quarta-feira, 22 de abril de 2009

Não Julgueis para não serem Julgados!!!



Susan Boyle. Esse é o nome dessa simpática senhora que está virando sensação na internet desde que participou do "British Got Talent", o "Ídolos" lá da Inglaterra. Só esse vídeo que estou postando aqui, no YOUTUBE já tem mais de 172 mil exibições, fora que esse vídeo tem outras versões que variam de 170 a 700 mil exibições. Fica claro que essa mulher já passa dos seis milhões de espectadores virtuais.

Como você mesmo pode perceber, ela não foi muito acreditada pelos jurados e nem pelos presentes. Confesso que pensei que seria um vídeo de alguma gracinha ou pegadinha quando o recebi pelo meu email, mas quando ouvi essa mulher começou a cantar, eu fiquei de queixo caído, prostrado diante a beleza da voz desse ser humano. Mais uma vez tomei um tapa na cara, mas posso dizer que foi um dos mais merecidos e gostosos que já recebi!

Assista! Vale a pena receber um bofetão de ves em quando!!

Medo de Sentir Medo!


Teve uma noite dessas aí que eu acordei muito chateado. Tive um daqueles sonhos que a gente quer esquecer assim que acorda. Sonhei que eu estava sozinho e que muita coisa havia mudado. Não era amigo dos meus amigos, meus pais eram outros, minha esposa era feia de morrer; tudo estava um caos pra mim, mas não para as pessoas que me rodeavam. Para elas estava tudo normal. Nesse momento senti um frio na barriga que todo mundo sente quando percebe que perdeu alguém ou algo muito querido e próximo; senti medo.


Uma vez eu perguntei para mim mesmo se sentir medo era pecado. Até agora não obtive resposta substancial para esse pergunta, mas consegui entender algumas coisas a respeito desse sentimento que tantas vezes faz o ser humano cometer loucuras, ou simplesmente faz o sujeito não ter reação nenhuma.


Quando a gente tem a sensação de que alguma coisa está se acabando e a gente é apegado demais a isso, muitas idéias de como ainda segurar esse algo com a gente surgem. Coisas muitas vezes absurdas e outras, bizarras até.


Confesso que tenho um medo comigo quase que mortal. Coisa de me deixar muitas vezes pensando no acontecimento e eu simplesmente deixo de viver o presente por causa desse medo. E pior. Sinto medo de sentir esse medo. Esse medo a que me refiro é o medo de perder os meus pais. E conversando com algumas pessoas, percebi que esse medo, esse pavor impensável, também rodeia a mente delas.


E acredito que muitos que estão lendo esse texto estejam sentindo o mesmo que eu. Esse negócio parece que persegue por onde a gente anda. Não dá sossego, não dá segurança, não tem como dormir a noite, às vezes. Quando vejo o tempo passar, tenho que admitir que o medo aumenta gradativamente. Não é só esse medo. Tenho vários outros que não caberiam aqui descrevê-los e nem relatá-los.


A pergunta que não quer sair da nossa cabeça é: “Como enfrentar esse furacão que, quando chega, arrebenta com a nossa vida?”. Primeiro a gente precisa aceitar que não é fácil lidar com o nosso medo. Seja ele qual for! Quando o medo entra na nossa história e se materializa, quando ele encarna e toma forma visível e palpável, quando ele de fato deixa de ser um pensamento e torna-se agora uma realidade a gente precisa tomar algumas decisões sérias.


Falar sobre medo tem que ser com gente que também sinta medo. Estou cansado dos pastores e dos crentes que são super-heróis. Não têm medo de nada, não têm problemas, não têm crises. São super humanos que nem Stan Lee pensaria que existisse. Até os heróis dos quadrinhos e dos contos têm seus problemas, crises e medos.


Outro detalhe importante é que a gente precisa admiti-los. Eles existem, gente! Estão nos perseguindo e nos atormentando. Fazem a gente tomar decisões precipitadas e nos deixam envergonhados diante de uma frustração que poderia ser evitada.


Tem gente que tem medo de se frustrar. E qual o problema? Nenhum! Tem gente que tem medo de barata? E qual o problema? Nenhum! Tem gente que tem medo de falar em público. E qual o problema? Nenhum! O problema não está em termos ou não medo de algumas coisas, o problema está em não querermos assumir que eles existem. Assim que admitimos a existência dos mesmos, passamos a encarar a vida de forma diferente. Tornamo-nos mais sensíveis às necessidades de quem está em nossa volta. Conseguimos ver o que o outro está vendo, sentir o que o outro está sentindo, temer o que o outro está temendo.


A Bíblia tem 366 “Não temas” em seu conteúdo. Um para cada dia do ano, incluindo o bissexto. Quando a Bíblia fala que não devemos temer, ela não está dizendo que estamos pecando pelo fato de ter medo. Ela está dizendo que o medo existe, mas que não podemos ser dominados por ele; ainda que seja algo extremamente forte, profundo, sentimental.


Ele também diz nessa frase, de duas palavras, que um dia a gente terá que enfrentar esse medo e que é pra gente não ter medo do medo. Significa que o medo virá, a gente vai ter que enfrentá-lo, em um dia ou no outro, e também diz que é pra gente confiar n’Aquele que é maior que nossos medos; Jesus de Nazaré.


Cristo sentiu medo. Nos últimos momentos de Jesus com os discípulos, Ele disse que a Sua alma estava aflita até a morte, ou seja, estava com medo, afligido. Ele chorou, suou água com sangue, sofreu, mas enfrentou mesmo sabendo que a vontade de ficar livre daquilo não era possível, não era viável. Foi para o Calvário sabendo que a dor seria grande, mas o final de tudo não seria ali. No terceiro dia, o Mestre ressurgiu em glória e força para destronar todo e qualquer tipo de medo.


A gente sente medo. A gente treme na base, perde o chão, fica desarmado e pensa nas coisas mais absurdas e loucas possíveis. Mas Cristo, esse Jesus que às vezes você nunca deu atenção e vive fazendo piadinhas, diz que nesse mundo a gente teria aflição; isso mesmo, medo; mas que a gente tivesse bom ânimo; o mundo foi vencido por Ele. Que mundo é esse? É esse mundão aí que você vive, cheio de alegrias, tristezas, sucessos, fracassos, boas e más notícias, cheio de pessoas boas e más, cheio de indiferença e de desconfiança, cheio de malandragem e de bondade, cheio de medos e de gente medrosa. Esse mundo não é maior que o seu Criador! A criação se submete ao Eterno que, de fato, não tem medo de nada e nem de ninguém.

O Descobrimento do Brasil!


Hoje o Brasil faz 509 anos de idade. Como nação, é mais nova que os Estados Unidos em termos de Independência, pois os EUA se tornaram independentes dos ingleses em 4 de Julho de 1776 e nós nos tornamos independentes dos portugueses em 7 de setembro de 1821.


Há muitas teorias com respeito ao nosso "descobrimento", mas não consigo me conformar com uma coisa. Com tanto feriado no Brasil, a data onde se diz que o Brasil passou a ser considerado terra firme não é nem considerada. Quer dizer, o descobrimento não tem tanto valor assim, pelo menos nos passam essa idéia! Não defendo mais um feriado, mas defendo o direito à História do meu país.


Tiradentes foi ontem (21 de Abril). Feriado nacional. Tudo bem, concordo! Hoje, porém, é um dia normal como qualquer outro onde se você perguntar o que se comemora hoje, uma parcela significativa do Brasil dirá: "Não sei"! Mas tudo bem, estamos aí para o que der e vier! Aliás, é bom dizer isso porque se tem um povo que entende disso é o brasileiro.


Parabéns e Boa Noite Brasil!!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Síndrome da Rotina da Fé


Tenho notado em alguns irmãos e irmãs uma característica que acredito ser o verdadeiro mal desse século. Um corpo estranho que veio desnutrir totalmente o povo de Deus e deixá-lo completamente desarmado diante das adversidades e das tentações. Esse mal eu estou chamando de “Síndrome da Rotina da Fé”.


Isso mesmo: rotina! Muitos de nós não sentimos mais o paladar das Escrituras, o gosto que ela dá à vida e às conquistas que ela mesma promete. Parece que tudo não passa de uma história bonita contada por gente talentosa e escrita por verdadeiros gênios da literatura. Contos e fábulas fantásticas que podem ser usados como inspiração de vida, mas nunca uma regra para vida toda. Ou comparar as promessas da Bíblia com as promessas de políticos; ouvimos muitas delas, mas nenhuma parece se cumprir de fato!


Há um sentimento de nostalgia no ar. Sempre o que era o melhor acontecia no passado. As pessoas, vítimas dessa síndrome, não conseguem viver o presente, não conseguem captar as coisas maravilhosas que estão acontecendo na vida pessoal, familiar e até mesmo sentimental. Estão presas no ontem e nunca vêem ou nunca sonham com alguma coisa melhor. Encaram a maturidade cristã de uma forma tão rasa que parece um morticínio, um genocídio de todo e qualquer conceito de graça. Amadurecem, mas não frutificam. Amadurecem, mas o sabor que eles têm é amargo e quase que apodrecido. Amadurecem, mas a vida perdeu a graça. E como resultado fatídico, eles acabam sentindo saudades de quando eram crianças. Sonhavam e brincavam de uma forma tão mágica como se tudo aquilo fosse real. Os relacionamentos eram mais sinceros e muito mais profundos.


É como a história de dois meninos que crescem juntos e são amigos desde que eles se dão por gente. Brigam por alguma razão e em um momento qualquer, mas logo em seguida eles se levantam e começam a brincar novamente. São características peculiares em crianças, em seres humanos que custam em acreditar que o seu amiguinho seja um inimigo mortal que um dia pode arruinar suas vidas por completo. Para elas, foi só uma briguinha besta que servirá depois para dar muita risada quando for contá-la pra alguém.


Conforme o tempo passa, esse intervalo que transforma o amigo em inimigo, que no máximo duraria um período do dia, agora aumenta e se torna dias, meses e até anos. A gente cresce e junto com esse crescimento vem uma maturidade total e essencialmente questionável. Como explicar que uma criança, dependente de tudo e de todos, vive melhor e com mais simplicidade que um adulto independente e dono do seu nariz?


Conforme o tempo passa, as pessoas que antes sentiam prazer em ir à igreja, agora sentem um peso ou até mesmo uma chatice ficar sentadas naquele banco, que na grande maioria é de madeira, e ficar ouvindo um sermão que, também na sua grande maioria, já ouviram. Parece que os pastores gostam de pregar nos mesmos textos e retirar deles somente os mesmos valores, e aí ficamos a ouvir o sermão acerca do filho pródigo uma centena de vezes. Daí vem a pergunta que pode nortear algumas mentes: “Será que não há mais nada para ouvir e aprender? Será que a Bíblia parou por aí?”. Vive uma letargia espiritual e não conseguem crescer por suas próprias experiências diárias com a Escritura. Daí coloca a culpa nos outros, ficando muito mais fácil de lidar com o problema que, na verdade, pertence somente e tão somente à pessoa. Projetamos o nosso problema de identidade e as crises existenciais que temos em outras pessoas, de preferência no pastor ou no conselho.


Podemos chegar à seguinte conclusão: o problema não está na igreja, não está nos cânticos, não está no pastor, não está nos jovens; o problema está em nós mesmos! Quando tudo parece monótono, quando tudo parece estar na mesma, no mínimo a gente deveria olhar primeiro para quem deveria estar melhor a cada dia; nós mesmos! Se pregamos que Cristo veio para que tenhamos vida, e a tenhamos em abundância, e não conseguimos viver plenamente, não conseguimos rir de coisas bobas, não conseguimos ter fome de viver, fome de vida, alguma coisa está errada. Algo está fora de controle!


Não estou dizendo aqui que não teremos aqueles conhecidíssimos dias em que nós nem suportamos o nosso próprio cheiro. Estou me referindo a todos os dias, de segunda a segunda, toda semana, todo mês, todo ano sem nenhuma história atual pra contar. Estou me referindo a uma vida estática, inerte espiritualmente. E se alguém estiver sentindo assim sempre, precisa urgentemente rever os conceitos de igreja e de vida cristã.


Costumo dizer que há uma faixa etária para entrar no céu. Isso mesmo, uma faixa etária, uma idade certa para que você entre no céu. Há um texto no Novo Testamento, no evangelho segundo São Mateus no capítulo 18 e no verso primeiro em diante, onde Jesus mostra para Seus discípulos que para entrar no reino dos céus, precisamos nos converter e nos tornarmos como crianças. Se não agirmos como esses seres belíssimos e de tanta vitalidade, seremos como palha levada pelo vento e que não possui nenhuma serventia senão jogá-la no fogo para ser queimada.
Há uma urgência no que concerne ao que Brennan Manning, autor de “O Evangelho Maltrapilho”, chama de “segundo chamado”. Segunda experiência de convívio com o Eterno, segunda oportunidade de crescer na fé e de ver que as coisas na vida nem sempre tem que encaixar em tudo que a gente acha. Tem gente que não entende que Deus age como Ele quiser, onde Ele quiser e usa quem Ele quiser.


Na síndrome da rotina da fé, a idade e o tempo de igreja parecem valer mais que tudo, até mais que a própria salvação. Eu admiro aqueles que já batalharam grandes lutas na vida, já se decepcionaram muitas vezes, já se viram inúteis em meio a tantos “semideuses” cristãos, mas continuaram a caminhada, continuaram a olhar para os olhos doces e firmes do Redentor e, mesmo que porventura caíssem e pecassem, a vontade de viver uma vida de significado era muito mais forte e fazia seus corações arderem de paixão pelo Doador da graça e os faziam prosseguir até chegar nos braços do Pai e, finalmente, descansar em paz.

sábado, 11 de abril de 2009

FELIZ PÁSCOA!!


Feliz Páscoa para todos aqueles que entendem que o sacrifício de Jesus não é algo para ser entendido, para ser aceito como um presente que a gente recebe e não entende porque recebeu; simplesmente aceite.


Feliz Páscoa para todos aqueles que acreditam que o amor de Deus por nós não coube na cruz e nem no túmulo, mas cabe dentro do nosso coração, fazendo com que a gente saiba que apesar das nossas falhas e mancadas, Ele continua sendo o mesmo.


Feliz Páscoa para todos aqueles que amam a vida e buscam todos os dias viverem na certeza que em Jesus temos vida abundante! Que jamais nos esqueçamos do que foi feito por amor a nós!!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Graça de graça!!


Estava assistindo uma novela na sala com algumas pessoas e estava passando uma cena um tanto interessante. Pra variar, a história era de uma mulher que havia traído o marido e queria o perdão dele, queria voltar pra casa e voltar a viver a vida a dois como se nada daquilo tivesse acontecido. Alguns na sala se revoltaram e ficaram perguntando: “Como pode? Quer dizer então que trai, fica com outro homem, volta, pede perdão e vive como se nada tivesse acontecido?”. A revolta era geral, quando me deu um estalo na mente que me fez pensar que é justamente o que Deus faz conosco. Erramos, pedimos perdão, Ele perdoa e continuamos a viver como se nada daquilo tivesse acontecido.

A graça escandaliza qualquer pessoa que não queira ser afetada por ela. Pense no caso de uma pessoa que em um surto de raiva acaba machucando alguém, por palavras ou até mesmo com uma arma. Ela não intencionava causar um dano do tamanho que se apresenta agora. Tudo o que ela pede é alguém que não a condene, tudo que ela pede é alguém que a entenda.

Mas cá entre nós, é muito difícil que isso ocorra, não é verdade? Na maioria dos casos vemos os acusadores e os defensores da moral e da ética cristã mostrarem suas asinhas e darem a sua bela contribuição para o crescimento do cristão caído, fazendo-o pagar verdadeiras penitências de algo que Deus já o livrou e perdoou.

Ao mesmo tempo sou confrontado com um texto marcante nas Escrituras onde Jesus está sendo questionado por essas eternas pragas eclesiásticas em um caso de adultério, onde a mulher adúltera é levada diante dEle para ser julgada e, então, apedrejada. Algumas considerações devem ser entendidas aqui.

É interessante que o homem adúltero não aparece na cena, onde ele está? Provavelmente entre os acusadores. “Ela me seduziu a praticar tal ato, ela me disse que ninguém saberia”, ele diria. Outra coisa, esse seria mais um plano que os inimigos de Jesus estavam tramando para prendê-lo e executá-lo. Tudo estava contra o relógio de Cristo, portanto, contra o relógio da graça.

Anima-me ao ver nesse texto um Jesus totalmente diferente do que me foi apresentado nas aulas de catecismo e nas visões humanas de gente que pensa que Jesus era alguém de cara carrancuda, que nunca na vida deu uma risada, que nunca chorou ou que nunca tenha se emocionado ao ver alguma coisa bonita.

A graça chega a tocar nas coisas mais simples que uma pessoa poderia imaginar. Ouvir uma boa música, ler um bom livro, apreciar um bom churrasco com amigos, dar muita risada das piadas da vida e por que não apreciar uma novela quando bem escrita e com uma história intrigante como em um filme. As histórias de ninar, as fábulas e os folclores populares, as esculturas. Tudo isso faz parte do que a Bíblia chama de Graça.

As pessoas são as mais incríveis e empolgantes demonstrações dessa Graça. Os seres humanos nada mais são do que uma bela sinfonia de notas diferentes umas das outras que montam uma peça maravilhosa. Cada movimento, cada escolha, cada sentimento vivido, tudo isso é parte de uma tragédia ou de um romance ou de um suspense ou de uma aventura. A Graça nos seres humanos, em cada um de nós, é uma manifestação da existência singular de Deus.

A graça é um presente de desaniversário, não tem hora nem lugar para dar. Quem que nunca tenha sentido saudade de alguém não ligou ou visitou a pessoa? Quem nunca jogou conversa fora numa noite de férias com os amigos? Quem nunca falou sozinho nos momentos de felicidade e principalmente nos momentos de raiva?

Não gosto de pessoas que vivem impedindo o povo de Deus de ser povo de Deus. Elas elaboram uma lista de tudo quanto você deve ou não fazer para ser considerado um filho de Deus. “Se você fizer isso ou aquilo que não aprovamos, você é digno de nossa tão santa disciplina”, dizem elas. Sendo que nesse período chamado de “disciplina” não há um acompanhamento, um telefonema, uma palavra amiga, uma mão que se estenda para ajudar a levantar o caído. Já disseram uma vez que a Igreja é o único exército que abandona seus feridos.

A graça veio para mudar tudo isso! Ela veio para conquistar os de “cara fechada” e para acalmar os animados demais. Ela veio para trazer uma gota de esperança para o estrangeiro nordestino que sai da sua terra e tenta a sorte na grande cidade e enfrenta o preconceito e as piadas do povo dito civilizado. Ela veio macular os conceitos humanos de ser e ter. Trouxe um novo prisma onde enxergamos um lado melhor das pessoas; as suas qualidades.

Jesus é a encarnação dessa graça. Jesus é aquele que deve ser visto como nosso exemplo mor. Imagino Jesus agachando-se e perguntando àquela mulher chorosa e arrependida, com uma voz doce e ao mesmo tempo firme: “Onde estão seus acusadores?”. A mulher levanta os olhos; vê que todos se foram atordoados com o julgamento do Mestre: “Aquele que não tem pecado, atire a primeira pedra”, e diz que todos se foram. O texto não diz, mas imagino Jesus tomando aquela mulher pelos ombros, levanta-a e diz olhando nos seus olhos lacrimejantes: “Tampouco eu te condeno; vai e não peques mais!”. Jesus não julga como nós. Ele não condena o pecador que nós condenaríamos. Ele ama como nós deveríamos amar. Ele enxerga como nós deveríamos enxergar. Ele abraça como nós deveríamos abraçar. Ele só requer de nós que sejamos um com Ele, como Ele é com o Pai.

O Jesus dos quadros caríssimos de Da Vinci e de Michelangelo não é o Jesus que eu conheço. O Jesus que eu conheço é sério com o pecado, mas abraça o pecador. O Jesus que eu conheço é Santo Juiz, mas também é o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. Não é uma graça barata que aqui apresento, mas é uma graça real, que liberta o pecador e traz paz ao coração de quem precisa dormir sem outros traumas criados por nós; já basta o que a vida oferece no pacote de nascimento.

O Louco Inteligente!


No hospício, o médico psiquiatra, resolve fazer um teste, para constatar se realmente os internados eram realmente loucos, ou se tinha algum deles que já tivesse condição de receber alta médica.


Então desenhou uma porta na parede, e reuniu todos os loucos e disse:

-Pessoal, a porta do hospício está aberta, quem quiser fugir não perca tempo.


Foi aquela correria geral, todos querendo chegar o mais rápido possível até a porta.Foi aí que o médico notou, que tinha um louco que ficou parado num canto só observando o tumulto.


O médico fala para o seu assistente:

-Veja, nem todos são loucos, vamos conversar com aquele ali.-Então você não quis fugir como os outros?

-Psiu, fala baixo, é que eu estou com a chave da porta.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Não Deixai Vir a Mim os Pequeninos!



Ao ligar a televisão todos os dias nos horários dos telejornais é um exercício um tanto quanto perturbador e ao mesmo tempo, deprimente. Chegamos a culpar as emissoras por só passarem desgraças e dificilmente se vê notícias boas, quase não há mais refrescos jornalísticos, acontecimentos que nos fazem ter orgulho por sermos brasileiros ou humanos. Mas há notícias que nos deixam mortos por dentro, quase petrificados tamanha a capacidade de nossos semelhantes para cometerem atrocidades.
Assassinatos e estupros, roubos e violência contra a mulher, todos esses crimes nos trazem um nó na garganta, mas nada se compara aos crimes cometidos contra as nossas crianças! Não consigo medir os traumas e as dores sentimentais e físicas que cada criança vítima de pedofilia vai gerar dentro de si e, conseqüentemente, afetar todo o seu meio tanto familiar quanto social!
Algumas considerações aqui precisam ser feitas para o melhor entendimento desse mal que está fazendo das nossas crianças, que deveriam estar brincando e sendo feliz com sua infância, serem objetos de diversão de gente desorientada.
A pedofilia não se caracteriza crime no Brasil, apesar de ele estar na quinta colocação no ranking de sites dedicados à pornografia infantil, dados publicados pelo Federal Bureau of Investigation (FBI), a polícia federal americana. Não há no Código Penal algo relacionado com a palavra “pedofilia”, mas sim as conseqüências desse ato são crimes pesados. Podemos relacionar alguns deles aqui:
Atentado Violento ao Pudor: Prática de atos libidinosos cometidos mediante violência ou grave ameaça. São considerados atos libidinosos aqueles que impliquem em contato da boca com o pênis, com a vagina, com os seios, com o ânus, ou a manipulação erótica destes órgãos com a mão ou dedo. Também atos que impliquem na introdução do pênis no ânus, no contato do pênis com o seio ou na masturbação mútua.
Estupro: Constranger criança ou adolescente à conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça.
Pornografia Infantil: Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias, imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo crianças e pré-adolescentes.
Percebam a gravidade da situação. Crianças sendo expostas a crimes hediondos e famílias que antes só viam esses crimes pela televisão, agora assistem de camarote dentro de suas casas. Uma pesquisa realizada por institutos especializados em pedofilia diz que jovens de classe média entre 17 e 25 anos são os produtores desse material nojento, e na maioria dos casos as crianças são gente da própria família. Um vídeo de cinco minutos de uma criança sendo violentada chega a custar mil dólares e fotos chegam a custar cem dólares. Os compradores são adultos na faixa dos quarenta anos, solteiros e profissionais liberais. A pedofilia na internet é alimentada de formas variadas. De um lado estão as pessoas que produzem, vendem ou disponibilizam gratuitamente as imagens de sexo envolvendo criança, e do outro estão aqueles internautas que consomem esse material.
Vejam que o simples fato de acessar um site pornográfico onde “Teens” estão sendo expostas caracteriza-se crime perante a justiça. Meninas e meninos que nem chegaram aos dezoito anos, mas por conta de uma alta grana envolvida, gente da família incentivando e certas impunidades comuns na sociedade brasileira acabam por aceitar ofertas absurdas como o de se deixar fotografar ou filmar tendo relações sexuais ou poses sensuais.
Isso acontece com a anuência das crianças e pré-adolescentes. Agora estamos tratando de algo que a criança não quer, estamos falando de crianças que não sabem mais o que é brincar, o que é um pai ou uma mãe ou um tio ou um avô, estamos falando de crianças que querem falar do seu sofrimento, mas tem um monstro atrás delas, literalmente um “Bicho-Papão”, ameaçando a vida delas e de seus entes queridos.
Nos Estados Unidos foi feito um estudo, foi publicado no wikipedia e chegou-se a seguinte conclusão:
Alguns estudos afirmaram que ao menos um quarto de todos os adultos do sexo masculino pode apresentar algum excitamento sexual em relação a crianças. Um estudo realizado por Hall, G. C. N. da Universidade Estadual de Kent, por exemplo, observou que 32,5% de sua amostra (80 homens adultos) exibiram desde algum excitamento sexual até estímulo pedofílico heterossexual, igual ou maior do que o excitamento obtido com estímulos sexuais adultos. Kurt Freund (1972) remarcou que "homens que não possuem preferências desviantes mostraram reações sexuais positivas em relação a crianças do sexo feminino entre seis e oito anos de idade.
Em 1989, Briere e Runtz conduziram um estudo em 193 estudantes universitários, sobre pedofilia. Da amostra, 21% disseram ter alguma atração sexual para algumas crianças, 9% afirmaram terem fantasias sexuais envolvendo crianças, 5% admitiram masturbarem-se por causa destas fantasias, e 7% concederam alguma probabilidade de realizar ato sexual com uma criança, caso pudessem evitar serem descobertos e punidos por isto. Os autores também notaram que, dado o estigma social existente atrás destas admissões, pode-se hipotetizar que as taxas atuais possam ser ainda maiores. J. Feierman (1990) estimou que entre 7% a 10% dos homens adultos possuem alguma atração sexual para crianças do sexo masculino.
Matéria publicada na revista “Isto É”, em março de 2006, mostra que no ano 2000 o mercado mafioso da pedofilia movimentou 5 bilhões de dólares em todo o mundo. Em 2005 a estimativa é que esse mercado tenha movimentado 10 bilhões de dólares, ou seja, dobrou em apenas 5 anos. Nesses 10 bilhões estão embutidos a venda de fotografias e vídeos que mostram crianças sendo abusadas e fazendo sexo com adultos e até com animais.
Os contos de fadas dessas crianças se transformam a cada dia em filmes de horror onde não se pega o bandido, não se mata o assassino, onde o final parece não ser um final feliz. A CPI da Pedofilia, comandada pelo deputado Magno Malta tem feito seu papel em denunciar e caçar esses criminosos, mas a cada dia se torna um trabalho árduo e cansativo, pois a cada dia aparecem novos casos de violência contra as crianças.
Gente, toda criança tem direito de se divertir, de brincar de boneca, de carrinho, de vídeo game, ter seu espaço com seus pais e amiguinhos. Toda criança tem direito a ter sua infância não maculada por atrocidades e violências contra seus sonhos e esperanças. Toda criança tem direito a acreditar em fadas e em brincar de faz de conta, ser o príncipe ou a princesa ou aquele personagem daquele desenho que ela gosta tanto de assistir.
Se não bastasse, há casos de pedofilia dentro das igrejas. Padres e pastores envolvidos com a pornografia infantil e sendo inclusive os autores desse atentado à infância. Um lugar onde, acredita-se, poderia encontrar apoio, segurança e paz, os pais de hoje encontram violência e verdadeiras facas afiadas prontas para cortar e machucar o coração e o físico das nossas crianças.
Talvez a criança ao ver um líder religioso a molestando, pode imaginar Jesus como um pervertido sexual ou até mesmo como um deus fraco que não vem protegê-la das garras desse lobo travestido de ovelha.
Onde vamos parar? Quando vamos entender que a criança precisa ser criança? Precisa brincar, precisa rir, precisa bagunçar, precisa ser gente, precisa viver! Deixem as crianças irem à Terra do Nunca e quando elas quiserem, elas voltam. Deixe as crianças acreditarem em Papai Noel. Deixe as crianças serem super-heróis e sonharem em voar. Deixe as crianças serem crianças enquanto são crianças. Deixem os pequeninos chegarem mais perto do Pai que não irá violentá-las, mas abraçá-las e dizer: “O reino dos céus pertence a vocês!”

O Pior que É Verdade!!!




O filho pergunta o que é política p/ o pai, p/ seu trabalho da escola.


O pai responde:-bem meu filho,a política envolve poder econômico,governo,povo,futuro do país e classe trabalhadora.


O filho diz:Não entendi.


E o pai diz:Bem vou usar nossa casa como exemplo:


*como eu trago o dinheiro p/ casa sou o poder econômico.


*sua mãe como administra e gasta é o governo.


*como cuidamos de suas necessidades você é o povo.


*Seu irmão zezinho é o futuro do país.


*E a babá de seu mano é a classe trabalhadora. Entendeu meu filho?


É... + ou - vou pensar. E o menino vai dormir. No meio da noite, ele escuta um choro e é o irmão dele que está todo cagado. Então aí ele vai chamar seus pais. Vai no quarto da mãe bate e ninguém abre, então ele olha na fechadura e a mãe está dormindo sozinha num sono profundo. Vai no quarto da babá , ele bate e olha na fechadura e está o pai dormindo c/ a babá. Bem, então aí ele vai dormir.


No outro dia ele fala p/ o seu pai: pai já entendi o que é política!


Que bom meu filho então explique c/ suas próprias palavras.


E ele diz: Enquanto o poder econômico sacaneia a classe trabalhadora o governo dorme profundamente; o povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda.

40 Anos da Morte de Martin Luther King Jr.


Dr. Martin Luther King Jr. foi alguém que fez da história um palco para proclamar a liberdade e igualdade entre os seres humanos. Na manhã do dia 4 de Abril de 1968, na cidade de Memphis, Luther King foi alvejado por um tiro certeiro no peito enquanto estava na sacada do hotel que estava hospedado. Morreu no local.


Anos antes, em 28 de Agosto de 1963, King proferiu um dos seus mais notáveis, senão o mais notável, discursos de sua vida. "I have a dream" foi a frase que ecoou naquela tarde ensolarada de Washington, D.C. Milhares de negros, dos quatro cantos dos Estados Unidos, estavam reunidos ali para celebrar a liberdade e para lutar por seus direitos civis.


Não chegou a ver todos os seus sonhos realizados, mas deixa uma vida de muita esperança para os negros americanos que agora se emocionam a cada dia que passa, pois o presidente americano eleito é um negro. Transformações ocorroram após a morte desse mártir da liberdade. Esperamos que mais Luther Kings apareçam na história para darem rosto ao ser humano e mostrar quem somos de verdade.

15 Anos da Morte de Kurt Kobain



No dia 8 de Abril de 1994, na cidade de Seattle, às 8h30 da manhã foi achado o corpo do vocalista do Nirvana, Kurt Cobain, com um tiro na cabeça e uma carta de despedida próximo ao seu corpo.

Conforme os médicos legistas, a morte de Kurt, teria ocorrido de 24 a 48 horas antes da descoberta. Em seu atestado de óbito a data exata do falecimento consta como 5 de abril. Kurt tinha 27 anos e seu corpo fora cremado.

Anos mais tarde, as cinzas de Kurt foram roubadas da casa de sua viúva, a cantora Courtney Love. Até hoje não se sabe onde essas cinzas estão!

terça-feira, 7 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

Não chores por mim, Argentina!


Estavam certa vez, o argentino e o brasileiro, na China, bebendo umas e outras em praça pública, coisa que é proibida nesse país.Foram presos e levados ao juíz.O juíz os condenou a 20 chibatadas.Como era transição entre o ano do galo e o tigre, tinham direito, isso todos os prisioneiros, a um pedido, desde que não fosse escapar da punição.


"Argentino. Vcs sim são um povo de merda mesmo, cheio de marra, êta gente chata, como vcs nunca vi, mas vou ter de lhe conceder o pedido"."Amarrem 2 travesseiros nas minhas costas". Diz o argentino. Depois da 15ª chibatada os travesseiros não aguentam a força das chibatadas e acaba levando 5 chibatadas sem qualquer proteção.


Chega a vez do brasileiro..."Brasileiro", diz o juíz, vcs são um povo exemplar, povo sofrido, vive na miséria, trabalhor e mesmo assim mantém o bom-humor, ao invés de um pedido, vou quebrar o protocolo e lhe favorecer a dois pedidos. Pode pedir.o brasileiro fala: " Não quero levar 20 chibatadas e sim 200". O juíz se espantou, mas tudo bem, o cara era brasileiro. e pergunta: " Qual é o 2º pedido?""Amarrem o argentino nas minhas costas"


Fonte: piadas.com.br

Ai que Burrito!!!


Um burro morreu bem em frente de uma igreja. Como uma semana depois o corpo ainda estava lá, o padre resolveu reclamar com o prefeito.


- Prefeito, tem um burro morto na frente da igreja há quase uma semana.


E o prefeito, grande adversário político do padre, alfinetou:


- Mas padre, não é o senhor que tem a obrigação de cuidar dos mortos?


- Sim, sou eu! - respondeu o padre, com serenidade. - Mas também é minha obrigação avisar os parentes...
Fonte: PavaBlog

O Outro Eu



No filme “De Volta para o Futuro II” de Steven Spielberg há uma temática muito interessante. Os protagonistas se envolvem novamente na fascinante viagem no tempo e acabam chegando ao futuro, mais precisamente em 2015. Lá, eles acabam encontrando seus destinos e se realizaram de fato seus sonhos. Eles ficam espantados ao perceberem que os seus desejos principais não haviam se realizado. Um queria ser músico; sua namorada fica desapontada quando descobre o lugar de seu casamento. Pela fisionomia, percebe-se que não era bem aquele lugar que estava em seus planos.

O perigo, na verdade, estava em encontrar seus outros “eus” nesse futuro. Dr. Brown, o cientista da história, diz que se isso acontecesse um grande impacto cósmico destruiria toda a humanidade e o universo. Nada animador! Por outro lado, encontrar o outro eu sempre me trouxe uma curiosidade. Como seria me ver aos 40 anos? Ou talvez aos 60? Ou melhor, voltar a ser criança e relembrar todas as fantásticas e calamitosas artes que eu aprontava?

De fato, existe um perigo ao encontrar nosso eu. No caso, não estamos falando de idade e de tempo como no filme. Nosso verdadeiro eu. Aquele que não se esconde nas máscaras que vestimos e nas diversas personalidades que assumimos perante os outros para somente agradá-los e nos sentirmos aceitos no grupo. Esse eu que estou me referindo não está no futuro e nem no passado; ele está no presente!

Há também aquele que está dentro de nós atormentando, planejando, culpando-nos pelo nosso erro de cada dia. Brennan Manning o chama de “Impostor”; aquele que se divide em várias faces e esconde o nosso verdadeiro eu.

Todos nós temos uma área de nossa vida que fede, que traz nojo à nossa mente só de mencionar. Esse é aquele impostor que cria mundos extraordinários e faz de nós fantoches, marionetes dependendo da situação, lugar e público. Não preciso falar que grande parte da juventude sofre com isso. Não são aceitos pelo que eles são, mas sim aceitos através de máscaras e todo mundo acha que está bem, que está tudo bem! Não está!

Vejam quantos são os casos de depressão entre os jovens e adolescentes. Não precisamos focar apenas neles. Veja também os adultos, o que está acontecendo a eles! Loucos por sucesso e dinheiro, cometem os mais absurdos atos que nem eles conseguem explicar depois de feito. Escolhas erradas, alianças erradas, tudo isso porque o mundo pede que vocês sejam tudo menos você mesmo! E quando é revelado quem a gente é de verdade, as pessoas se assustam e projetam em nós suas falhas e seus erros mais íntimos.

É fácil olhar a ferida do outro, mas difícil é cuidar da nossa! É um exercício que a gente tem que fazer todo dia de joelhos na presença do Eterno, porque se não for assim, a gente vai parar no mesmo lugar onde todo mundo acaba parando; no nada! Vamos ser sinceros! Ninguém gosta de assumir que tem um lado sombrio, um lado capaz de fazer as mais terríveis barbáries e impensáveis atos.

O primeiro passo é reconhecer que esse impostor, esse “outro eu” existe. Ele existe e está sempre querendo aparecer mais que Cristo. Os aplausos contínuos, o elogio barato, a aceitação no grupo a qualquer custo, o fato de você não se achar bonito ou bonita, de você se achar gorda ou gordo demais e na verdade, o impostor lhe mata através dessa anorexia mental que acaba afetando seu corpo físico. É a pressão do grupo, do trabalho, da igreja que você freqüenta; tudo isso gera uma série de fatores que alimentam mais e mais os impostores que vivem dentro nós.
A gente precisa aceitar que esse camarada é a nossa carne pecaminosa acesa dentro de nós, latejando feito dor de dente. Aquele ser que Paulo, o apóstolo diz em Romanos que constantemente entra em batalha porque o mal que ele não quer fazer, esse ele faz e o bem que ele quer fazer, esse ele não faz. E ainda pergunta num clímax de desespero; “quem me livrará do corpo dessa morte?”

Paulo, homem de Deus, mas sempre se lembrando que era homem sujeito a erros e a tropeços como qualquer pecador da época em que ele vivia e que se não fosse a graça de Deus, a morte já o teria tragado e esmigalhado a alma.

Esse reconhecimento precisa estar sempre acontecendo. Humilhando-nos na presença do Senhor, sabendo que somos o que somos, temos o que temos, vestimos o que vestimos, comemos o que comemos só pela graça de Deus e pela Sua eterna e infinita misericórdia. Mas ele ainda está lá. Vive contando vantagem e dizendo que tudo não passa de balela e conversa fiada. A gente conseguiu por esforço próprio e nada de Deus nessa história toda. Cuidado! Ele precisa ser levado constantemente ao trono de Deus para ser lapidado novamente até que chegue a ser varão perfeito, como diz a Escritura. Mas essa perfeição que a Bíblia diz não é aqui que ela se conclui, mas sim na glória. Portanto, meus amigos, vamos morrer pecando e errando.

Meu outro eu precisa de elogios; é o seu alimento. Ele precisa ser notado e sempre quer ser aquele que faz e recebe o reconhecimento. Ele pensa que pode resolver as coisas do seu jeito e pode resolvê-las sozinho, mas ele se depara com a situação de que o homem não pode viver, agir e se relacionar consigo mesmo. Portanto, ao ver um grupo de pessoas reunidas conversando e se divertindo, ele quer ser o centro das atenções e nada e nem ninguém pode surrupiar essa posição dele. É bom falar firmemente que todos nós temos esse “eu” dentro de nós. Ninguém está livre dele.

O fato de você estar lendo esse artigo e pensando em outro é um indício de que o seu “outro eu” está aí dizendo que tudo isso não é pra você e sim para aquele vizinho chato, aquela mulher que não para de falar mal dos outros, aquele chefe durão que só é assim para exigir um respeito que não tem. Pare de pensar nos outros, pelo menos por esse momento. Olhe para dentro de si e comece a reconhecer de uma vez por todas que há uma batalha acontecendo dentro de nós. Uma batalha de vontades, de desejos, de intenções e de objetivos.

O segundo passo é aquele que já citamos aqui; devemos levar esse “outro eu” à presença do Redentor. Na verdade, esse “eu”, que somos nós, anseia por essa redenção final. Ficar livre de vez dessa natureza pecaminosa e destruidora e ter paz enfim.

Dia após dia, noite após noite, matando esse leão que ronda nossa alma querendo nos devorar. Não nos esquecendo jamais da graça de Deus que traz constrangimento para nós e nos leva calmamente a reconhecer que não podemos viver só e nem sem a presença do nosso amado Deus. Precisamos agora experimentar um pouco daquilo que está preparado para nós na eternidade. Uma promessa de esperança e de redenção eternas e que pode começar aqui.

Ao levarmos o nosso eu à presença de Deus, percebemos outra verdade que nos é obscurecida pelo pecado: somos os filhos amados de Deus. Na Bíblia, há um termo que Jesus usa para se dirigir a Deus e que causou um verdadeiro alvoroço no meio dos religiosos da época e que causa até hoje. O termo é Abba que significa “papai, paizinho, papa”. Era aquele balbuciar da criança hebraica ao se dirigir ao seu pai, era a maneira mais singela e íntima que uma criança poderia se dirigir ao seu ente protetor e amado. Jesus ao dirigir-se a Deus dessa forma, mostra que não é somente alguém que O conhece, mas é aquele que sabe realmente quem ele é de fato; ou seja, filho de Abba.

Realizando em Cristo o maior ato de amor já visto na história da humanidade, Deus agora nos vê como Seus filhos amados tendo Jesus como seu primogênito. Antes Jesus era o unigênito do Pai, mas agora, por causa do sangue puro e suficiente de Cristo derramado na cruz em cumprimento da Palavra, o próprio Cristo se torna o primeiro de muitos. A partir do momento em que entendemos quem somos na verdade, a saber, filhos de Abba, todas as demais necessidades são supridas ao seu tempo.

O “outro eu” não aceita essa verdade porque ele quer ser tudo, menos a sua verdadeira identidade. Ele quer agradar a todo mundo, menos a si mesmo e ao Seu criador. Ele quer receber os aplausos e os elogios de todo mundo, menos d’Aquele que nos presenteia com toda a sorte de bênçãos terrestres ou não. Esse conceito é extremamente ameaçador e incomoda não só o seu “outro eu”, mas incomoda muita gente que não aceita o fato de você ser feliz, o fato de que você entende a beleza da vida e quem você realmente é. A partir daí, você se torna uma ameaça a tudo que se chama falso. Um moralismo insuportável começa a perseguir cada passo seu e qualquer escorregada que você der, que é inevitável, um prato cheio será servido para esses moralistas. Mas saiba que para cada moralista, há uma centena de pecados não confessados e esses mesmos moralistas não aceitam o fato de que Deus os ama também da forma que eles são. Eles sentem que precisam ser assim para agradar a Deus. Ledo engano!

Assumamos de uma vez por todas a nossa verdadeira identidade, o nosso verdadeiro “eu”, aquele a quem Deus criou e disse que era muito bom. Somos os filhos amados de Abba a quem Ele quer bem e está disposto a nos aceitar do jeito que somos e nos ama tanto que não consegue nos deixar do jeito que estamos. Ele nos ama, quer que entendamos que somos Seus filhos amados e, como diz Paulo, nada nessa Terra, nesse universo, nem no futuro e nem no passado seja ele o mais sombrio e oculto que possa ser, nem as forças mais poderosas do inferno poderá nos separar desse amor eterno revelado no Cristo vivo.