Detalhe: Atrás dos dois estão o Sr. Barriga e o Prof. Girafales.
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Adestrador de Borboletas!
Conheci uma lagarta que me disse que não estava muito feliz com sua vida. Estava cansada de ser expulsa de todos os lugares por onde passava, cansada de ser julgada pela sua aparência, cansada de ser ridicularizada por sonhar que um dia poderia se tornar alguém! A lagarta me disse que não tinha muitos amigos. Na verdade, amigo mesmo não tinha nenhum, porque todas as vezes que ela convidava alguém para sair sempre tinham alguma desculpa, algum imprevisto, algum compromisso de última hora.
Isso sem contar as vezes que ela cometia algum erro. Muitas vezes sofria calada, sozinha em algum galho de árvore seco. Ninguém entendia que até as lagartas podiam errar, cometer alguns pecados, destruir algumas folhas, ninguém entendia que ela na verdade estava se alimentando e não destruindo.
Certa feita a lagarta se encontrou com uma borboleta. Encantou-se à primeira vista. Que coisa linda! Asas enormes e coloridas, uns tons misturados jamais imaginados. E que movimentos mágicos, quase hipnotizantes, indo de flor em flor, voando e apaixonando quem quer que a veja! Daquele dia em diante a lagarta teimou que queria ser como aquela borboleta.
Mas ao olhar para si percebeu que não tinha aquele lindo par de asas coloridos, também percebeu que seu corpo era pesado demais; na verdade, ela nunca havia gostado mesmo daquele corpo! Mas teimosa como qualquer lagarta que se preze foi atrás de seu sonho. Começou sua busca nas redondezas do bosque onde morava, mas ninguém lhe dava ouvidos. Ao invés de atenção, a lagarta só ouvia gargalhada e palavras de escracho. Muitos animais chegaram a humilhar e a caçoar do sonho da lagarta!
Diante de tantas negativas ela partiu em busca de respostas. Podemos dizer que foi uma caminhada solitária, que às vezes era brindada com algumas companhias, só pra dar um pouco mais de graça. Do bosque onde morava, a lagarta teve que passar pelo Pântano do Desespero, pelo Deserto do Pânico e finalmente pelo Monte da Caveira. Cansada de tanto procurar, sem esperança e já tentando inventar desculpas para os seus gozadores decidiu descansar em um jardim ali próximo.
A tristeza era tanta que ela pensou em acabar com sua própria vida. Não havia mais sentido, não havia mais razão de viver. Era uma lagarta ridicularizada, humilhada e sem amigos que a entendesse. Por essa razão, ela teve uma idéia. Ele se entregaria de vez para morrer, desistiria de verdade e para isso, teceu ao redor dela uma tumba. Ali seria seu descanso eterno, longe de todos; ninguém iria ligar mesmo! Todos só se lembrariam dela como aquela lagarta comedora de folhas, desastrada e feia! Feita a tumba, esperou pela morte! No entanto, como a morte não chegava, veio um sono muito profundo que durou por algum tempo!
Numa certa manhã, a lagarta acorda. Sente-se diferente. Percebe que a tumba está apertada, portanto já não era seu lugar! Tanto aperto fez a tumba se romper e de dentro dela não sai uma lagarta, mas uma borboleta! As cores de suas asas eram lindas, do jeito que sempre sonhou. Ao olhar para o céu, não teve dúvidas, estava na hora de voltar para casa!
sábado, 25 de abril de 2009
Se Você é Jovem Ainda, Amanhã Velho Será!
O tempo passa e a gente começa a envelhecer em várias coisas. Mesmo jovens, a gente envelhece e vai perdendo a doçura e a magia de ser criança e poder acreditar nas coisas. A gente envelhece muito depressa e não até onde isso traz soluções ou problemas!
Todos os dias me pego sonhando com antigos sonhos de infância. Hoje mesmo não queria acordar de um sonho que estava tendo. Finalmente estava na Disney com amigos, parentes e minha esposa Carol. A gente se divertia muito, dava muita risada e teve uma hora que eu estava lá no topo do castelo da Cinderela no Magic Kingdom e tive uma visão panorâmica de todo o parque da Disney e nesse momento comecei a chorar de alegria. Parece bobo isso, mas não quando acordei e senti meus olhos ainda molhados pelas lágrimas de verdade!
Sabe de uma coisa? Estou chegando a seguinte conclusão: Não vale a pena crescer e perder a infantilidade pura e sincera que a gente carrega desde de pequeno. O que acontece quando a gente cresce? Dizem que é a maturidade. Não quero e odeio esse tipo de maturidade que mata sonhos e transforma seres humanos em bichos piores que os que são. A única coisa que achei estranho nesse sonho é que a Carol era amiga de igreja da Francine do BBB9.

quarta-feira, 25 de março de 2009
O Menino Que Queria Voar
Tudo começou na verdade como uma brincadeira de criança; e é assim que geralmente tudo começa na vida da gente; apenas como uma brincadeira! Mas sabe quando a gente percebe que tudo acaba virando coisa séria e não percebe que acabou mergulhando em um mundo de possibilidades e de impossibilidades e, na maioria das vezes, quem está ao nosso lado não percebe isso?
Assistindo os heróis na televisão, lendo suas histórias nos gibis, imaginando suas histórias acontecendo com a gente, dentro da nossa sala de aula ou na cidade onde a gente mora. Claro que esse herói seria nosso amigo íntimo! Aprenderíamos como salvar uma linda garota e ela se apaixonaria pela gente! Também saberíamos os segredos mais pessoais desses heróis; suas fraquezas e suas virtudes. Saberíamos também como ter aqueles poderes absurdamente belos e atraentes!
Quem nunca pensou assim? Talvez tenhamos alguns infelizes que não, mas certamente a grande maioria queria ter sido um grande herói ou talvez até ser um grande vilão; ou mais ainda, um anti-herói. Aqueles que não respeitam regras como os vilões, mas acabam fazendo o bem como os heróis.
De todos os poderes de todos os heróis já vistos e conhecidos, um particularmente chamou atenção de um garoto: o poder de voar. Esse garoto não tinha lá muitas vantagens. Era magro, não chamava atenção pela beleza porque não a tinha como outros meninos de sua turma; tampouco era galanteador, não sabia nem paquerar uma menina direito muito menos convidá-la para sair. Não se vestia na moda nem seguia os padrões de comportamento social. Para ele, o que significava mesmo era o coração de cada um. Nunca se importou com classe social, cor de pele ou se era pedreiro, padeiro ou prefeito. Tudo era a mesma coisa!
Numa tarde, ele estava sozinho em casa quando passava na TV um filme sobre imaginação, aventura e que todos os sonhos, não importando quão divinamente ridículos, impossíveis ou infantis fossem, eles se realizariam. Apenas precisava que acreditasse e eles se tornariam realidade! Pronto, a loucura ingênua da infância tomou seu devido lugar na mente e no coração daquele menino e não saiu mais!
Quando disse que tudo começou numa brincadeira não estava mentindo. Brincando de saber qual seria seu maior desejo caso estivesse diante de um gênio da lâmpada mágica, o menino da nossa história prontamente disse que gostaria de voar. “Para onde?”, alguém perguntou. “Para onde eu quisesse!”, ele respondeu. “Não haveria mais limites para viver ou conhecer. Não haveria mais limites para nada. O dinheiro não seria mais problema a não ser para comer e vestir. Estaria aqui e em outro momento estaria em outro lugar. Poderia levar quem eu quisesse para conhecer os lugares que quisessem sem cobrar nada por isso. Poderia ir e conhecer as pessoas que quisesse na hora que quisesse. Salvaria pessoas nos prédios, nos andaimes, em incêndios e em acidentes. Seria um herói em carne e osso, sem precisar de gibis ou de filmes. Estaria aqui o tempo que fosse e voaria o tempo que fosse”. Esse era o desejo mais íntimo desse garoto em se tratando de voar. Parece até um tanto atrevido esse desejo, quase desejando ser Deus; mas isso nunca passou na cabeça dessa criança. Aliás, essas coisas nunca passam na mente e no coração de criança alguma. Só os adultos “maduros” é que gostam da idéia de controlar, mandar, ditatoriar a vida de outra pessoa.
Não preciso nem dizer que isso foi o suficiente para que o pessoal da mesa fosse ao chão na maior gargalhada e jogando um balde de água fria no discurso inspirado do menino. Aí vieram as explicações que nunca um ser humano poderia voar pelo simples fato que ele não tem asas, nunca houve ninguém que voasse, era impossível, cientificamente impossível, e toda conversa que os mesquinhos de alma são perfeitos em fazer. Mas o menino queria voar; e ele voaria.
Ele voaria quase toda noite quando ele pedisse para o seu Pai do céu que Ele desse uma oportunidade para mais uma vez voar por sobre a cidade e ir de lugar a lugar, tendo a sensação inigualável que é flutuar seu corpo por sobre nuvens e montes sentindo o vento bater em sua face e fazer aquelas manobras que só quem voa entende.
Ele voaria muito mais alto realizando seus sonhos; sonhos estes que muita gente nunca acreditou que se realizassem de fato. Calaram-se diante da verdade de que esse garotinho voava de verdade.
Ele voaria entendendo que na vida nem tudo funciona do jeito que a gente quer. Mas sempre a gente acaba gostando do final da história. Não por causa do resultado, mas por causa do entendimento e de quem sempre está por trás.
Ele voaria entendendo que há gente má nesse mundo. Gente hipócrita, gente aproveitadora, gente que não sabe amar, gente que machuca, gente que não é gente. Mas mesmo essas pessoas são assim porque não sabem como é gostoso voar.
Ele voaria vendo os horrores do mundo e que nem tudo a gente pode consertar. Ainda que seja uma coisa boa, às vezes não dá!
Ele voaria sabendo perder. Perder alguém que precisa ir embora. Precisa alçar vôos mais altos, chegar enfim no lugar onde não há lágrimas, não há dor, não há mais medo nem pânico, não há mais como perder, porque agora é só voar de novo e de novo e de novo.
Ele voaria conhecendo que há Alguém lá no céu que quer ficar bem pertinho da gente aqui na Terra. Esse Alguém sabe de tudo que a gente precisa, e de tudo que a gente sofre, e de tudo que a gente espera ganhar algum dia na esperança de uma vida melhor. Esse vôo esse garoto não esqueceu jamais.
Ele voaria esperando dias melhores. Dias melhores para a mãe que perde a batalha do dia a dia com as drogas que seu filho escolheu. Dias melhores para o pai que sai pra achar emprego e não acha nada, só tapas e portas na cara. Dias melhores para o jovem que vê tudo isso e se encontra de mãos atadas diante de um sistema diabólico de selvageria extrema que insiste em pregar que o melhor é sempre aquele que está no topo, e não aquele que se esforça, e não aquele que é honesto. Dias melhores para o idoso que quer, no mínimo, descansar e curtir os netos sem dor de cabeça porque a aposentadoria está nas mãos de governantes diabólicos e sem escrúpulos.
Ele voaria mais e mais. Ele voaria vivendo e aprendendo. Sabendo que as pessoas não são do jeito que ele queria elas fossem, mas do jeito que Deus quer. Voaria vendo a graça de Deus na música, nos livros, nos filmes e novelas, nas fábulas e nas histórias de ninar. Voaria muito, sem saber onde parar, sem saber se devia parar.
E ele continuou voando. Agora, ele não era mais conhecido como aquele garoto que queria voar. Não, não mais! Agora ele era conhecido como o garoto que sabia voar!
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