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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Olimpíadas No Céu!


A gente fica emocionado quando vê uma abertura dos Jogos Olímpicos, emociona-se ainda mais quando coisas incríveis acontecem durante os jogos como quebras de recordes, rostos emocionados no pódio, as superações quase que mitológicas de alguns atletas, e ficamos com uma mistura estranha de saudade com nostalgia quando assistimos a festa de encerramento.

Cenas históricas acontecem durante os Jogos. Corredores exaustos, quase sem fôlego, cruzam a linha de chegada regados pelos aplausos da arquibancada lotada e pelos gritos eufóricos de gente que sabe que está vendo algo especial. Às vezes nem ganham medalhas, mas recebem o prêmio de serem heróis e não precisam das medalhas para garantir o lugar no pódio dos heróis olímpicos. Gente que supera seus limites, que acredita que pode alcançar o inalcançável, gente que acaba se descobrindo cada vez em cada olimpíada, em cada jogo, em cada derrota, em cada vitória.

O mais bonito nas Olimpíadas é a reunião de todos os povos, línguas e nações. Reunidos com o mesmo propósito; celebrar o esporte, celebrar a vida, celebrar a vitória e celebrar a derrota. Claro que ninguém quer perder, mas muitas vezes a derrota acaba se tornando vitória pela garra, pelo suor, pela teimosia de querer ganhar.

Quando olho para o céu, vejo povos, línguas e nações reunidos com um mesmo propósito. Agora não mais competir, mas celebrar a vitória, mesmo que à custa de duras derrotas pelo caminho, ainda que à custa de difíceis situações que não conseguimos superar. No céu, um pouco diferente dos Jogos daqui da Terra, há lugar pra quem perdeu aqui, há lugar pra quem em algum momento não conseguiu, pois os últimos serão os primeiros. No céu haverá celebração da vitória sim, mas da vitória Dele. Tudo será lembrado e todas as nossas conquistas celebradas, mas por causa Dele, apenas de Cristo.

Ficamos todos petrificados diante das telas de televisão quando ganhamos uma medalha, ficamos emocionados quando ouvimos nosso hino tocando em terra estrangeira, ficamos orgulhosos quando um dos nossos lá no estrangeiro faz o mundo se ajoelhar e honrar a nossa bandeira. Agora quanto mais orgulho e expectativa deveram ter quando ouvirmos o coro do hino nacional celestial, regido talvez por anjos cantando o coro de “Aleluias” e todos nós honrado o Príncipe da Paz com a bandeira da cruz estendida no mastro celebrando a vitória sobre ela e sobre a morte.

Imagino aquele dia onde todos os reuniremos e não mais haverá competição entre nós, pois todos terão suas medalhas de ouro esperando por nós. Não teremos mais espaços para os mais ou menos espirituais, mas apenas um povo, uma nação, um Senhor. Mas ainda há abertura desses jogos, o mundo precisa ver que há uma Olimpíada acontecendo, uma Olimpíada da vida, uma celebração da vida. É necessário que entendamos de uma vez por todas que não fomos feitos para competir conosco, mas celebrarmos a vitória de uma só pessoa: Jesus. Portanto, você não é meu adversário, é meu compatriota.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ilha ou Arquipélago?


Já faz um tempinho, eu assisti um dos melhores filmes de todos os tempos, na minha modesta opinião! O filme tratava de uma história real que aconteceu na década de 70 em uma região dos Estados Unidos ainda impregnada pelo segregacionismo, pelo racismo! Na cidade de Alexandria, no estado de West Virginia, três escolas decidem se fundam em uma só, mas uma delas era uma escola de negros e aí começam os conflitos com aqueles jovens. Como toda escola pública americana, havia um time de futebol americano que disputava campeonatos na região. Esse time chama-se Titans. A história do filme conta a trajetória desse time composto por brancos e negros. Uma trajetória vitoriosa graças à visão dos dois treinadores daquele time; um negro e um branco. É uma história inspiradora demais! O nome do filme é “Duelo de Titans”. Se puder, assista! Eu garanto a diversão e a inspiração!


O ponto aqui é o que esses rapazes fizeram no passado ecoou até os dias de hoje. O escritor do filme estava em uma barbearia quando ouviu falar do time. Ele pensou se tratar de um time atual, da década de 90, mas na verdade todos ali estavam ainda falando e comentando do impacto do time da década de 70! Do impacto na sociedade, dos títulos e da transformação que eles causaram na comunidade em um sentido mais amplo que nem eles mesmos poderiam sonhar! A união daqueles meninos mostrou a uma cidade, a um estado, a um país, e agora, ao mundo que não é fácil fazer a diferença, mas vale a pena!


Quero dizer com isso que não consigo mais dormir preocupado com certas coisas que têm acontecido em alguns lugares por onde tenho passado! A Igreja não conhece o poder e a autoridade que tem. Ela não tem noção do que pode realizar como aquela que é chamada de noiva de Cristo. Aliás, vale lembrar aqui que Igreja não se trata de pedras e concreto, não se trata do prédio e muito menos da instituição. Igreja na Bíblia se refere a cada um de nós. Somos templo do Espírito Santo, diz as Escrituras. Portanto, quando falarmos “Igreja” saiba que estamos nos referindo a nós mesmos e não a uma instituição ou lugar!


Quando vejo histórias de avivamentos, onde a Igreja se uniu em oração, em comunhão, buscando um só alvo, um só objetivo, sem ficar gastando tempo com grosserias e picuinhas, fico a sonhar comigo aqui e a me perguntar: “Por que não acontece de novo?”; e ou então: “O que está faltando?”. Temos a resposta na própria história. Eles se uniram. Fizeram a diferença juntos. Jovens e adolescentes, velhos e crianças, casados e solteiros, brancos e negros, pobres e ricos. Eles viram que a vida é muito curta para ficar perdendo tempo com besteiras e abriram mão de suas prioridades e de seus “achismos” e fizeram o que era necessário!


É claro que há no nosso meio pessoas e pessoas, com seus jeitos e peculiaridades. Mas vejo isso como uma prova da criatividade e de quão grande artista é nosso Deus. Com um singular toque de beleza e ternura, Ele nos quer ver unidos, juntos, como um só corpo! Não proponho nada novo aqui. Apenas que olhemos para dentro de nós e para fora de nós.


Chega das mesmas reclamações e dos mesmos problemas! Chega de ficar procurando sarna pra se coçar e chega das mesmas brigas! Vamos apresentar ao mundo uma maneira nova de viver, uma maneira nova de ser e de se relacionar, mesmo que seja com pessoas diferentes de nós. Chega de repartir aquilo que não temos e de apresentar um teatro de vida, onde nada é tão autêntico como uma maquiagem!


A história já nos provou que na força de muitos e na fé de muitos que a diferença é feita. É na verdade nos olhos que a gente consegue impactar aqueles que clamam por algo real e não mais fantasioso. Não importa a idade e nem a classe social, o que importa é que juntos podemos fazer mais pela nossa família, pela nossa escola, pela nossa vida, pela nossa igreja (instituição); dar mais sabor à vida e dar mais alegria para uma realidade que só conhece ódio, desespero e rancor.