprio cristo, isto é, Cristo ser o dono do meu nariz, não morre, mas vive.
Quando Chaves disse a frase foi para fazer uma piada redundante, mas para Cristo não redundância alguma. Morrer é diferente que perder a vida, na verdade, perde-se a vida em vida e não na morte, e a vida começa a ser plena na morte.
Em outra ocasião, Cristo afirma que aquele que acreditar Nele, ainda que morra, viverá. Não é um paradoxo? Não cria uma confusão? Claro que cria na cabeça de alguém que pensando que a vida se resume nas experiências daqui dessa terra. Paulo, o apóstolo, diz que viver é Cristo e morrer é lucro. Como assim? Paulo disse simplesmente que é possível viver ou experimentar viver o que é vida plena a começar daqui e também é possível morrer ou experimentar a nulidade causada pela morte ainda que estejamos vivos e de olhos bem abertos. Dessa forma, é possível acreditar em mortos-vivos!u prefiro morrer a perder a vida, porque a morte não é mais problema para os que estão em Cristo, para os que acreditam que Cristo venceu a morte e agora nada nos separa da verdadeira vida, sem as marcas da dor, sem o cheiro da morte!
á uma segunda chance para aqueles que acreditam na vida sem a morte Pelo fato de Cristo ter matado a morte, não há um fim para o filho de Deus, mas um novo começo ou talvez o verdadeiro começo.
Se você for alguém que pensa que a vida se resume às riquezas e do dinheiro, pode se considerar a pessoa mais miserável, mas se você for alguém que sabe que todas as riquezas e todo o ouro e todos os carros e todas as roupas de marca são apenas rabiscos desenhados por uma criança perto de todo do tudo que está sendo guardado para ser entregue a todos os homens, então pode se dizer que você prefere morrer do que perder a vida.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Além da Imaginação
Tem gente que me pergunta se eu já vi um milagre. Respondo que vejo vários a cada dia. Basta ter olhos abertos, uma mente ativa e um coração disposto a se surpreender! Muito se fala sobre fé hoje em dia, mas pouco se fala sobre a verdadeira fé, aquela que é capaz de enxergar Deus no meio de tanta bagunça que está esse mundo.
A minha abordagem é um pouco diferente e não convencional. Não estou aqui para falar de uma fé em que você determina e as coisas acontecem. Esse tipo de coisa é o mesmo que dizer ao sol onde, como e quando ele deve brilhar. Vou falar da fé em que Ele determina e as coisas acontecem! Deus o tempo todo trabalha esse tipo de fé nas pessoas, esse que é o verdadeiro estilo de fé, o real estilo de Deus agir, ou seja, através da imaginação. Por isso afirmo com todas as letras, categoricamente: sem imaginação/fé é impossível agradar a Deus. Parafraseando o versículo de Hebreus 11.
Vou usar alguns exemplos que ilustram o que estou afirmando. Moisés diante do Mar Vermelho e atrás dele o exército de Faraó. Para Moisés não tinha solução, mas para Deus tudo tem solução. Deus pergunta para Moisés o porquê que ele e o povo estavam parados; eles deveriam marchar. O Eterno determina que Moisés levante o cajado; ele o faz e o Mar se parte em dois e a galera passa com os pés secos. Moisés e Deus se entenderam nessa hora e tiveram a imaginação/fé de que o mar poderia se abrir. Ainda no deserto o povo com fome e durante quarenta anos foram alimentados por Deus através de uma comida vinda do céu que não tem tradução, mas ficou conhecida por Maná, e o povo não enjoava. Imagino que cada dia esse Maná tinha um gosto diferente a gosto do freguês.
Mas têm momentos em que nossa imaginação não bate com a imaginação de Deus. E o que fazer quando isso acontece? Tem hora que a gente acha que a nossa imaginação é mais bonita e mais perfeita que a de Deus, que os nossos sonhos são mais corretos e mais justos que os Dele, que a nossa vida estaria melhor se Ele não interferisse tanto! Mais uma vez o problema não está em Deus, e sim, na maneira como aprendemos a entender Deus. Ele tem pensamentos maiores a respeito de nós, porque os nossos pensamentos são limitados como nossa imaginação/fé é. Somente quando entramos em contato com os pensamentos de Deus; e isso através de muito atrevimento em querer experimentar Deus, é que podemos conseguir o impossível se tornar possível, o inimaginável se tornar imaginável, o irreal se tornar real, a montanha se mover de um lugar para o outro e por fim se jogar no mar.
Quando disse que vejo milagres todos os dias é porque vejo todos os dias minha esposa se levantar de manhã para trabalhar porque ela sabe que Deus vai honrar seu esforço, quando vejo uma mãe que luta contra o mundo inteiro para resgatar seu filho das drogas e, às vezes, consegue, quando vejo um pai ralando todo dia para ver seus filhos bem educados e melhores que ele em conhecimento e oportunidades, quando vejo filhos ralando de estudar porque sabem que podem encontrar e construir um futuro melhor que o presente, quando alguém lê esse artigo e pode imaginar, e ao mesmo tempo, ter a percepção real e, talvez, palpável de uma necessidade suprida, um sonho realizado e uma vida realizada.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Palhaços, Mendigos e Falsos Profetas

Já na antiga Grécia se falava sobre essas figuras patéticas. Platão, no seu livro A República, os chamava de “mendigos e adivinhos”, gente que manipulava a fé dos gregos nos deuses para fins lucrativos, e ao mesmo tempo a própria população grega os usava para tentar ludibriar ou subornar os deuses com oferendas e sacrifícios. Creio ser de uma indelicadeza de Platão chamar gente tão mesquinha de “mendigos”. Talvez ele tenha pensado que eles estavam “mendigando” honrarias e prêmios.
O tempo passa, o mundo sofre transformações gigantescas, mas percebe-se que o homem continua o mesmo. Suas carências, necessidades e desejos estão presentes em todas as eras e impérios; e junto disso aparecem em cena os famosos aproveitadores que tentam, com algum sucesso, manipular corações atribulados com o fim de glorificar apenas um deus: eles mesmos. Há líderes religiosos na televisão e na rádio, tanto na nossa região como no nosso país e no mundo que dizem servir a Deus, mas são amantes das riquezas. Sua aliança não é com a Cruz, é com o seu e o meu bolso. Enquanto você compra as toalhinhas da cura, recebe os abraços da prosperidade, paga os horários caríssimos do canal de televisão, você é boa gente; se não, você está em pecado e muito provavelmente não tem fé e, portanto não tem a benção de Deus. Ah, faça-me o favor!
Gente desse porte Jesus chama de “falso profeta”. Tudo que eles dizem Deus não mandou dizer. Tudo o que eles profetizam Deus não profetizou. Tudo o que eles pedem Deus não pediu. Tudo o que eles manipulam Deus vai prestar contas. Outro nome dado a eles é de “sepulcros caiados”, ou seja, túmulos bonitos e bem ornamentados por fora, mas por dentro só carregam mau cheiro, carne podre e morte. Se não há vida nesses “profetas”, como podem falar sobre a vida? Como podem ensinar a viver? O que eles ensinam são morte e desesperança. Nada do que podemos fazer, dizem eles, pode acalmar o coração de Deus. Por isso a necessidade de sempre “ofertar” a Deus nosso dinheiro, posses, riquezas, coisas e nunca o coração. Para esses ladrões da alegria e da fé, o coração não basta. Entendam isso: nada do que podemos fazer, ou para mais ou para menos, fará Deus nos amar mais ou menos. Ele nos ama pelo que somos, e não pelo que podemos fazer por Ele ou para Ele. Os manipuladores existem porque tem gente que insiste em manipular a Deus.
Mas ainda restam aqueles que não seguem essa maré. São artistas, palhaços e andarilhos que não se vendem e não compram escravos. Pelo contrário, por onde passam causam um fantástico reboliço na vida da gente trazendo alegria e a experiência da verdadeira liberdade. Palhaços nos avisam todos os dias: “Como a graça de Deus nos faz felizes e seres humanos melhores”. Andarilhos nos lembram como é importante amar as pessoas e usar as coisas e não amar as coisas e usar as pessoas. Os artistas nos fazem imaginar pessoas vivendo em paz, sem disputas religiosas e de poder e nos fazem acreditar que dias melhores ainda podem vir. Esse tipo de gente Deus tem amizade e intimidade. Escutem o que eles têm pra dizer, pode ser que o próprio Deus esteja querendo aumentar o número de amigos.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Uma Nova Utopia, Um Convite Urgente
Todo mundo um dia teve vontade de jogar tudo para o alto e recomeçar a vida, mas faltou coragem. Sentia que o casamento não ia bem, os negócios sempre na corda bamba e a gente com a corda no pescoço. O marasmo da vida, a rotina, o mesmismo, todos esses nomes nos assustam e com razão. Lemos os livros de aventuras ou assistimos aos filmes desses livros e sonhamos em ser os aventureiros, os heróis dessas histórias e no final de tudo perguntamos: “Por que isso não acontece comigo?”.
O Cristianismo verdadeiro tem uma proposta que satisfaz esse desejo de todo ser humano que é o desejo de encontrar valor na vida, mais especificamente o seu próprio valor. Mas dentro dessa verdade não se encontra valor próprio sem o outro; sempre o outro tem algo para nos acrescentar. Agora, com isso em mente, precisa-se entender que existe O Outro, ou Aquele que sem o qual não existiria nenhum outro ou nenhuma outra. Ou seja, sem a fonte de tudo o que se conhece e não se conhece nada do que foi feito seria de fato feito.
Cristo é esse Outro que não cabe apenas em idéias e conceitos religiosos. Não cabe em dogmas ou doutrinas. Cristo é revelado em pessoas à Sua imagem e semelhança. A conversão é o movimento do coração e da mente que entende que não somos donos dos nossos narizes, como se diz, mas somos cooperadores, filhos, amigos e dependentes do Outro e de outros também. Alguém que se converte começa a ter a capacidade de encontrar os atributos de Deus em todas as áreas da vida como as artes, entretenimento, esportes e tantos outros. É o início de uma percepção mais santa, mais apurada e divertida.
De fato, o novo assusta. Não estou falando de uma nova religião, mas de uma nova maneira de ver e de viver a vida. Além de assustar, o novo causa preguiça. A gente não quer mudar de vida porque do jeito que está, mesmo sendo a mais chata das situações, todo mundo está assim. Então, pra que mexer com quem está quieto? É cômodo. Mas se isso fosse verdade o racismo continuaria forte nos Estados Unidos, a ditadura e a escravidão ainda reinariam no Brasil e não teríamos nenhuma história bacana pra contar para nossos filhos e netos.
A verdadeira mensagem de Cristo é uma utopia possível. Utopia por ser considerada louca, revolucionária e impossível aos olhos do homem, mas possível porque quem realiza a revolução é Aquele que faz homens considerados poderosos demais se ajoelharem e aqueles que estão de joelhos permanecerem como estão. Ser o novo é fazer o contrário possível.
A maior contradição da história foi personificada em Cristo. Deus que se faz homem ensinando o homem a ser mais humano. E ao fazer isso, o homem de torna mais divino, portanto mais próximo de Deus e cumprindo seu papel de ser Sua imagem e semelhança.
Há duas maneiras de viver a mesma coisa: jogue tudo para o alto como um sinal de desistência e de completo desejo de anarquia e desorganização da vida ou faça a mesma coisa, mas com um desejo apaixonado de reorganizar sua vida e também como um ato sincero de reconhecimento Àquele que faz novas todas as coisas.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Um Lugar para se Acreditar

O céu está reservado para aqueles que insistem em se manter na teimosia de acreditar que as coisas podem melhorar e que Deus sabe o que faz. Ainda que soe como clichê ( e eu detesto clichês), essa coisa de dizer: “Deus sabe o que faz” soa mais como um grito de esperança da alma, é algo em que ela pode se apegar, mesmo que às cegas. Pra mim, é uma declaração da mais pura fé.
Para esse tipo de gente, o céu não é mais uma esperança distante, mas um lugar real, um destino certo, a volta para o verdadeiro aconchego. Eles sabem que para chegar lá há algumas regras, algumas leis de trânsito e um caminho certo. Para o céu não tem atalhos e nem pedágios. É um caminho apertado, estreito, difícil de percorrer, mas não é um tipo de penitência ou algo que deva merecer.
O céu é um presente dado de graça sem porquês ou comos; simplesmente dado, simplesmente presenteado. Não tendo data certa para ser presenteado, para nós passa a ser um presente de desaniversário, mas para Deus é uma data para se comemorar um novo nascimento, portanto um novo aniversário. O céu é onde as aulas terminam e as férias começam, é onde os hospitais são lendas urbanas e as doenças puro folclore popular, é onde as lágrimas têm a conotação somente de alegria e onde a tristeza nem existe no dicionário. Nesse lugar mágico e real não há mais “adeus” ou “até logo”, mas sim eternos reencontros e novas descobertas.
Todo mundo quer ir para o céu, mas poucos aceitam o desafio de caminhar até lá. O céu existe assim como o inferno; ambos podem começar aqui. O único jeito de entrar lá é acreditando que esse lugar existe e que Deus o criou para você como um presente novo todo dia.
Diante de tudo isso fica a pergunta: quem na realidade está morrendo? Aqueles que já desfrutam e sabem o que significa paz ou aqueles que ainda sofrem as dores desse mundo? Insisto; o céu é para aqueles que passam a vida inteira sabendo que aqui nada mais é que uma viagem de volta pra casa.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Isso é Guerra!

Uma mãe que enterra seu filho antes da ordem natural das coisas. Um pai que rala todo dia, sua a camisa no serviço e nos ônibus, carros ou metrôs que o levam para o trabalho e no final do mês parece que o salário ri de sua cara e de seu esforço. Um filho ou filha que só queria brincar de uma forma mais perigosa. Queria subir aquela árvore mais alta, queria pular aquele muro mais alto. Mas a árvore agora se transforma numa viagem mais perigosa chamada “Droga”; o muro agora tem outro nome; é chamado de “Vício”. O que era para ser uma brincadeira de criança se torna problema de gente grande. Quando criança a gente queria ser grande, mas não dessa forma.
Os dias passam e dão a impressão que eles estão cada vez mais malignos, mais vazios, menos divertidos, menos interessantes. Já reparou que por mais que se tenham opções de programas a gente não desgruda o dedo do controle remoto da TV. Por mais que se crie atividades das mais variadas dentro da igreja as coisas parecem iguais. Por mais pessoas que tenhamos nas nossas redes sociais, a sensação é que a gente está falando sozinho.
Estamos numa guerra impiedosa; quer você queira ou não. Uma guerra pela alma desse mundo. É uma guerra entre a segunda chance da humanidade e a sua total condenação. De um lado um Homem/Deus ou Deus/Homem abre os braços e o peito para receber todos os tiros e balas perdidas em direção a cada um de nós. Do outro um príncipe caído, um anjo sem asas, a personificação do mal e seu maior significado. Ambos não desistem de seus objetivos.
Da mesma forma que Cristo não deixa de amar, o diabo não deixa de odiar. No meio disso tudo estamos nós; o alvo desse amor e desse ódio. Representamos o melhor de Deus, a obra prima do Eterno, a Mona Lisa, o teto da Capela Sistina, o jardim suspenso, as pirâmides, tudo o que é belo e de melhor, toda perfeição na relação Criador/criatura foi detalhadamente planejado e sonhado.
Mas também toda destruição e morte, todo desejo maldoso, toda mancha na pintura, todo defeito de fabricação encontrou lugar no nosso coração. Optamos por uma única fruta quando tínhamos todos os pomares do mundo. Preferimos a comida mofada e embolorada quando podíamos repetir todos os pratos e todos os sabores.
A guerra não está perdida. Somos como soldados feridos às portas da Grande Conquista. Os ferimentos doem e entram cada vez mais fundo na carne, mas Aquele que cura todas as feridas e enxuga todas as lágrimas está chegando. Aquele que faz coxos andar e cegos enxergar vem com paixão e fúria trazendo em suas mãos as nossas coroas.
Convoco todos os príncipes e princesas do Reino Celestial, todos os reis e rainhas do Céu a tomarem seus lugares ao lado do exército do Senhor dos Exércitos, a ficarem firmes em suas posições, a não desistirem de seus sonhos e de sua fé, porque Ele está chegando e não demora. Pois lembrem-se: ainda estamos em guerra!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
SALMO 136 - Versão Brasileira

domingo, 31 de outubro de 2010
Imitadores!
Arte e Artistas!
Quem nunca escutou a seguinte frase: “Você que é crente peca quando escuta música do mundo”? Eu escutei diversas vezes, inclusive já fui disciplinado porque fui a um show de música popular. “Onde já se viu”, me perguntavam, “um crente como você ir a esses encontros mundanos?”. Eu sou de onde? Desse mundo ou de Plutão? Será que minha mãe na verdade pertencia a uma comunidade de ETs que habitavam um dos anéis de Saturno e meu pai é um foragido da justiça da constelação de Antares? Claro que não. Bem, é claro que nem tudo que se canta e toca por aí é de boa qualidade, tem boa fama ou causa algum bem, mas não podemos também dizer que tudo que está aí é do capeta! Aliás, meus caros, muita coisa dita como “gospel” está mais para “bostel”!
Dias atrás mesmo fiquei meio que perdido quando escutei uma música, um funk, que dizia a seguinte frase: “Vou te comer!”. Não sei se era a dança do lobo mau, mas fiquei meio que escandalizado! Quer dizer que as cinco velocidades do famoso “créu” perderam força e agora o negócio é “comer” mesmo! Djavan que me desculpe, mas o “por dentro eu te devoro” de sua linda poesia está ficando muito tradicional! Chega de hinos poéticos, vamos entrar no “côro”!
Não precisamos ir longe. Nossas músicas, algumas, perderam seu verdadeiro valor de transmitir mensagens que fazem o nosso coração descansar, que fazem nossos olhos enxergarem esperança. Agora o negócio é ir “para esquerda, para direita, para frente e para trás”. Declarar que o Senhor é “Soberano sobre a terra, sobre os céus Tu és Senhor absoluto” é coisa do passado. É mais fácil dizer que “eu vou subir” muitas e muitas vezes até que eu entre em estado de Nirvana e suba mesmo!
Por outro lado, também não curto muito esse negócio bairrista de que só a música do cantor tal é que presta! Fica uma guerrinha de quem é melhor, de quem é mais poeta, de quem é mais. Esses Jihads da música gospel é que estragam com o verdadeiro sentido da música, que é comunicar as belezas do Senhor. Tem gente que entende o evangelho quando escuta Diante do Trono e tem gente que entende o evangelho escutando Stênio Marcius; claro que não há comparação entre eles. Lógico, são propostas diferentes, mas carregam dentro de si a vontade de cantar aquilo que acreditam!
Dizer que esse cantor ou aquela cantora não é de Deus passa a ser acusação séria. Ninguém que é humano pode chamar para si a responsabilidade de julgar quem quer que seja, pois a cadeira de Juiz já tem dono e está ocupada antes mesmo de existir mundo!
Meu convite é que aprendamos a curtir melhor a arte que Deus permite que seres humanos, abençoados com sua graça comum, acabam criando de uma forma belíssima. As artes estão aí para serem instrumentos de benção e de manifestações da presença de Deus aqui na Terra! Sejamos mais artistas, mais palhaços, mais malabaristas, mais compositores, mais poetas, e menos chatos, pelo amor de Deus!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Quando a Decepção Fala Mais Alto!
O Vôo das Aleluias!
Dias atrás choveu demais aqui na minha cidade. Chuva boa, daquela que dá vontade de tomar banho. Mas depois daquela chuvarada vieram as famosas “Aleluias”. Aqueles bichinhos voadores que não podem ver uma frestinha de luz que já estão lá se debatendo no chão e voando sem direção, ao menos é minha impressão.
Cheguei à noite em casa e as luzes da frente estavam acesas. Foi o suficiente para ver as dezenas desses insetos voadores deitando e rolando no meu quintal. Nesse meio tempo, algo chamou minha atenção. Aqueles insetos em que as suas asas foram, por alguma razão, arrancadas de seus corpos nem andavam mais, aparentavam estar mortos, ainda que houvesse claramente vida. Dava a impressão que a vida não tinha mais sentido, as asas foram arrancadas, não tem como voltar pra casa, não tem como ir ao encontro dos demais, tudo está perdido! Só lhes resta mesmo a morte!
Fiquei pensativo por alguns instantes! Dizem que as “Aleluias” avisam que, depois da chuva, sempre vem a estiagem, ou seja, em muitos casos isso é boa notícia! Mas durante o caminho, durante sua missão de avisar que algo de bom está para acontecer, às vezes coisas ruins acontecem e não há nada o que fazer quando se perdem as asas!
Muitas vezes a gente fica chateado com algumas coisas que atormentam nossa alma, angustiam nosso coração. Coisas que tiram a nossa calma e sem razão roubam nossa paz. Tem dia que a gente levanta de manhã achando que o dia vai ser produtivo, vai ser bom e de repente a gente é surpreendido novamente! Mais uma peça pregada pela vida e a gente fica mais uma vez sem asas e sem vontade nenhuma de continuar insistindo pela vida.
O Grande Milagre que costuma acontecer nessas ocasiões é que a gente aprende a voar sem precisar das asas. A sensação é que tem Alguém segurando a gente. São nessas horas em que o Grande Milagre se torna significativo trazendo sentido à vida e fazendo a gente entender os nossos sofrimentos, não fugir deles chamando-os de “coisas do Diabo” ou algo parecido!
Muitas vezes o espinho na carne faz a gente entender o que a graça do Cristo realmente nos basta. Talvez o milagre que tenha que acontecer não seja o fim da dor, mas aprender de vez as profundas revelações celestiais que somente o sofrimento pode trazer. Talvez o fato das nossas asas terem sido tiradas por alguma razão que a gente não entende e nem pediu para que acontecesse sirva para que a gente olhe para o alto, quebrando o orgulho e peça por mais uma chance!
domingo, 23 de maio de 2010
Á Espera de Um Milagre!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
DesculpaÊ
terça-feira, 16 de março de 2010
Adestrador de Borboletas!
Só Mais Uma Chance!
domingo, 7 de março de 2010
Duas Milhas!
As peças literárias mais conhecidas, as lendas mais veneradas trazem heróis que se vingam, acabam cometendo justiça e não perdão. Mostrar perdão no mundo de hoje é sinal de fraqueza e falta de esperteza. Por isso que me incomoda!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Escolha Pela Vida!
Absurdos como olhar nos olhos de quem nos ama de fato e vermos ali uma sinceridade maior e quase que um grito no olhar que pede para que não desistamos, pois há um presente ali mais na frente. É trazer a memória o que me pode dar e o que me pode alimentar a esperança; é saber que posso sentir os pés no chão ainda que pareça que o chão tenha desaparecido. É saber que mesmo que nossa fé esteja morta, gelada, estagnada, confinada a um túmulo no coração, haverá um momento em que ouviremos uma voz doce e poderosa que chamará pelo nosso nome e não conseguiremos resistir e sairemos do escuro com o único propósito de sentirmos um abraço de ressurreição.
terça-feira, 2 de março de 2010
Eu Acredito em Fadas!
