terça-feira, 27 de outubro de 2009

Entre Humanos e Manequins!


Recentemente ouvi uma mensagem do Pr. Caio Fábio onde ele fala sobre a vida no evangelho e como essa vida tem sido vivida por nós chamados “evangélicos”, termo esse que denota que partimos do pressuposto do Evangelho, mas a realidade é totalmente diferente.

O que temos visto na verdade, e principalmente nos meios de comunicação onde não se fala mais em Evangelho, mas sim se fala em “Dinheirogelho”, ou “Prosperogelho”, é uma onde de quase uma lavagem cerebral na mente dos filhos de Deus. É mais fácil controlar massas do que formar discípulos.

Não se vê paz e alegria nos olhares da maioria das pessoas nas nossas igrejas. Por conta de tantas adversidades e por causa de tanta dor, a fé de alguns se cansou, o amor de alguns se esfriou, a confiança de alguns se abalou e a paz de muitos foi substituída por remédios para dormir, remédios para emagrecer, por um consumismo descontrolável que por fim traz não tranqüilidade, mas muitos mais dor de cabeça e mais problemas a serem resolvidos e entramos nesse globo da morte onde cometemos suicídios emocionais e espirituais o tempo todo.

Temos uma idéia de que conversão é aquela baseada nos testemunhos apresentados. Aqueles que diziam que antes o Fulano bebia, fumava, cheirava, pegava todas as mulheres que queria, esbaldava em gastar dinheiro e depois que aceitou Jesus a vida dele mudou; agora não bebe, não fuma, não cheira, não pega ninguém, não gasta dinheiro com bobagem, mas lá dentro se nega a assumir que continua sendo humano, tendo as mesmas vontades de antes, tendo os mesmos desejos de antes. E aí fica a pergunta: Quem engana quem?

Se forem ver os manequins das vitrines não bebem, não fumam e não se drogam, não transam, não precisam gastar dinheiro com roupas, mas sempre estão bem vestidos. Dá a impressão que criamos verdadeiros manequins. Acaba sendo sim, uma nova criatura, mas sem vida, sem esperança, sem gosto de viver. O que precisamos entender é que somos humanos convertidos e em processo constante onde enfrentamos nossos medos, confrontamos eventuais falhas e erguendo a cabeça sempre porque quem começou a boa obra um dia vai terminar.

Não há um incentivo ao pecado, mas um grito de liberdade que existe em Cristo e no Evangelho por Ele ensinado. Não precisamos de um programa de dados pré programado, cheio de diretrizes e de movimentos pré agendados; até porque não somos “RoboCrentes”. O que precisamos é enxergar de uma vez por todas que é sim possível ser crente e ao mesmo tempo humano. É possível encararmos nossas crises e tentações de uma maneira mais humana e com menos indiferença. É possível olharmos para cada irmão nosso na fé de uma maneira diferente e mais humana àquela ao olharmos uma vitrine de loja. Não sois manequins, humanos é que sois.

Eu com o Rosa de Saron!

No domingo acabei indo ao show do Rosa de Saron em Prudente.
Foi um showzão! E ainda de quebra na segunda, a convite de um amigo, acabei conhecendo os caras na importadora da Sonotec. Foi um dia bacana! A rapaziada do Rosa são, sem dúvida nenhuma, uma galera comprometida e muito temente a Deus. Uma experiência inesquecível!
Ficam aí as fotos pra vc conferir que também estão no orkut! Valeu galera!






sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sempre Que Tiver Um Ainda!


Ainda que o mundo vire as costas para mim, e nossos sonhos sejam considerados como meras alucinações por pessoas que acreditávamos que iam sonhar junto conosco; ainda que a esperança seja aquela que foi a primeira vítima fatal diante de tragédias e peças pregadas pela vida; ainda que a fé esteja cicatrizada por conta de tantas decepções; Ele não nos abandona.

Ainda que todos os membros de nossa casa familiar virarem as costas para nós, não depositando nem um pouquinho de confiança nas nossas percepções de vida; ainda que nossos relacionamentos fracassem por razões que não devem ser levadas tão a sério porque podem atingir a todos nós em qualquer momento; ainda que sejamos apunhalados nas costas ou pela frente pelos nossos “Brutus”; Ele ainda não nos desampara.

Ainda que nossa vontade seja totalmente contrária ao que Deus determinou que fosse; ainda que haja uma briga constante entre o bem e o mal dentro de nós e não conseguimos trazer certo controle nessa disputa; ainda que estejamos longe de casa e longe da presença do Pai; Ele nos espera de braços abertos e coração compassivo onde sempre terá nosso lugar reservado.

Ainda que enfrentemos perdas das mais inesperadas e incompreensíveis; ainda que não tenhamos força para realmente enfrentar a situação e levantar a cabeça; ainda que as pessoas nos julguem de não termos fé; Ele ainda nos entende e ainda ama porque Ele não pode negar o que realmente é, ou seja, o verdadeiro amor.

Ainda que enfrentemos tempestades emocionais; ainda que não tivéssemos força para levantar da cama; ainda que não possuíssemos o ânimo necessário para prosseguir a caminhada da vida; ainda que nossos olhos não consigam fixar em Cristo e comecemos a afundar e, perdidos, vemo-nos envoltos pelas ondas e pelo mar que quer nos engolir de vez; Ele é fiel o suficiente para alcançar nossa mão e nos tirar lá do fundo, mesmo que para isso seja necessário andar por sobre essas águas.

Ainda que tudo se perca; ainda que tudo se desintegre; ainda que o nada seja a sobra final; Ele é poderoso suficiente para refazer, renovar, ressuscitar o que estava morto, mesmo que seja por quatro dias, quatro meses ou quatro anos.

Deus é em Cristo e por isso há esperança para qualquer ser humano. É a certeza que o amanhã será melhor, não sabemos quando, mas temos lá no fundo do coração, a certeza do como. Talvez percamos a fé na caminhada, talvez estejamos anestesiados para a mensagem simples do evangelho que se resume em palavras simples como amor, esperança, misericórdia, alegria e paz. São palavras tão distantes do nosso dia a dia, mas ao mesmo tempo tão próximas; vizinhas ao nosso desespero.

Sempre que existir um “ainda”, haverá uma esperança em resposta. Há tempo de se consertar, há tempo para voltar pra casa e ser reconhecido novamente como filho ou filha, há tempo de celebrar e de ter sempre um “ainda” e uma história pra contar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Fé Que Nos Faz Viver!


Acredito que a fé, além da esperança e da confiança em Deus, é o elemento principal para tomarmos as decisões mais importantes da nossa vida. Na fé é onde todas as demais coisas se encontram e tomam forma e significado. É na fé que acreditamos nos milagres e em dias melhores para nossos entes, amigos e para nós mesmos.

Mas e quando essa fé se esvai? E quando essa fé se torna menor que o grão de areia e menos eficaz que qualquer crença? O que fazer quando nos encontramos em situações onde nossa fé se tornou não mais do que uma lembrança boa de uma época dourada onde os impossíveis poderiam acontecer, onde sonhos poderiam se realizar, onde a esperança de fato nunca poderia morrer?

Há momentos que nossa fé literalmente se congela, estaciona-se num ponto e não anda nem pra frente e nem pra trás; ela simplesmente se finge de morta e fica deitada naquele berço esplêndido chamado religião. Achamos que se estamos freqüentando a igreja, realizando os trabalhos da comunidade, devolvendo o dízimo ou fazendo qualquer outra coisa relacionada à vida institucional eclesiástica, nossa fé está intacta ou inatingível. Ledo engano nosso!

Existem pessoas que estão na igreja, dentro dos nossos salões de culto e estão completamente vazias por dentro, e não por uma razão de abandono, mas pelo simples fato de que elas não estão conseguindo abrir os olhos, não estão conseguindo levantar as mãos, não estão conseguindo pronunciar uma única palavra durante uma oração, só se ouve um murmurar de ruídos que expressam uma agonia e um desespero de querer encontrar onde foi parar aquela fé que tanto se fala. A angústia substitui a alegria de servir a Deus e um sentimento de culpa nos invade de tal forma que não mais sabemos se estamos pecando, se estamos salvos, se estamos vivendo.

A fé que aprendemos em alguns lugares é para seres extraterrestres, não para seres humanos que sentem, sofrem, seres que são tentados o tempo todo e puxados constantemente para as práticas e paixões humanas. Não ouvimos falar de fé para os deprimidos, para aqueles atacados pelo pânico, para os doentes emocionais. Não! A fé só cabe em lugares onde os semideuses estão, onde os Hércules e os Aquiles espirituais freqüentam.

A Bíblia nos mostra pessoas comuns que conseguiram vencer situações onde muitas vezes pensamos que nunca poderíamos vencer. Esquecemos que todos aqueles personagens bíblicos, exceto nosso Senhor, eram essencialmente humanos e falhos. O que eles fizeram e que foi a grande diferença é que, apesar de estarem pequenos, fracos, despedaçados, quase que moribundos na fé, quase desistindo de tudo e desejando intimamente a morte para si, eles lembraram que ainda havia Alguém que pode tirar a pedra e nos chamar para fora. Poderemos nos esquecer de Cristo, mas Ele jamais vai se esquecer de nós.

A fé genuína é aquela que mesmo fraca, congelada, quase morta, sabe que uma hora dessa nosso nome a gente vai ouvir e por causa Dele, só Dele, sairemos de onde parecia ser nosso último estágio e nos leva para ficarmos do lado Daquele que faz a vida valer a pena.

O Divino e o Humano!


De repente me vi numa das situações mais assustadoras de toda minha vida. Pessoas me vendo e a exposição de algo que alguns sabiam que era verdade, mas nem tanto, trouxe um sentimento de impotência total. Em poucos minutos, fui de um ponto da vida onde as coisas pareciam ser controláveis a outro ponto onde toda minha humanidade foi colocada à luz, diante de pessoas que estavam tão perdidas quanto eu.

O simples fato de um pastor ou qualquer líder religioso ser um “doente”, estar na categoria de impotência sentimental ou fazer parte daqueles que são considerados “inabilitados” para uma função religiosa na mente de algumas pessoas, por mais absurda que essa idéia possa ser; que tem em sua interpretação de que os homens de fé jamais serão atingidos, até porque são cabeças e não caldas.

O discurso que é pregado e apregoado hoje nas igrejas de uma forma geral é que nosso alvo é uma divindade totalmente destituída do humano. O maior exemplo contra esse idéia é o próprio Cristo que nos ensina que é possível sermos humanos e, ainda que sejamos encharcados com o pecado, termos a imagem e semelhança do nosso Criador coexistindo em nós.

Quando percebi que posso ser frágil sem perder a minha fé, quando percebi que posso tropeçar na caminhada e ao mesmo tempo saber que tem Alguém que me ajuda a levantar, percebi que a fé cristã não é feita de deuses olímpicos, mas de humanos reais iguais a mim e a você. Por conta desse discurso triunfalista das nossas igrejas, pastores e líderes de qualquer departamento, presbíteros e diáconos sofrem por não poderem pedir ajuda no lugar onde toda ajuda deveria ser encontrada. O medo de ser taxado de “ser cego por causa do pecado” incomoda tanta gente que simplesmente nos calamos e sofremos calados esperando o milagre divino que pode acontecer no abrir das nossas bocas e ao confessar que daqui pra frente não dá pra prosseguir sozinho.

Não fomos criados para sermos sozinhos. Não fomos criados para sermos discretos demais com nossos sentimentos. Não fomos criados para sermos transformados dia após dia numa aberração robótica onde tudo pode ser explicadinho nos seus mínimos detalhes. Fomos criados para sermos seres humanos e termos um relacionamento íntimo com nosso Pai. Humanos, porque temos sentimentos, temos poder de escolha, temos a possibilidade do erro e a benção do acerto. Mas não acertamos sozinhos, mas podemos errar sozinhos. Andando juntos e compreendendo as dificuldades dos outros, não sendo indiferentes com as dores e tensões dos outros, podemos ser um exército que não deixa ninguém para trás no campo de batalha, mesmo ferido.

O conflito entre o divino e o humano resume-se na cruz, onde Deus se sacrifica para que a humanidade saiba ser mais humana e pare de querer ser divino demais. O último que quis ser Deus nem no céu está e nem pra lá vai. Prefiro caminhar na minha humanidade e saber que a redenção final me espera de braços abertos.

sábado, 17 de outubro de 2009

Baile das Máscaras!


Todos nós temos as nossas máscaras. Umas mais belas outras mais feias, mas todos nós vestimos uma carapuça. Às vezes, temos a necessidade de estar vestindo máscaras para agradar a um grupo específico; outras, vestimos por mero prazer e há outras em que vestimos por segurança, para mantermos um status quo mentiroso, mas confortável.

A realidade é que nem todos se sentem confiantes de serem o que são, de dizerem o que pensam e de fazerem o que gostam. Sentem uma enorme necessidade de agradar as pessoas e esquecem de agradar a si mesmos. Acham que suas vontades são pequenas ou mesquinhas demais para que outros saibam, mas na verdade o que está em jogo aqui não são as vontades, desejos ou qualquer outra coisa, mas sim o que está em jogo é que ali existe um ser humano com todos os defeitos e qualidades que uma pessoa pode ter.

As máscaras servem para esconder um rosto que possivelmente sofre uma perda de identidade violenta, mas que não se importa com isso. Os outros, mais uma vez, são mais importantes. Uma das mais belas passagens bíblicas que eu já li fala sobre um Criador que decide, mesmo que ele não precise disso, criar um ser que é Seu semelhante em essência e em alguns sentimentos, um ser que se relacionará com o Seu Criador e que O amará pela vida presenteada. Esse Criador dá a esse ser características únicas, Ele planeja cada detalhe de sua personalidade, Ele sonha com cada parte de sua existência e quando essa criatura está viva, ela decide se afastar do plano de seu Criador e parte para um mundo falso, cheio de feiras de ilusões com miragens de águas tranqüilas e cristalinas. Mas para entrar nesse mundo não se entra sozinho, entra acompanhado de uma máscara que posteriormente será conhecido por essa criatura como seu irmão gêmeo; uma maneira de esconder suas sujeiras.

Antes uma criatura com características únicas, agora é mais uma máscara no baile das vaidades. O Criador não se contenta com tanto engano em que sua obra prima se enfiou e através de um ato de amor, esse mesmo Criador se infiltra no meio do baile, só que sem máscaras. Ele é reconhecido por algumas de Suas criações que chegam até Ele e pedem para que Ele retire aquelas máscaras, que Ele perdoe as escolhas erradas, que Ele nos aceite da maneira como estamos.

O Criador, que agora se chama Pai, abraça Seus filhos um por um e tira deles suas máscaras e limpa as maquiagens e os coloca no salão ao lado chamado Casa dos Espelhos onde eles se vêem belos e limpos. É onde eles conseguem enxergar a si mesmos, os outros filhos e ao Pai. Preocupados com os outros mascarados, que são seus irmãos, invadem o baile junto com o Pai os avisando que tudo aquilo era falso, que havia algo melhor, que podiam tirar as máscaras e as maquiagens que seriam tratados como iguais e que seriam abraçados e reconhecidos. Alguns, com muito medo, não tiram as máscaras. Outros aceitam o convite, mas também sentem medo por talvez o Pai ser alguém muito bravo, pois falaram que Ele castiga.

Por fim, esse baile ainda continua rolando e os mascarados ainda estão por aí. Mas o Pai também ainda insiste em nos convidar a tirar nossas máscaras, a viver livres das vaidades e das ilusões que nos cercam e nos levar à sala do trono para termos a festa da liberdade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Existe Pecadinho e Pecadão?


Eis aí uma pergunta que todo mundo faz e tem a mesma resposta: Não. Mas acredito que essa resposta é um pouco falsa no contexto religioso que vivemos. Não existe o tal do “pecadinho” ou do “pecadão”, mas tratamos as situações como se elas fossem grandes ou pequenas. Vejamos, por exemplo, a situação de um fofoqueiro na igreja. O máximo que ocorre com ele é uma chamadinha de atenção e passar de mãos na cabeça e só. Agora uma pessoa que comete qualquer atitude relacionada com a área sexual está fadada a uma disciplina exemplar. Se não existe pecadinho ou pecadão, então por que essa discrepância? Por que essa humilhação? Por que essa diferença?

Nosso discurso é muito diferente da prática. As pregações sobre a graça de Deus são cheias de palavras bonitas, mas que partem de um coração totalmente mecânico e sem a mínima consideração com o próximo.

Pesquisando nas Escrituras percebo que o simples fato de semear brigas entre as pessoas da comunidade gera no coração de Deus um sentimento até mesmo estranho para nós entendermos; abominação. Ele abomina, sente nojo de tal fato. Há passagens de Jesus acolhendo pessoas que caíram, curando pessoas doentes, vejo o Senhor abraçando aqueles que antes de qualquer coisa, eram seus inimigos. Cristo nos ensina a como agirmos no meio da Igreja, não como instituição apenas, mas como lugar de abrigo, lugar de esperança, lugar de cura.

Acredito que não haja diferença para Deus se um pecado é esse ou aquele, mas vejo que para nós há uma diferença enorme. Essa cultura é resultado de um falso estudo bíblico e de uma medíocre interpretação da pessoa e obra de Cristo como um todo na Bíblia. Precisamos resgatar não mais a preocupação de saber se tal pecado é grande ou pequeno, se é uma mentirinha ou se é um assassinato, mas sim resgatar o conhecimento correto de Deus que invade mente e coração e que exala amor e misericórdia.

No sermão do monte, Jesus coloca todos os pecados em um mesmo patamar, ou seja, dignos de culpa. Mas depois ao longo de Sua vida Ele mostra que há perdão para todos esses pecados. O adultério não está apenas no ato em si, mas nasce nos pensamentos e tem muita gente adulterando por aí no mundo das imaginações. Ele diz também que não apenas o assassinato resume-se em ferir o corpo de outro, mas o simples fato das palavras serem ditas de forma agressiva e difamatória já se caracteriza um homicídio.

Talvez você diga que não existe diferença no pecado, mas nas conseqüências sim. Essa é outra mentira que está sendo ensinada. É muito simples. As conseqüências são resultados dos pecados. Se determinados pecados trazem conseqüências grandes, logo aqueles determinados pecados são grandes. É uma questão lógica de causa e efeito.

Mas acredito que mesmo sendo o tamanho que for o pecado, seja ele grande, pequeno, imenso, extremamente nojento, não importa; ele pode ser perdoado. E ele o é porque é promessa do grande Perdoador de pecados chamado Jesus. O que precisamos entender de uma vez por todas é que somos humanos e somos totalmente sensíveis às tentações e às investidas do inimigo, mas temos Advogado junto ao Pai que intercede por nós, que sabe que somos ainda pequenos e que somos ainda teimosos no nosso apego às paixões desse mundo. Portanto, seja o pecado pecadinho ou pecadão, ele não é nada perto do amor do nosso Pai.

Cuidado com a Falsidade!









Raciocínio Feminino!



Um homem telefona para a sua esposa e diz:

"Querida, o meu chefe convidou a mim e a alguns dos seus amigos para irmos pescar num lago distante. Vamos ficar fora uma semana. Esta é uma excelente oportunidade para eu conseguir a promoção que tenho esperado; por isso me prepare roupa suficiente para uma semana, e também a minha caixa de apetrechos de pesca. Vamos partir diretamente daqui do escritório, e vou passar aí apenas para apanhar essas coisas. Ah... Por favor, coloque também o meu pijama novo, aquele de seda azul".

A mulher acha que isso soa um bocado estranho, mas atende ao pedido do marido. No fim-de-semana seguinte, ele regressa da pescaria um tanto cansado; mas, fora isso, nada de anormal.

A mulher recebe-o com um beijo e pergunta-lhe se apanharam muitos peixes. Ele responde:

"Sim! Muitos pargos, algumas garoupas euns poucos carapaus. Mas, por que você não colocou o meu pijama de seda azul, tal como pedi?"

A mulher apenas olha fixamente nos olhos dele e responde segura de si:

"Coloquei sim, querido! Coloquei-o dentro da caixa de apetrechos de pesca".

*Moral da história: NUNCA DUVIDE DA CAPACIDADE DE RACIOCINAR DE UMA MULHER!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vai Tomar no ...

By O Bobagento!

No Vale da Sombra e da Morte!


Há momentos da vida onde nos encontramos na escuridão. E esses dias não são tão legais quanto aparecem ser nos filmes e novelas. Ter uma experiência de estar no lado errado em algum momento da existência não parece ser tão fascinante e atrativo para quem já esteve lá.

Nos filmes, os bandidos agora são tão mais atraentes que os mocinhos. E pra não perder espaço, criam-se anti-heróis. Pessoas que fazem o bem; protegem, mas cometem crimes com a justificativa de que “os fins justificam os meios”. Esse lado não é tão fantasioso e romântico quanto parece ser nas telonas.

Quando temos nossos dias de raiva, de fúria e revolta, fazemos no nosso subconsciente uma lista totalmente oposta àquela proposta por Schindler. Há certas épocas na nossa vida em que nos esquecemos; ou queremos esquecer; quem somos, o que construímos e por quem lutamos e queremos desistir de tudo e largar mão da vida e partir logo para o caminho mais fácil, mais atraente. Tudo isso baseado na tentativa de se conhecer.

O problema não é conhecer nossa capacidade maldosa ou nossa propensão para o mal, mas o que fazemos quando passamos por esse vale de sombras.

Há muitos que se perdem ao passar por esses atalhos camuflados. Muitas pessoas não conseguem encontrar o caminho de volta e desistem de tentar. A dor e a culpa são os maiores inimigos nessa história toda. A dor de não ter a resposta que esperava de Deus, a dor de não conseguir chegar ao cargo tão esperado na empresa, a dor de não passar nos concursos da vida, e culpa de não conseguir lograr êxito em alguma área da vida. São muitas coisas que amontoam na nossa mente e nos conduzem ao vale da morte, da escuridão.

Mas há algo que não podemos jamais esquecer. Na vida humana há uma possibilidade que em nenhum outro lugar se tem. Nem mesmo no mundo celestial se tem essa possibilidade. É a possibilidade de sempre recomeçar, a possibilidade de sempre deixar pra trás o que pra trás ficou e ir direto para os braços do Pai. Ninguém entra no vale das sombras e da morte sozinho, é que a escuridão é tão densa que não temos a possibilidade de ver quem está do nosso lado. Nessas horas de total escuridão é necessário parar e fazer o que qualquer criança faria quando se perde; aguarda pelo socorro!

Mesmo que nossa confiança em Deus esteja abalada, mesmo que nossa fé seja menor que um grão de mostarda, mesmo que os super crentes nos julguem de fracos e de pequena fé, o nosso Deus jamais nos desampara. Mesmo que tudo o que você tem lido não tem acrescentado nada, nem mesmo a leitura da Bíblia, saiba que Deus entende seu momento, não lhe julga, não lhe condena e nem mesmo lhe trata com indiferença. Ele lhe pega pelos braços e, mesmo que no colo Dele O esbofeteemos na nossa revolta, Ele espera e aguarda o momento de lhe abraçar e dizer que tudo não passou de uma tempestade que agora já não existe mais.

Pensamentos Profundos!





























terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Maneira Menos Complicada!


Conforme os dias passam a gente começa a descobrir como é difícil viver essa vida de indiferenças e de injustiças. Mas mais difícil ainda é vivê-la sozinho. Quando a gente descobre que a vida pode ser melhor ao acharmos a pessoa certa com quem podemos abraçar e esperar a dor passar, a gente pode dizer que pelo menos sabe como é bom viver.

Quando tive o privilégio de achar a minha companheira, fiquei com as mesmas dúvidas que qualquer ser humano tem quando está diante de respostas óbvias para as perguntas mais importantes da vida. Dúvidas com respeito ao futuro e quanto ao presente. Percebi, no entanto, que essas dúvidas atrasavam minha maneira de ver a vida. Focalizava apenas nas dúvidas e na ansiedade de resolvê-las o mais cedo possível que deixava de experimentar e me deliciar com aqueles momentos tão únicos e especiais que eram justamente aqueles que iriam me preparar para os próximos.

Todos nós passamos por nossos vales de sombra e da morte todos os dias. Quando não é na saúde é na condição financeira; se não é na financeira é na emocional; quando não é na emocional é no espiritual; isso sem contar que muitas vezes todas as áreas entram em crise existencial juntas.

Mas é aí que aparece aquele ou aquela que Deus colocou na nossa vida para nossa auxiliadora ou auxiliador. No meu caso, uma auxiliadora idônea, semelhante a mim, carne da minha carne, que sente como ninguém as dores da vida e que tem aprendido de uma forma quase que insuportável que há seres humanos terrivelmente maus, sem coração, falsos e totalmente destituídos de senso de humanidade; mas também aprendeu que há seres humanos bons, que sofrem a nossa dor, que choram as nossas perdas, que deixam de enxugar as próprias lágrimas para enxugar as nossas, que saem de suas casas para irem à igreja pedir ao Pai do céu que se lembre sempre de nós, que juntamente conosco também aprendem que somos humanos e nada mais que isso.

Há uma forma mais amena de se viver. Há uma forma celeste que Deus o nosso Pai criou de termos um pouquinho do gosto de como é o céu quando nos deu nossos companheiros no casamento. Casando-nos Deus está nos ensinando que é dessa forma como Ele se relaciona conosco, como noivo que se relaciona com a noiva, que a ama de todas as forças e a perdoa quando há uma falha, que não consegue contar e nem ao menos se lembrar dos erros, pois já não são importantes e nem dignos de uma mísera lembrança.

Claro que nós como humanos não temos condições de tal perfeição, e nem é a vontade do Pai que tenhamos a obsessão sermos assim. Mas o que Deus quer mostrar é que é possível amenizar as dores da vida quando olhamos e fixamos nossos olhares Naquele que jamais desistirá de nós, jamais abrirá mão de nós, mesmo ainda falhos, fracos e em pedaços.

Deus nos ama tanto que quando quebramos o pacto que temos com Ele, a atitude de Deus não é julgar, não é condenar, não é culpar e muito menos castigar; é juntar os cacos. Quando Ele fala da Sua noiva como branca e pura, é claro que Ele não está falando da nossa maneira de enxergar a Igreja, mas da maneira Dele. Para Ele, a Igreja ainda é branca e pura porque não depende de mim e nem de você, mas Dele.

Quando achamos alguém que cresce junto com a gente, que não nos deixa cair ainda que a tempestade seja grande, quando é alguém com quem podemos contar, mesmo quando ninguém dá à mínima, podemos olha pra vida com mais alegria e esperança, pois fomos achados quando estávamos perdidos.

Homenagem ao Dia das Crianças!


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um Pedacinho de Paz!


Lembro-me de quando criança via um coleguinha com um baita lanche, melhor do que estava comigo, e claro pedia um pedacinho daquele lanche. Era meu sonho de consumo naquela hora. Traria uma imensa realização de bem-estar e de prazer tendo pelo menos um pedacinho daquele que era um imenso lanche. Queria estar na casa daquele amiguinho, queria conhecer seus pais só pra saber de onde ele conseguia um lanche daquele tamanho.

Vejo que muitos de nós somos assim em relação à paz. Muitos não conhecem sequer o significado da palavra. E não estou falando aqui de etimologia ou morfologia, mas me refiro àquele significado pessoal, inigualável e incomparavelmente superior aos etimológicos e morfológicos.
Passamos por determinadas experiências que nos deixam perplexos. Não conseguimos dormir por “N” razões. O trabalho não vai bem, o casamento não vai bem, a gente não vai bem. Procuramos os culpados em toda parte e espalhamos cartazes de “Procurados” em toda nossa vida pensando que tudo está do lado de fora.

As palavras de Cristo não soam mais como sendo palavras confiáveis. Quando Ele diz: “Deixo-vos a minha paz. A minha paz vos dou” não acreditamos de fato. Aliás, tomamos essas palavras como amuletos e não como promessa que se cumpre. Mas que paz é essa que Cristo menciona se Ele sabia que tudo o que passaríamos aqui na Terra se resume em aflição em cima de aflição em cima de aflição? Que paz é essa que não faz com que filhos de Deus se libertem dos remédios para dormir e dos antidepressivos? Que paz é essa que nunca chega?

Às vezes achamos que tendo dinheiro se tem paz. Dinheiro pode comprar quase todas as coisas, e uma delas que não se compra é paz. Podem-se ter mansões e carros, roupas e jóias, mas não se tem paz. Às vezes achamos que indo a certos lugares, conhecendo certas pessoas, fazendo determinadas coisas conseguimos alcançar a paz, mas não chegamos nem parece que nem chegamos perto do tão sonhado sossego.

Precisamos definir paz. A palavra paz na Bíblia significa não a ausência de batalhas e de tribulações. Ela confirma que haverá inúmeras batalhas, inúmeros incômodos, inúmeras humilhações e situações que podem sugar até a última gota de sanidade emocional que possa restar em nós, mas confirma também que mesmo em meio a tudo isso, a mão de Deus jamais nos desampara. A paz eterna alcançaremos na eternidade, mas enquanto aqui nessa Terra de horrores e de injustiças inexplicáveis e de sofrimentos que ninguém pediu pra passar temos uma chance de provarmos um pedacinho daquilo que podemos chamar de paz.

A paz verdadeira é quando nos encontramos conosco mesmo e nos conectamos novamente com nosso Criador que agora já não nos trata mais como meras criaturas, mas como filhos que ainda insistem em brincar no barro, na terra, mas que podem voltar pra casa e tomarem um banho. A paz que todos ansiamos ter não é daqui, não pertence a esse lugar, a essa era, mas podemos pedir pelo menos por um pedacinho.