sábado, 4 de abril de 2009

Sexo, Casamento e Dores de Cabeça


Não há um adolescente, pelo menos que seja um tanto quanto normal, que já não tenha passado pelo vale da sombra e do sexo e que não tenha suado as mãos, sentido a barriga esfriar e “aquilo” ficar um tanto quanto excitado. Imagino como esse assunto tem sido tratado nas igrejas com nossos jovens e não tenho me sentido bem com essa minha imaginação.

Por que tanto tabu com um assunto que Deus teve tanta naturalidade em tratar com sua criação? Por que tanta pressão no jovem para não transar, sendo que o foco não é o sexo em si, mas o amor a Deus e a si mesmo? Essas e tantas outras perguntas norteiam a mente de alguns jovens e dos pais que querem o melhor para seu filho.

Uma vez me perguntaram o que eu achava de sexo na igreja? Eu respondo sempre à essa pergunta dizendo que há tantos outros lugares mais confortáveis e mais atraentes para esse fim, mas se a pessoa tem essa fantasia, fazer o que? Tirando as piadinhas e pensando seriamente no assunto acho que a igreja em geral precisa se preparar mais e mais para enfrentar uma onda gigantesca de sexo. Tanto pela mídia quanto pelos membros que ali freqüentam. Os pais estão no meio desse tiroteio e precisamos de uma maneira urgente encarar o fato de que sexo agora está se tornando coisa de criança e precisamos auxiliar esses pais a como conduzir caso a caso a uma compreensão bíblica e sadia do assunto.

Por que digo que é coisa de criança? Percebam a violência infantil na mídia em geral! Meninas de nove anos sendo mães e passando pela situação da exposição pública de um aborto. A coisa está se tornando mais complicada e descontrolada do que se pode imaginar.

Falar sobre virgindade e sobre a fidelidade no casamento hoje é o mesmo que lembrar-se de Pelé e dos bons tempos da Copa de 70! Dá a impressão de que sendo virgem numa sociedade desvirginada é mesmo que ser um criminoso ou, pra início de conversa, esquisito.

Lembro-me da história de Pinóquio, o boneco de madeira que queria ser gente. Aconteceram muitas coisas com Pinóquio, mas uma em especial me chamou atenção. Ele se vê no meio artístico, sendo uma atração de um circo de horrores e mesmo assim se sente bem, e acaba se esquecendo do seu criador e do seu propósito, que era entreter, mas não sendo o esquisito e o ridículo. Aprendo com essa história que temos perdido o nosso principal propósito aqui nessa Terra. Gente como nós tem estado numa luta constante para descobrir quem são na verdade. Por isso essa loucura desenfreada onde homem sai com homem, mulher com mulher e quando pinta a inspiração homem com mulher.

Antes de entender sexo, de usá-lo e de apreciá-lo do jeito que nosso Criador fez, temos que entender quem somos, para que estamos aqui e quem é o nosso, ou nossa, parceiro, ou parceira!
Deus não odeia o sexo! Isso precisa ficar bem claro! Ele criou e fica extremamente feliz quando Seus filhos aproveitam no tempo certo e com a pessoa certa um dos maiores presentes que Ele deixou para nós. Deus criou o homem e a mulher para que se relacionassem e tivessem filhos, tivessem descendência. Para que isso ocorresse era necessário haver relações sexuais entre os dois para que o propósito de Deus se cumprisse. Tendo isso em mente percebemos implicações um tanto quanto sérias.

A primeira é que é não homem com homem e nem mulher com mulher, muito menos as crianças estavam nesse meio. O que vemos é uma distorção do padrão estabelecido. Se for homem com mulher, que seja! Agora os homens, com tanta mulher no mundo, querem fazer sexo com outros homens. Qual o resultado? Falta de homem para as mulheres, e isso afeta a igreja e a família! Outra implicação; Deus os abençoou, ou seja, houve um compromisso assumido, uma aliança pública entre um homem e uma mulher, portanto, o casamento é uma condição para que o sexo aconteça; é o clímax da cerimônia, é o orgasmo múltiplo, uma satisfação de estar dentro, mais do que isso, no centro da vontade de Deus.

O que vemos na igreja? Jovens e adultos totalmente descomprometidos com essa realidade. No caso de muitos jovens, eles e elas nem sabem o que vão fazer no futuro, não se conhecem direito, e nem precisam saber por que estão na fase de conhecer e saber de tudo isso. Mas dando passos maiores que as pernas acabam cometendo loucuras e desestruturam suas vidas por completo.
Deus não os quer assim. Sofrendo e se perdendo. Apesar de o sexo ser algo tremendamente bom e muito abençoador na vida de qualquer pessoa, ele só se tornará isso se feito dentro das regras do jogo. Isso mesmo, o sexo é como um jogo com regras e se não seguimos com cuidado as regras, acabamos por perder o jogo e não sabemos aproveitar o máximo da diversão que isso poderia nos causar!

O sexo é divertidíssimo. É a primeira maravilha do mundo quando feito na hora certa, com a pessoa certa e da maneira correta. O certo é que Deus não quer que ninguém fique sozinho, a não serem os casos extremamente únicos e específicos onde pessoas são chamadas para o celibato e escolhem viver assim e convivem bem com essa opção; fora isso, Deus nos fez para termos com quem se relacionar e ter filhos e sermos felizes.

A desgraça acontece quando toda a natureza e o propósito do sexo são totalmente deturpados e vira uma coisa circense, um espetáculo onde alguns pagam pra ter, outros se enganam apenas para se satisfazer e outros acatam a pressão dos grupos de amigos acabando por transar, mesmo não querendo, em muitos casos!

Agora, pensemos um pouco sobre a questão do casamento. Gente mesmo casada quase não consegue ter relações sexuais saudáveis. O stress, o cansaço e a falta de diálogo e sensualidade no casamento fazem com que os casais percam a beleza e satisfação de se relacionarem. Depois de várias dores de cabeça e muito afastamento, o casal acaba procurando ajuda ou, em muitos casos, o divórcio!

Cristo permitiu o divórcio por causa da dureza do nosso coração! Às vezes temos jovens se casando cedo por causa do sexo, só por causa do sexo. O argumento é que “não devemos viver abrasados”. Isso é falta de orientação e de maturidade. Como podemos autorizar um casamento onde a motivação não é morar junto, não é conviver apesar dos defeitos e das diferenças, não é formar uma família, mas só fazer sexo?

Tudo isso faz parte, inclusive o sexo, da vida do casal, mas precisamos entender que os nossos jovens estão recebendo um bombardeio de informações e imagens sexuais que fazem com que o desejo, que é algo totalmente normal na vida de qualquer pessoa, transforme-se em algo descontrolado.

Não devemos tapar o sol com a peneira e ficarmos dizendo que não está acontecendo na nossa casa. Está acontecendo e precisamos tomar cuidado! Vamos encarar o sexo da maneira como Deus encara; mais divertido, mais prazeroso e chega de colocar nas costas dos nossos jovens um peso que nem nós mesmos conseguimos suportar. Precisamos ajudá-los e entendê-los em suas dificuldades para que lá na frente eles não tenham muitas dores de cabeça; entenda como quiser!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Faça a Revolução


Não preciso perder o meu tempo e nem o seu para apresentar o estado caótico em que o nosso mundo se encontra. Homens que parecem mais “lobos maus” que acabaram de sair dos contos de fadas correndo atrás de crianças e, literalmente, devorando-as e estraçalhando com os sonhos e perspectivas de uma mente ainda em formação e que não entendem o porquê de tamanha violência. Ficamos petrificados diante da televisão quando nos jornais aparecem casos onde a droga consegue enfim realizar o mais horrendo e brutal dos atos; assassinar a família, tornar filhos e pais em inimigos mortais.
Quantos de nós já não passamos pela experiência de enterrar um amigo ou um ente querido que, por razões que não valem a pena aqui comentar, perdem suas vidas na noite. Sabem a hora que vão sair, planejam o momento de voltar para casa, mas muitos não voltam, não deram tempo de dizer adeus, não pediram permissão para irem embora dessa forma; simplesmente foram e levaram consigo parte de nossa vida e coração.
O mundo em que vivemos está colocando a Igreja do Senhor na parede e insistem em nos perguntar: “Onde está o nosso Deus?”. Não pergunta como uma afronta, não demonstra incredulidade, está implorando que mostremos a ele que vale a pena acreditar em um Deus que tudo pode fazer para voltarmos a acreditar que dias melhores virão.
Diante desse apelo irresistível, o que temos feito? Nossos jovens estão negociando o inegociável, barganhando algo que não objeto de barganha, vendendo suas almas ao inferno novamente, trocando suas pérolas por comida de porco! Está na hora disso se transformar numa postura que mude o mundo! As pessoas estão cansadas de discursos. Observem as campanhas políticas, alguns dos sermões pastorais e artigos escritos nos jornais. Todos falam a mesma coisa: promessas que custam se realizar! Diante disso tenho uma proposta.
Proponho uma revolução em todo o sistema religioso que conhecemos hoje. Passemos a ser mais humanos e menos deuses! Gente que consegue sentir e chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram, mesmo que a alegria do outro me incomode a ponto de querer estar no lugar dele. Proponho que mudemos a motivação de todas as nossas atitudes. Chega de filantropia mútua! Façamos o bem sem olhar a quem! Voltemos a ouvir as palavras do Redentor quando diz que “não veja a mão esquerda o que a direita está fazendo!”.
Sejamos mais próximos dos outros que nos apóiam, mesmo que seja longe do colo deles. Que conheçamos o verdadeiro valor e o imenso poder que existe no perdão. Mas o perdão verdadeiro e não esse que vemos onde pessoas dizem que perdoam, mas na verdade querem camuflar e fazer um exercício mental, quase um mantra, para auto justificarem seu medo de encarar a verdade.
Onde está a geração dos “apaixonados” por Cristo? Não tenho nada contra as músicas que trazem essa forma poética de dizermos o quanto amamos nosso Deus, mas o problema não está na música trazer essa mensagem, mas nos cantores que passam para a igreja e para o mundo que tudo aquilo não passa de poesia e só isso. Não se verdade nos olhos das pessoas, não se enxerga mais sinceridade nas lágrimas que são derramadas após uma mensagem inspiradora. O que se vê são momentos de profunda emoção que não conseguem reverter em vida e prática daquilo que foi pregado. Choramos e somos sinceros em nosso choro e na nossa emoção, mas parece que as lágrimas apagam o fogo que o evangelho acendeu.
Proponho uma mudança radical na maneira que a gente encara a vida e as pessoas. Chega de julgar e de tomar o lugar que é somente do Pai Celestial. A cadeira de juiz tem dono! Proponho voltarmos a sermos servos, irmãos e nos contentar com a posição que nos foi confiada de mensageiros do Reino, de semeadores que saem a semear, de embaixadores do Reino, de despenseiros fiéis dos mistérios dos Céus e vamos deixar a função de Regente, de Rei, de Juiz, de Mestre, de Comandante, de Senhor do Universo a quem realmente é digno de tudo isso e muito mais!
Proponho sermos mais alegres e darmos mais risadas. O stress mata e não faz ninguém ser mais rico do que ninguém. Só deixa o ser humano, criado à imagem de Deus, com cara de quem acabou de sair de um encontro com o Diabo, totalmente desfigurado e sendo fantoche nas mãos de quem pensa que manda em alguém. Sejamos mais leves e mais flexíveis com os nossos irmãozinhos mais novos, mesmo que eles tenham vinte, trinta, quarenta ou até mesmo cinqüenta anos de igreja! Não entenderam ainda que o mingau é para quem está chegando, e não para os de longa data!
Proponho que sejamos mais leves! Não me refiro aqui em peso ou kilos ou Herbalifes e Forevers, mas sim no fato que Cristo está aqui para nos livrar das cargas pesadas da vida, Jesus faz um convite a todos os cansados, sobrecarregados, angustiados e deprimidos, gente assolada pela esquizofrenia religiosa e pela síndrome do pânico de conviver com regras humanas que nada tem a ver com a essência e a prática do evangelho puro e simples; um convite para a redenção completa do ser, onde a mente e todos os sentimentos se tornam cativos à vontade do Pai, mas esse cativeiro não tem nada a ver com o cativeiro que conhecemos, mas tem a ver com um cativeiro a céu aberto, sem algemas e sem precisar se esconder de nada e nem de ninguém.
Façamos uma revolução de vida e de essência! Olhemos para nós e vejamos se não faríamos as mesmas coisas que as pessoas com quem convivemos estão fazendo. O mesmo serve para entendermos os relacionamentos entre pai e filho, mãe e filha, marido e mulher, patrão e empregado e tantos outros. Será que suportaríamos com a mesma paciência as pressões que nós impomos às pessoas que se relacionam conosco? Vamos começar a viver algo que de fato mostre ao mundo que vale a pena estar vivo e poder se relacionar com pessoas, com seus defeitos e qualidades que, graças ao bom Deus, não são iguais a ninguém!
Proponho uma revolução, uma corrente que se estenda de norte a sul, de leste a oeste desse mundo perdido e sem rumo. Que sejamos a luz do mundo e o sal que dá gosto à vida, que possamos mostrar às pessoas como é ser filho de Deus e como isso vale a pena! Que Deus nos livre de nós mesmos e nos torne homens e mulheres, crianças, jovens e adolescentes mais humanos e que sejamos revolucionários da vida!

BIBLE FIGHT











Mais uma vez a internet é muito criativa!! Até demais!! A nova é essa imagem do um possível embate virtual em um game onde Jesus enfrenta Satan tanto no calvário (reparem a cruz vazia) e no meio do Mar Vermelho (Moisés já estaria do outro lado)!!!






O nome do jogo é Bible Fight e os personagens do jogo são: Noé, Eva, Moisés, Maria, Satan e Jesus. Deus é o chefão! E detalhe: não é mentira!!

Espinhos, Abrolhos e Cebolas


O mundo evangélico é recheado de jargões. Vários deles já se perderam no tempo e no significado. Muitos daqueles ditos cristãos não entendem o cumprimento: “A Paz do Senhor”! Não se procura entender o porquê de vários símbolos que temos ao longo da história cristã. Agora, o mais grave de todos é o fato de nós nos perdermos no significado da palavra “irmão”.
Já por várias vezes vemos essa palavra sendo usada de modo inapropriado e sem qualquer critério! Usa-se “irmão” para falar daquela pessoa que a gente esqueceu o nome. E nesse aspecto toda palavra é válida: “querido”, “amado” e etc. Nem se preocupa se de fato aquela pessoa é amada e querida mesmo. Na maioria das vezes não o é! A gente esqueceu, e pra não ficar feio esquecer o nome daquele presbítero importante, daquele médico renomado, daquele diácono emérito, a gente prefere chamá-lo de “irmão”.

O nosso Senhor em certa ocasião estava em um lugar onde seus familiares; mãe, irmãos e irmãs; chamavam-no para fora para lhe falar algo. Jesus diz de forma amorosa e profundamente tocante estendendo os braços em direção aos seus discípulos que eles eram seus irmãos, irmãs e mãe. Desde que eles cumprissem a vontade do Pai Celestial, estavam agora fazendo parte da família do Redentor.

Mas o que significa mesmo a palavra “irmão”? Façamos uma análise morfológica da palavra. No sentido primário, porém mais amplo, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a palavra “irmão” significa “filho dos mesmos progenitores”: do mesmo pai e da mesma mãe. Também significa uma pessoa de ascendência e parentesco comuns, particularmente um membro de um mesmo clã ou tribo. O termo também se pode estender aos membros da mesma raça ou nação ou de uma nação amiga. No Novo Testamento, especificamente, a palavra se refere aos seguidores de Cristo como sendo filhos de um mesmo Pai e, portanto, irmãos de Jesus, sendo Ele irmão mais velho dentre muitos irmãos.

Pois bem, tendo essa pequena explanação em nossa mente, podemos entender agora porque Cristo chamou todos os seus discípulos de irmãos, irmãs e mãe. Justamente porque Ele estava dizendo a todos que estavam ali presentes que fazendo a vontade do Pai, seríamos família de Deus. Por isso que Ele diz: “irmão, irmã e mãe”. Esse três elementos, junto com o pai, formam o que chamamos de Família. A questão não estava em saber quem era irmão, quem era irmã e quem era mãe. Todos ali eram tudo isso!

Não nos respeitamos mais como irmãos! O tempo passa e mais e mais percebo que perdemos a magia de conviver e de termos comunhão uns com os outros. Apenas nos encontramos nos fins de semana, e quando nos encontramos sempre acaba acontecendo uma coisinha chata ali, outra acolá que ajuda a aumentar ainda mais a distância que a semana já nos obriga ter!

A Palavra está cheia de versículos que nos ajudam a entender o relacionamento entre nós mesmos e as pessoas que estão à nossa volta! Ela diz como ajudar um irmão que está em pecado, ela dá diretrizes de como nos proceder diante de uma falsa acusação levantada para denegrir a imagem do nosso próximo, ela também nos ensina quando que devemos falar e quando devemos nos calar, entre muitas outras coisas.

Algumas características interessantes podemos aprender e melhorar como pessoas e cristãos nesse mundo que anda totalmente descontrolado, cego e, por conseqüência, incoerente.
Uma das coisas que aprendemos com Jesus é que irmão nunca trai o outro. E se acontecer, como por diversas vezes acontece, porque somos humanos e não somos deuses, graças a Deus, é totalmente viável a reconciliação e o perdão nesses momentos. Tem aquele momento da raiva, do choro e da dor, mas logo vem a paz e o desejo de estar junto de novo para brincar e conversar. Irmão é assim!

O que temos visto são pessoas que não se olham mais! E mesmo que se olhem, não conseguem enxergar a beleza das qualidades de cada ser humano. Só consegue enxergar defeitos e críticas. Passa a ser uma pessoa amargurada com a vida e frustrada consigo mesmo. As pessoas se falam, mas nunca se ouve o que uma está falando para a outra. Nunca que pessoas assim são irmãos! Ou não entenderam ou não experimentaram o relacionamento libertador entre Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo em sua própria vida, fazendo parte desse relacionamento, sendo parte integrante dessa família que aceita a pessoa do jeito que ela é, mas o amor é tão grande que acaba constrangendo a pessoa a ser alguém melhor a cada dia por amor ao outro e por amor ao Redentor!

Uma situação que é bem própria do relacionamento entre irmãos é que mostra qual é o nível e qualidade de relacionamento com seu pai! Sempre quando se vê irmãos convivendo bem, isso é um orgulho para o pai e para a mãe; mas quando se vê irmãos brigando e se devorando por qualquer questão, isso se torna um desgosto para a família. Algumas pessoas até podem falar: “O pai é gente boa, mas o filho não é flor que se cheire”! Dentro desse assunto me vem à mente a seguinte pergunta: “Que imagem temos passado para as pessoas de Deus, de nós e do nosso relacionamento em geral?”. Será que por algum momento a gente parou para pensar nessa implicação importantíssima no sentido prático do evangelho do Senhor? E não só isso. Se a gente é irmão de fato e de verdade, por que essa bagunça toda que temos presenciado e ainda ficamos com a boca fechada achando que não se trata de nós, mas sempre do outro?

Irmão que é irmão jamais se sentirá confortável em deixar o outro na mão; em todos os sentidos! É maravilhoso subir no púlpito e pregar sobre fraternidade e irmandade e sobre todas aquelas verdades bonitas que Jesus falou ao longo do Seu ministério e ver lágrimas no rosto das pessoas. É bonito ver cânticos que enaltecem a comunhão e nos mostram quem realmente somos, ou seja, filhos de Deus. É lindo ver textos e mais textos sobre unidade da igreja e sua urgência. Mas o que precisamos mesmo é mais do que isso. É tomarmos posição mesmo de gente que quer fazer a diferença e não só chorar quando se escuta um sermão tocante, mas tomar aquela palavra como se fosse alimento, como de fato o é, e digerir cada palavra, cada momento, cada verdade revelada. Não só cantar e cantar que “eu preciso de ti meu querido irmão”, mas mesmo não cantando saber que tem gente que se importa conosco e que nos ama impreterível e incondicionalmente. Não só saber da urgência, mas tomar providências para que a urgência seja amenizada e se torne um alvo onde todos persistem e não arredam o pé até que se cumpra a promessa da Redenção Final!

A prova maior que somos filhos de Deus não é o tempo que estamos arrolados em um hall de membros de uma determinada denominação, muito menos o cargo que ocupamos em nossa igreja local, nem sequer o fato de conhecer a Bíblia mais que alguém ou não. Tudo isso é válido desde que a motivação de tudo isso seja a glória de Deus e o amor ao próximo, mas a maior prova de que somos filhos do Pai Amoroso é justamente quando mostramos amor onde não se pode mostrar, onde o amor é negado e a justiça seria a melhor opção! Isso nos faz sermos filhos de Deus e reconhecidos como tais!

É um tanto quanto apavorante vermos como a Igreja, noiva do Senhor, é encarada nos dias de hoje. Ele é vista somente como uma instituição, onde pessoas mandam e desmandam e usam o nome de Deus para justificar suas idéias, pensamentos e conclusões. Não se vê graça, mas muita desgraça. Transforma a Igreja, que é linda em sua concepção divina, em um bando de tagarelas que não sabe fazer absolutamente nada mais do que falar da vida e dos defeitos dos outros! A idéia de Cristo e Seu plano de como se deve funcionar a Igreja estão claros no Novo Testamento, principalmente quando em Atos percebemos como a Igreja Primitiva, com todos os sérios problemas que lá existiam, funcionava. Nunca foi uma instituição apenas, com suas regras e burocracias; mas sim pessoas e suas vidas, uma comunidade que vive e respira, feita de todos aqueles que amam o Senhor, como bem revela o autor de A Cabana.

Ser irmão é compartilhar a vida, é dar risada, é chorar junto e também se alegrar junto. É contar piada e se divertir de coisas pequenas. É não levar os defeitos dos outros tão a sério, mas ajudar em cada um a recuperar o plano de Deus de sermos irmãos de verdade.

Não se trata os membros do corpo do Senhor como a gente bem quer ou entende que deva ser esse tratamento. Devemos tratar qualquer que for a pessoa da mesma maneira como o Senhor ordenou e orou para que fosse. Basta eu e você entendermos isso e praticarmos na nossa vida diária.


É claro que a gente encontra os espinhos, os abrolhos, as cebolas no meio do caminho, mas essas pessoas são assim porque o que elas experimentaram até agora de vida cristã foi espinhos, abrolhos e cebolas. Está na hora de mostrarmos que existe coisa melhor e que é possível estar de bem com a vida, apesar dos espinhos, abrolhos e cebolas!

VIDA LOUCA, VIDA IMENSA


Essa é uma frase de uma das músicas de Cazuza que me identifico muito. Uma vida sem limites, uma vida baseada em sonhos e realizações, uma vida louca pela sua imensidão, uma vida louca, intensa.
Louca porque nem todos entendem; imensa porque nem todos conseguem medir. Se tiver alguém na face da Terra que ama a vida, esse alguém sou eu. Amo viver e sentir a vida pulsando dentro de mim, amo aproveitar aquilo que a vida pode me oferecer de melhor. É como um jogo, onde existem regras a serem seguidas se quiser ser o melhor e aproveitar o máximo dele. A vida é assim! Existem regras da própria vida, regras que o Criador fez para que obtivéssemos o melhor dela, vivêssemos com toda a plenitude.
Na plenitude de tudo o que chamamos de vida existem experiências e pessoas que passam por ela e deixam rastros e exemplos que fazem a gente sentir saudades. Você já teve a vontade de voltar no tempo e reviver cenas, conversar com aquela gente maravilhosa que só a presença dela lhe dava vontade de continuar vivendo, apesar dos pesares? Pois é, eu já tive. Aliás, tenho constantemente esse sonho de um dia voltar a ver velhos amigos, rir com eles, matar a saudade de parentes que ao mesmo tempo estão tão longe e tão pertos.
O segredo pra viver uma vida sem limites não existe. Tem gente que nasce com isso. Creio que é um dom! São pessoas atrevidas, provocativas e questionadoras. São verdadeiras ameaças ao status quo mórbido que a gente sempre vê por aí. São pessoas que fazem de suas próprias vidas um alvo fácil para críticas e ao mesmo tempo escudos que protegem aqueles que sonham. Na maioria dos casos, não são estudados e não se limitam aos diplomas, títulos ou reconhecimentos humanos. Não fogem da briga, não perdem tempo com migalhas e discussões fúteis e nem se satisfazem com qualquer coisa. São amantes da idéia de mudar o mundo e nunca se divorciam dela. São simplesmente diferentes e causam uma imaculada bagunça que acaba abrindo os olhos de uma humanidade frágil e regida por regras mortas e falidas.
Vida louca, vida imensa, vida intensa, vida breve. Muitas dessas pessoas só são reconhecidas quando elas caem. Há um ditado que diz que só se reconhece o tamanho de uma árvore quando ela tomba. Eles não buscam reconhecimento, não precisam de homenagens, não fazem questão dos aplausos e nem dos elogios; eles simplesmente são o que deveriam ser e o melhor elogio que eles poderiam receber vem de gente simples que são profunda e verdadeiramente afetadas por eles.
Gente que é herói de verdade. Seus super poderes são manifestos nas atitudes mais humanas possíveis. Um aperto de mão, um abraço, um beijo, um sorriso, uma palavra no pé do ouvido, tudo com profunda sinceridade e sem querer receber nada, absolutamente nada, em troca. Sentem saudade das pessoas e sempre se lembram delas não pelo que elas podem fazer ou oferecer, mas pelo que elas são.
Quero viver com gente assim. Quero andar com gente assim. Quero conhecer gente assim. Quero ser como essa gente. Gente de verdade que trata a gente com verdade. Heróis que nenhum escritor ou desenhista poderia pensar, porque eles já existem e estão no nosso meio. São padeiros, publicitários, engenheiros químicos, professores, policiais, advogados, psicólogos, diplomatas, mecânicos, fazendeiros, bancários, vendedores e tantas outras profissões; gente como nós. Só que eles têm um diferencial, não são mesquinhos, não vendem seus princípios por nada, não se vendem por cargos e nem por publicidade barata que fazem de pessoas verdadeiros monstros interesseiros.
Heróis que fazem com que a vida tenha mais um cheiro de ar puro. Heróis que fazem com que a vida de alguém tenha um significado de ser. Heróis que são o que dizem ser, que vivem o que pregam; que reconhecem suas fraquezas, que erram; que se deixam levar e são enganados pela malícia humana e satânica, que não conseguem se relacionar com alguém sem causar um impacto na vida desse alguém; que ainda acreditam que há alguma coisa de bom no homem e na mulher caídos, pois ambos são criados à imagem e semelhança de Deus. Essa imagem ainda está lá, ainda que distorcida e manchada pelo pecado, mas ela está lá. Está esperando o grande dia da redenção final.
Não posso me calar e deixar que essas pessoas passem despercebidas. Não posso me esquecer delas, não posso! São verdadeiros enviados de Deus nessa Terra descontrolada que acabam trazendo um pouco de ironia, paz e alegria ao coração atormentado de cada ser humano que anseia ser como esses heróis, que quer ter uma vida louca, uma vida imensa, uma vida intensa, uma vida marcante.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O Que Vem Debaixo Me Atinge!!!

Uma moça nos Estados Unidos tatuou o texto paulino de 1 Coríntios 13 em um lugar que chama bastante a atenção, principalmente dos irmãos!! Essa imagem tem gerado muitos comentários e também discussões com respeito a tatuagens e derivados!!

quinta-feira, 26 de março de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

1º Congresso de Jovens e Adolescentes do Oeste Paulista

Galera, esse evento acontecerá em Presidente Prudente - SP na Igreja Presbiteriana do Brasil Central nos dias 08 a 10 de Maio. R$ 25,00 é o investimento para esse evento, portanto qualquer informação e inscrição é sóligar no horário comercial nesse número (18) 3222-4618.
Participem.. será inesquecível!!

O Menino Que Queria Voar





Tudo começou na verdade como uma brincadeira de criança; e é assim que geralmente tudo começa na vida da gente; apenas como uma brincadeira! Mas sabe quando a gente percebe que tudo acaba virando coisa séria e não percebe que acabou mergulhando em um mundo de possibilidades e de impossibilidades e, na maioria das vezes, quem está ao nosso lado não percebe isso?
Assistindo os heróis na televisão, lendo suas histórias nos gibis, imaginando suas histórias acontecendo com a gente, dentro da nossa sala de aula ou na cidade onde a gente mora. Claro que esse herói seria nosso amigo íntimo! Aprenderíamos como salvar uma linda garota e ela se apaixonaria pela gente! Também saberíamos os segredos mais pessoais desses heróis; suas fraquezas e suas virtudes. Saberíamos também como ter aqueles poderes absurdamente belos e atraentes!
Quem nunca pensou assim? Talvez tenhamos alguns infelizes que não, mas certamente a grande maioria queria ter sido um grande herói ou talvez até ser um grande vilão; ou mais ainda, um anti-herói. Aqueles que não respeitam regras como os vilões, mas acabam fazendo o bem como os heróis.
De todos os poderes de todos os heróis já vistos e conhecidos, um particularmente chamou atenção de um garoto: o poder de voar. Esse garoto não tinha lá muitas vantagens. Era magro, não chamava atenção pela beleza porque não a tinha como outros meninos de sua turma; tampouco era galanteador, não sabia nem paquerar uma menina direito muito menos convidá-la para sair. Não se vestia na moda nem seguia os padrões de comportamento social. Para ele, o que significava mesmo era o coração de cada um. Nunca se importou com classe social, cor de pele ou se era pedreiro, padeiro ou prefeito. Tudo era a mesma coisa!
Numa tarde, ele estava sozinho em casa quando passava na TV um filme sobre imaginação, aventura e que todos os sonhos, não importando quão divinamente ridículos, impossíveis ou infantis fossem, eles se realizariam. Apenas precisava que acreditasse e eles se tornariam realidade! Pronto, a loucura ingênua da infância tomou seu devido lugar na mente e no coração daquele menino e não saiu mais!
Quando disse que tudo começou numa brincadeira não estava mentindo. Brincando de saber qual seria seu maior desejo caso estivesse diante de um gênio da lâmpada mágica, o menino da nossa história prontamente disse que gostaria de voar. “Para onde?”, alguém perguntou. “Para onde eu quisesse!”, ele respondeu. “Não haveria mais limites para viver ou conhecer. Não haveria mais limites para nada. O dinheiro não seria mais problema a não ser para comer e vestir. Estaria aqui e em outro momento estaria em outro lugar. Poderia levar quem eu quisesse para conhecer os lugares que quisessem sem cobrar nada por isso. Poderia ir e conhecer as pessoas que quisesse na hora que quisesse. Salvaria pessoas nos prédios, nos andaimes, em incêndios e em acidentes. Seria um herói em carne e osso, sem precisar de gibis ou de filmes. Estaria aqui o tempo que fosse e voaria o tempo que fosse”. Esse era o desejo mais íntimo desse garoto em se tratando de voar. Parece até um tanto atrevido esse desejo, quase desejando ser Deus; mas isso nunca passou na cabeça dessa criança. Aliás, essas coisas nunca passam na mente e no coração de criança alguma. Só os adultos “maduros” é que gostam da idéia de controlar, mandar, ditatoriar a vida de outra pessoa.
Não preciso nem dizer que isso foi o suficiente para que o pessoal da mesa fosse ao chão na maior gargalhada e jogando um balde de água fria no discurso inspirado do menino. Aí vieram as explicações que nunca um ser humano poderia voar pelo simples fato que ele não tem asas, nunca houve ninguém que voasse, era impossível, cientificamente impossível, e toda conversa que os mesquinhos de alma são perfeitos em fazer. Mas o menino queria voar; e ele voaria.
Ele voaria quase toda noite quando ele pedisse para o seu Pai do céu que Ele desse uma oportunidade para mais uma vez voar por sobre a cidade e ir de lugar a lugar, tendo a sensação inigualável que é flutuar seu corpo por sobre nuvens e montes sentindo o vento bater em sua face e fazer aquelas manobras que só quem voa entende.
Ele voaria muito mais alto realizando seus sonhos; sonhos estes que muita gente nunca acreditou que se realizassem de fato. Calaram-se diante da verdade de que esse garotinho voava de verdade.
Ele voaria entendendo que na vida nem tudo funciona do jeito que a gente quer. Mas sempre a gente acaba gostando do final da história. Não por causa do resultado, mas por causa do entendimento e de quem sempre está por trás.
Ele voaria entendendo que há gente má nesse mundo. Gente hipócrita, gente aproveitadora, gente que não sabe amar, gente que machuca, gente que não é gente. Mas mesmo essas pessoas são assim porque não sabem como é gostoso voar.
Ele voaria vendo os horrores do mundo e que nem tudo a gente pode consertar. Ainda que seja uma coisa boa, às vezes não dá!
Ele voaria sabendo perder. Perder alguém que precisa ir embora. Precisa alçar vôos mais altos, chegar enfim no lugar onde não há lágrimas, não há dor, não há mais medo nem pânico, não há mais como perder, porque agora é só voar de novo e de novo e de novo.
Ele voaria conhecendo que há Alguém lá no céu que quer ficar bem pertinho da gente aqui na Terra. Esse Alguém sabe de tudo que a gente precisa, e de tudo que a gente sofre, e de tudo que a gente espera ganhar algum dia na esperança de uma vida melhor. Esse vôo esse garoto não esqueceu jamais.
Ele voaria esperando dias melhores. Dias melhores para a mãe que perde a batalha do dia a dia com as drogas que seu filho escolheu. Dias melhores para o pai que sai pra achar emprego e não acha nada, só tapas e portas na cara. Dias melhores para o jovem que vê tudo isso e se encontra de mãos atadas diante de um sistema diabólico de selvageria extrema que insiste em pregar que o melhor é sempre aquele que está no topo, e não aquele que se esforça, e não aquele que é honesto. Dias melhores para o idoso que quer, no mínimo, descansar e curtir os netos sem dor de cabeça porque a aposentadoria está nas mãos de governantes diabólicos e sem escrúpulos.
Ele voaria mais e mais. Ele voaria vivendo e aprendendo. Sabendo que as pessoas não são do jeito que ele queria elas fossem, mas do jeito que Deus quer. Voaria vendo a graça de Deus na música, nos livros, nos filmes e novelas, nas fábulas e nas histórias de ninar. Voaria muito, sem saber onde parar, sem saber se devia parar.
E ele continuou voando. Agora, ele não era mais conhecido como aquele garoto que queria voar. Não, não mais! Agora ele era conhecido como o garoto que sabia voar!

terça-feira, 24 de março de 2009

Yes, we can!!!



Obrigado pelos comentários que recebo por email e pelo orkut dos artigos que coloco aqui!!


Mais uma vez não deixarei vcs sozinhos!! Volto a postar meus pensamentos e elocubrações de alguém que gosta de pensar e escrever!!


Abração a todos!!


e Até um próximo post!!

Voltei a Acreditar em Papai Noel


Tive uma grande decepção na minha infância quando aos nove ou dez anos descobri que o Papai Noel de todos os natais da minha família era um amigo do meu pai. Vi o dito cujo trocando de roupa na parte de trás da minha casa. Gritei, chorei e quase que bati no rapaz pensando que ele tinha roubado a roupa do Papai Noel para enganar a mim e aos meus primos. Depois acabei descobrindo também que não era o Papai Noel que colocava os presentes debaixo da árvore de Natal, eram os meus pais que fingiam e mentiam para mim. Que tristeza, que vergonha! Agora o Natal não tinha mais graça nenhuma, a não ser quando ganhava os presentes.

É claro que toda aquela conversa de que o sentido do Natal é Jesus estava no meu coração e eu sabia que o Natal não só significava presentes e comer aquele peru assado. Eu sabia de tudo isso, mas o Papai Noel era como se ele viesse como um enviado de Deus. Se Papai Noel não existe, tampouco Deus existe e tampouco Jesus nasceu. Mas fui crescendo e fui entendendo algumas coisas e vi que Deus existe independentemente de eu acreditar n’Ele ou não, e entendi que Jesus de fato nasceu, e também entendi sobre a graça desse Deus que se revela nessas coisas infantis e quase que ridículas. Quando entendi isso foi uma sensação de felicidade com nostalgia e voltei a acreditar nessas coisinhas ridículas que dão graça e esperança à vida da gente.

Que maravilhosa loucura! Gente, tenho 27 anos de idade, sou casado, pastor presbiteriano e digo pra quem quiser ouvir: “Eu voltei a acreditar em Papai Noel”. Não sei se vão me caçar (até seria uma experiência muito xiita e quase que terrorista), ou se vão me levar na brincadeira, ou até se vão me levar a sério, pelo menos dessa vez. Mas gostaria que entendessem o porquê dessa mudança de opinião na altura do campeonato.

Ao olhar para o nosso mundo e para tudo que tem acontecido, vejo que a humanidade não acredita em mais nada, nem mesmo em Deus. Acreditar no Papai Noel não é substituir o senhorio do nosso Salvador Jesus, nem mesmo era pretensão de quem criou essa figura mágica colocar Jesus como servo de Noel. Na verdade, podemos acreditar que esse bom velhinho nada mais é que mais um servo de nosso Rei, como sugeriu C.S. Lewis em seu livro “As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa”. Papai Noel é mais uma manifestação da graça de Deus nesse mundo louco e descontrolado.

Observe o olhar das crianças quando aquele velhinho de roupa vermelha aparece em suas casas ou na televisão. Chega a brilhar de esperança de que o ano que vem as coisas vão dar certo, tudo pode mudar porque o Papai Noel apareceu a mando do menino Jesus.

Povo querido de Deus, a vida deve ser temperada por nós como sal da Terra e deve ser aquela iluminada através da frestinha da janela ou do telhado. A gente leva muita coisa a sério e dá muita coisa para o Diabo que não é dele. Tudo é de Deus e se pertencemos a Deus, portanto, tudo é nosso e para o nosso bom uso.

É claro que exageros acontecem, mas tudo por falta de conhecimento e de explicações. É mais fácil dar ao Diabo do que explicar como as coisas funcionam da maneira de Deus. É mais fácil tachar as coisas do que entendê-las e levá-las ao trono de Deus em louvor e gratidão por aquilo que Ele nos proporciona experimentar na vida. É mais fácil negar do que assumir o compromisso de encontrar uma resposta sábia e verdadeira às perguntas tanto simples quanto profundas do ser humano.

Por isso Deus nos convida a entender a sua criação como presente d’Ele para nós e não de demônios e monstros infernais que não sabem fazer absolutamente nada a não ser atormentar, mentir, roubar e matar as vidas e sonhos das pessoas.
Através do velhinho do Pólo Norte, aprendemos que a fé sem obras é morta e que é sempre bom presentear alguém, mesmo que não tenha sido uma boa criança. Escrever cartinhas a Noel nada mais é do que exercitar a criança a sonhar com seus presentes e objetivos mais íntimos. Outro dia, li uma carta que pedia um pão com manteiga; outra pedia uma maçã do amor; outra pedia um carrinho; outra pedia paz na Terra; e por aí vai. Tem até carta fazendo pedidos para outras pessoas!

Nada substitui a oração; nada substitui esse incrível momento onde a criação entra em intimidade com seu Criador; nada substitui o lugar de Deus na nossa vida e existência. E posso dizer com todo segurança que a criança entende bem isso!

Quando a gente cresce e vira aqueles adultos chatos e feios de espírito tudo isso que estou escrevendo é “coisa de criança”. Como é bom ser tachado assim por esses indivíduos, porque é desse jeito que Cristo quer que entremos no reino dos Céus; sendo como criança.

Há adultos que precisam de lisonjeios, elogios para se sentirem vivos. Crianças não, elas são o que são e ninguém não têm nada a ver com isso, a não ser seus pais. Crianças são simples e muito poderosas em seus sonhos e na sua luta por realizá-los. Por isso que não há dificuldade em acreditar em Papai Noel e em escrever-lhe cartas contando desejos, sonhos e presentes de Natal.
Nosso mundo recheado de ódio, transbordando indiferença parece que acaba encontrando seu verdadeiro sentido quando chega perto do Natal. Já houve na história das guerras, batalhas que pararam e inimigos antes mortais, acabaram se confraternizando, trocando cumprimentos, bebendo o vinho da paz, mesmo que fossem apenas por alguns instantes. Familiares que antes não se falavam, acabam descobrindo que faz bem abraçar e trocar palavras de perdão.

Mas dá a impressão que esse espírito tem se acabado, quase que desaparecendo do nosso coração e da nossa mente. A sensação que eu tenho é que não existe mais aquele clima de festa no ar, é como se fosse outro dia qualquer. No comércio nem se fala, é preciso ganhar dinheiro e pagar as contas. As pessoas passam umas pelas outras na correria da calçada e nem se olham para se cumprimentarem e desejarem um “Feliz Natal”. Não, não há mais isso!

As famílias, essas sofrem. Nunca houve tanta gente separada como antes. Parece que aqueles que morreram fazem uma falta além da conta, além da saudade. Pode não acontecer com todas as famílias, mas acontece. E aí me pergunto: Será mesmo que Jesus nasceu na vida dessas pessoas ditas cristãs? Será mesmo que as crianças, filhos e filhas dessas pessoas, acreditarão no Natal como antes deveria? Será que as pessoas estão prontas para viver uma vida além do simples consumismo e egoísmo que está rodeando o Natal nestes últimos anos?

Penso que acreditar no Papai Noel não seja substituir o insubstituível nem colocar a coroa que já pertence ao Rei dos reis em um bom velhinho. Imagino simplesmente Noel de joelhos diante do trono glorioso do Senhor Jesus dizendo: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. Uma magnífica demonstração da graça de alguém que de fato existe; nosso eterno Salvador! Ah, você pode argumentar que Papai Noel é também um santo da Igreja Romana. Ótimo, então vou poder vê-lo no céu e é mais uma certeza que ele nada mais era do que um servo de Cristo.

Portanto, acredito em Papai Noel. Meus filhos vão acreditar e meus netos também. Mas eles também saberão que tudo isso não passa de um maravilhoso plano superior planejado pelo Pai nosso que está nos céus.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Voltei!!!




Faz alguns meses que não posto nada aqui.
Mas hoje retorno com mais energia, mais disposição. Mesmo não tendo muitos comentários nos meus textos, vou continuar escrevendo. De duas; uma: ou escrevo tão bem que o povo fica constrangido de deixar um comentário, ou sou um fracasso o que diz respeito à arte da escrita.
Bom gente, estamos aí. Voltamos! Quer gostem ou não!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

As Taças


Esse é um texto que meu amigo Expeca mandou e gostei muito. Obrigado Expeca. Espero que apreciem!

"Se qualquer ser humano se deparasse com a seguinte cena: uma bandeja contendo três taças, a primeira com água até a borda, a segunda com um pouco de água e a terceira praticamente vazia, provavelmente pensaria que a melhor delas seria a primeira, afinal, continha água suficiente para matar a sede de uma pessoa.
A terceira, aos olhos humanos, seria uma desafortunada, uma esquecida ou quem sabe uma coitada. não cumpriria sua função.
Os olhos humanos, porém, não enxergam pela lógica de DEUS. Os humanos querem entender e DEUS apenas se compreende.
DEUS é o vinho, o mais saboroso deles, o mais aromatizado.
Imaginem a mesma cena inicial, qual das taças receberia DEUS? Onde há espaço para a palavra que salva? Em qual taça seria depositado o mais saboroso dos vinhos?
Nós humanos muitas vezes nos enchemos de cursos, formações, títulos, seguranças financeiras, fanatismos, verdades cristalizadas, saberes protegidos pela redoma que construímos ao redor de nossos corações e nos esquecemos do mais importante: dar espaço para DEUS entrar.
Quando enchemos nossa taça de água não há espaço para o bom e verdadeiro vinho. Quando depositamos nossa segurança em tantos saberes e ciências, deixamos a fé transbordar para fora de nosso interior.
Quando falamos que queremos DEUS em nossas vidas mas mantemos nossa taça cheia, o vinho bom fica lá, dentro da garrafa, sem poder nos abastecer de alegria.
Nossa lógica é racional, é numérica, é temporal, é circunstancial, é quantitativa, é aparência. DEUS é além do tempo, além da razão e do entendimento. Deus é experiência de fé.
Os homens querem entender DEUS que só pode ser compreendido. Entender vem do cérebro, compreender nasce do coração.
Ao refletir o Evangelho das Bem Aventuranças, não podemos manter a taça repleta de água, é ilusória a idéia de quanto mais água menos sede. Temos sede de vida e essa sede só ELE pode matar!
Bem aventurados aqueles que aos olhos humanos são incompletos, insuficientes e incapazes pois neles há espaço para a completude divina".

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Marcas




Existem frases que marcam a nossa vida por completo. Sabe aquelas frases que sempre quando você ouve sempre lhe faz pensar e viajar no tempo? Pois é, eu tenho várias que gostaria de lembrar aqui.


Na escola, principalmente no colegial, eu tinha um professor que sempre quando a gente bagunçava demais, ele sempre dava um grito característico e depois pedia silêncio. Mas a gente não parava. Daí vem a frase. “Calem a bocam, seus bandos de cafajestes!”. A gente, na maioria dos casos, ria e ficava quieto!


Mais um pouco pra trás no tempo ainda. Como sempre fui muito ativo (leia-se bagunceiro daqueles insuportáveis), fui muito criticado e muito comentado em casa de parentes e principalmente naqueles encontros dominicais onde a família se reúne para o almoço de confraternização familiar. Em um deles particularmente eu ouvi de muitos parentes a seguinte frase: “Você é a ovelha negra da família!”, ou em outras vezes onde a inspiração era mais visível: “Como que seu pai ou sua mãe te agüentam? Eles merecem coisa melhor!”. Eu fiquei quieto até certo ponto onde aceitei de vez o papel de “bandido” na história de casa. Bom, nunca gostei do termo “ovelha negra”. Primeiro, porque o termo em si é extremamente racista. Segundo, que trabalho uma ovelha daria? Ela é, na maioria dos casos, um ser quieto e inofensivo. Vai entender, não é?


Outra ocasião foi quando resolvi ir para o seminário. O saudoso Rev. Euclides Fontes, pastor em Rancharia por 27 anos, disse-me uma frase que me marcou muito. Depois de haver sido aprovado pelo conselho e pelo presbitério para ir ao seminário, fui todo contente informar-lhe sobre o resultado. Para minha grata surpresa, o sábio pastor ao ouvir a notícia colocou a mão em meu ombro, abaixou a cabeça, e me disse com uma voz quase risonha: “Cristiano, é por essas e por outras que eu continuo acreditando em milagres!”. Não podia receber tamanha palavra de ânimo e de incentivo a continuar sendo um milagre de Deus em carne e osso.


Uma em especial não poderia faltar aqui. Passei por um deserto muito grande nos anos de 2004 e 2005. Eu havia saído do seminário, perdido várias coisas que pensei que jamais teria de volta, inclusive o amor próprio. Foi nesse turbilhão de sentimentos que ouvi uma voz calma e quase rouca de tanto chorar dizendo: “Vamos romper essas barreiras juntos!”. Era meu pai novamente. No meio do culto, ele sai de seu lugar diaconal, aquele que fica na entrada da igreja recepcionando as pessoas, enquanto o louvor tocava a música “Rompendo em fé”, ele me abraça e me diz essa frase que peguei e não larguei. Só larguei pra pegar outra coisa; meu diploma no final de 2005.


Outra ocasião muito marcante foi quando pensei em desistir do seminário e acabei mesmo arrumando as malas e voltei para casa. Em um susto imediato, meus pais estranharam a minha volta repentina em um sábado, sem razão nenhuma, e sem motivo aparente. Lembrei-me então do casamento de um amigo de muitos anos e respondi, pensando que iria amenizar a desconfiança paterna e materna, que vim para esse casamento. Como os filhos são bobinhos! Acham que enganam os pais por muito tempo. Bobos somos nós que não aprendemos ainda que pai e mãe têm uma coisinha vinda lá do céu, que não sei nem o nome, que eles acabam descobrindo tudo, até quando vai chover, mesmo fazendo um sol de rachar. Bem, mesmo sendo o bobinho da história achei que estava arrebentando e amenizando a situação. Qual o espanto quando chegamos em casa e a primeira coisa que meus pais perguntaram foi o porque de eu estar ali. Respondi novamente que foi por causa do casamento. Daí, olhei para os olhos deles e não agüentei. Disse tudo o que se passava comigo; tudo mesmo. Eles se assustaram e ficaram um pouco revoltados. Natural! Mas depois me disseram uma frase que eu levo comigo e levarei pra sempre: “Filho, saiba que sendo pastor ou não, você continuará sendo nosso filho!”. Rapaz, pensei melhor e acabei voltando para o seminário. Uns malucos de lá tinham colocado umas idéias sem noção que acabei me afeiçoando por elas e quase fiz uma burrada.


Ah, tem uma aqui que não pode faltar. Quando estava namorando a minha primeira namorada, muita coisa em mim estava mudando. Deixei de ser eu mesmo para agradar a essa menina; e uma dessas coisas é que eu havia me esquecido do meu maior sonho; de ver meus pais junto comigo servindo a esse Maravilhoso Deus. Esse sonho havia se realizado! Mas eu nem dava mais valor a isso. Deixei tudo o que Deus havia me dado, todos os sonhos realizados, todos os desafios ultrapassados, todas as dificuldades vencidas até ali, tudo por causa de um rabo de saia. Uma bela noite, eu estava me aprontando para sair com ela, nem ia mais à igreja, só queria saber daquilo que você sabe o que, meu pai me pega pela mão, leva-me até o sofá e me diz com lágrimas nos olhos olhando dentro do meu olho: “Quero meu filho de volta!”. O que um cara que não tem a quarta série completa, dono de uma padaria, teimoso poderia querer me dar lição de moral, eu pensava. Foi quando a ficha caiu, as lágrimas também brotaram em meus olhos, e eu havia renascido. Ouvi meu pai falar por uma hora e meia, duas horas, mas foi como uma chuva torrencial havia caído sobre mim, lavando tudo o que eu havia criado e mascarado. Esse caso foi marcante!


Tantas frases e tantas reações das mais diversas. Como disse Newton: “Para toda ação há uma reação.”, e foi justamente as reações a essas frases que me fizeram parar e pensar um pouco nas marcas de deixamos nas pessoas ao longo da nossa vida. Cristo nos deixou frases que irão ecoar por muitos anos no nosso coração, e assim espero. Frases que deixarão, e deixam marcas preciosas e necessárias. Marcas que nos farão, e nos faz lembrar que temos um Pai amoroso que sempre nos diz: “Quero meu filho de volta!”. Ainda que, teimosamente, insistamos nas coisas que não acrescentam absolutamente nada na nossa vida, ainda que achemos que a Babilônia tem alguma coisa a nos oferecer, ainda que acreditemos que somos “ovelhas negras” sem solução, ainda que enxerguemos que a nossa vida é assim mesmo, uma monotonia, monocórdia mesmice, sem vida em vida, há ainda um Jesus que gosta de abraçar e nos dizer frases como: “Eu vim para que tenha vida”, “Vós sois meus amigos, se fizeres o que eu vos mando”, “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”, “Está consumado”, e a que resume, ao meu ver, todo ser de Deus em Jesus quando Ele diz: “Tampouco eu te condeno, vai e não peques mais”.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Dr. Jekyll e Mr. Hyde


Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre a história sobre esses personagens; Jekyll e Hyde, mas já deve ter ouvido alguma coisa sobre “o médico e o monstro”. Pois é justamente sobre isso que eu gostaria de pensar um pouco.
A história mostra um médico que, após tomar uma poção inventada por ele, transforma-se em um monstro que revela uma personalidade totalmente macabra, violenta e chega a ser até assassina.
Duas personalidades em uma mesma pessoa, duas verdades extremas habitando um mesmo ser, dois seres ocupando o mesmo lugar no espaço. A pergunta que se faz é: o que devemos fazer quando um delas aparece e a gente percebe do que a gente é capaz de fazer?
Todos nós vivemos numa briga interna onde o mais forte sempre vence. E o mais forte é sempre aquele que a gente alimenta mais. Seja um desejo, uma aventura ou até mesmo um lugar que a gente tanto quer ir; não importa, aquilo que a gente alimenta mais se torna nosso aliado ou nosso inimigo.
Tenho um sério problema com isso. Tenho decepcionado pessoas com algumas das minhas escolhas e atitudes. Sabe por que a gente decepciona os outros? É simples. Elas colocam tanta expectativa em nós; e na maioria das vezes são expectativas boas; que a gente não consegue respondê-las de acordo e daí surge a decepção.
Bom, o que quero dizer com tudo isso? É aquele eterno problema do ser humano em descobrir quem realmente ele é e como as pessoas reagirão ao descobrirem isso. Criamos “Hydes” em nossa vida para que, de alguma forma, a gente finja estar vivendo uma vida boa e agradável, quando que na verdade os nossos verdadeiros “Jekylls” estão sofrendo ao verem monstros tomarem conta da vida deles.
O apóstolo Paulo fala sobre esse mal em Romanos quando ele descreve a briga interna dele mesmo ao dizer que o mal que ele não quer fazer, esse ele faz; e o bem que ele quer fazer, esse ele não faz. A briga começou desde quando a gente nasceu e se deu conta de que existe um mundo inteiro pra gente conhecer e viver. Tanta coisa pra gente experimentar e tocar. Tanta gente pra conhecer e se relacionar. Tanta mulher bonita que passa na nossa frente, tanto homem bem de vida que a gente conhece e é capaz de fazer cada besteira pra ser igual, tanta coisa que nem cabe aqui.
Quando a gente mostra os nossos verdadeiros desejos, muita gente se assusta, não é? Imagine, por exemplo, um homosexual descobrindo a sua homosexualidade e aí ter que encarar a uma sociedade machista e totalmente preconceituosa. Como enfrentar tudo isso sozinho? Cria-se um “Hyde”, uma máscara onde se vê tudo, mas ninguém conhece de fato. E se, por exemplo, aparece alguém com problemas seríssimos com drogas ou com o sexo ou até mesmo com os pais dentro da própria casa. São pessoas que crescem criando e alimentando “Hydes” que logo mais à frente acabam tomando conta e destruindo tudo o que eles um dia chamaram de “vida”.
A gente precisa ser quem a gente é de fato e de verdade. Deus nos criou com uma personalidade única, com os defeitos; naturais do pecado, e com as qualidades; naturais de alguém criado à imagem e semelhança do Eterno. Deus quer que sejamos sinceros em nossa briga diária contra essa dualidade de vida. Assim a gente nunca vai ser feliz, a gente nunca vai poder dar risada de coisas bobas e sem noção, a gente nunca vai se sentir livre. Mas a verdade é que a gente quer ser feliz, a gente quer dar risada, a gente quer ser livre. A gente quer ser aquilo que Deus quer que a gente seja, e não ser regido por pessoas que nem a Deus conhece; e não ser guiado por costumes que de Deus não tem nada; e não ser criticado ou impelido por gente que precisa olhar a tora de madeira no próprio olho pra depois querer falar do meu cisco; e não ser dirigido por normas ditas “religiosas” que vivem matando o Cristo ressurreto e que não dão sossego pra ninguém.
O meu desejo é viver uma vida de verdade. É brincar o dia todo, inclusive no serviço. Meu coração pede por uma risada gostosa de alguém, por um abraço sincero, por um aperto de mão que a gente consegue sentir o coração na mão da gente. Eu quero conhecer gente de verdade, sem politicagem ou interesses. Eu quero conhecer os doutores “Jeckylls” que a gente têm matado ou sufocado. Eu convido todo mundo pra viver de verdade uma vida de verdade.
O problema, meu caro (ou minha cara), é que a gente precisa descobrir quem a gente precisa alimentar mais; Jekyll ou Hyde. Você é quem escolhe.